A falta de água que ocorreu principalmente nos últimos três dias gerou muitas reclamações e questionamentos por parte da população. Conforme o superintende regional da Corsan/Aegea, Lutero Cassol, o desabastecimento deve ser considerado uma situação pontual e não como um problema recorrente. Segundo Cassol, a recente interrupção no fornecimento de água está relacionada com ajustes técnicos e de vazão que estão sendo feitos no novo sistema integrado que abastece Canela e Gramado. “No final de 2025 foram concluídas as obras de ampliação do abastecimento e a estrutura foi liberada com vazão de forma precavida para evitar danos a nova estrutura durante o Natal e Ano Novo, períodos em que não faltou água”, comenta Cassol. “Na sequência, todo o novo sistema entrou em funcionamento com vazão máxima. Por isso, ocorreram vazamentos e intercorrências na tubulação que é de onze quilômetros”, explica o superintendente.
Cassol explica que neste processo de resistência e adaptação da nova rede com a vazão máxima de água, ocorreu um rompimento na tubulação na Rua João Baldasso, no bairro Vila Suzana. Durante a recuperação do sistema rompido, houve uma quebra de um registro de 200 milímetros na Rua Danton Corrêa da Silva, esquina com a Rua Rodolfo Schlieper, conserto o qual foi concluído na quarta-feira (28). Os bairros Santa Marta, Vila Dante, São José, Vila Suiça, Bosque Sinoserra e Vila Suzana passaram por instabilidade do abastecimento de água. Para acelerar a recuperação do sistema, três caminhões-pipa foram mobilizados para abastecer o reservatório Vila Diva, responsável por atender a região. “Não estamos falando de uma situação generalizada, foram intercorrências pontuais. Os testes principais já foram realizados e corrigidos todos os pontos necessários que se romperam. Acreditamos que os problemas maiores já passaram”, comenta Cassol.
NOVAS INTERVENÇÕES
A Corsan informa que, no momento, não há intervenções programadas que exijam a interrupção do fornecimento de água em Canela e Gramado para as próximas semanas. Para garantir a eficiência e a continuidade do serviço podem ocorrer dois tipos de manutenção: programada e emergencial. As programadas, quando exigem interrupção no fornecimento de água, são comunicadas com antecedência pelos canais oficiais da Companhia. Já as emergenciais, que acontecem em situações inesperadas e exigem ação imediata, muitas vezes não possibilitam aviso prévio. Mesmo em situações emergenciais, o aviso posterior é enviado por meio dos veículos de comunicação. Em ambos os casos, o retorno da água é gradual, após a conclusão do serviço.
PREFEITURA NOTIFICA CORSAN
A Prefeitura, por meio das secretarias de Meio Ambiente e Urbanismo, de Obras, Limpeza Urbana e Agricultura, e de Segurança Pública, Mobilidade e Fiscalização, tem cobrado a resolução do desabastecimento, notificando a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).
Em função da gravidade do problema, principalmente neste período do ano com as temperaturas altas, o município também oficiou a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Agesan-RS), que nesta quinta-feira (29) testou os sistemas de bombeamento de água.
Essa não é a primeira vez que o Poder Público notifica a Corsan em decorrência de desabastecimentos – relatados pela comunidade diretamente à Prefeitura. Através da comissão municipal, e por determinação do prefeito Gilberto Cezar, que acompanha a questão, os fiscais do município mantém contato direto com os técnicos da empresa para estarem a par das situações e cobram resolução rápida sempre que ocorrências como essa são verificadas.









