(Com o pé que é um leque!…)
Naqueles tempos, sim! Quem não recorda as brincadeiras – das mais comuns às mais complicadas – dos tempos de criança? E em meio a uma brincadeira, uma expressão, um dito, uma frase, um jogo… Tudo feito espontaneamente.
Porque… naqueles tempos, sim!!!
Uma das brincadeiras mais conhecidas, onde o objetivo é fazer a criança ficar de boca fechada (não falar):
“Vaca amarela/ cagou na panela;
Quem falar primeiro / come a merda dela”.
Uma parlenda comum a todo o Brasil, onde o adulto pega a mão da criança para “dar nomes” aos dedos:
”Dedo minguinho, seu vizinho
pai de todos, fura bolo
mata piolho”.
Quando a criança “se engasga” ao comer:
“São Brás, São Brás!
Não precisa se afogar, que na panela tem mais”!
Para escolher uma pessoa (espécie de sorteio). Comum a todo o Brasil, com inúmeras variantes:
“A casinha da vovó / trançadinha de cipó
o café está demorando / com certeza não tem pó”.
E uma outra, por demais conhecida (para memorização):
“Hoje é domingo / teu pai é um gringo;
Na porta da venda / fumando cachimbo;
Cachimbo é de ouro / saltou no touro;
Touro é valente / dá na gente;
Gente é fraco / cai no buraco;
Buraco é fundo / acabou-se o mundo!”
Outra mais:
“- Cadê o bolo que estava aqui? – O gato comeu!
– Cadê o gato? – Em cima da casa!
– Como se faz pra pegar ele? – Sobe na escada!
– E se eu cair? – Bem feito, bem feito!”
As brincadeiras, jogos e expressões são, nos dias de hoje, motivo de estudo e pesquisa para que se entenda e conheça a ludicidade de outros tempos. Importante conhecer o saber e o fazer da criança daqueles tempos em todo o Brasil e, em especial, aqui no Rio Grande do Sul… a nossa terra!




