(Aos amigos do Memorial…)
Sexta-feira, 13 (Pro causo, ontem)!
As superstições, assim como as crendices, pra início de conversa, nos acompanham a vida inteira. Do nascimento à morte, elas são nossas companheiras, muitas vezes, sem nos darmos conta, pois muitas pessoas são supersticiosas, sem o querer ou saber.
E, aí, entra outro assunto: os cuidados com situações, lugares ou, quem sabe, aqueles dias especiais! Reza o folclore que toda a sexta-feira deve ser observada com cuidado. Mais ainda, quando esse dia for 13. Portanto, fique bem esperto, pois num dia como hoje, todo o cuidado é pouco.
Segundo o folclorista Câmara Cascudo, “o nº 13 é um número fatídico, pressagiador de infelicidades. A superstição de evitar treze convidados à mesma mesa é tradicional em todos os povos cristãos como uma reminiscência da Ceia Larga na Quinta-Feira Maior, quando Jesus Cristo ceou com os doze apóstolos, anunciando-lhes a traição de um deles e o próprio martírio. Afirma-se que morrerá um dos comensais ou o primeiro a abandonar a mesa”.
Os cuidados realmente aumentamquando temos uma sexta-feira 13 (que é dia de lobisomem!), ainda mais se for com noite de lua cheia que, pro causo, não foi no dia de ontem!
Carnaval
Uma grande festa que antecede o período de repouso. O carnaval, pro causo, é considerado uma festa religiosa(?!) por alguns historiadores. A prova maior é que ele termina dentro da Igreja, na quarta-feira de cinzas que, pro causo, simboliza o arrependimento.
Quaresma
A partir daí, temos a quaresma, período do ano litúrgico das Igrejas Cristãs. São os quarenta dias que, pro causo, simbolizam o tempo que Cristo jejuou no deserto e que antecedem a Páscoa. Dentro desse período, fazemos jejum (come-se menos do que o costume, abstendo-se da carne) aos menos às sextas-feiras.
Rezam os costumes da tradição gaúcha, que na quaresma, não pode haver festas, bailes, etc. Hoje, infelizmente, vemos a maioria dos CTGs com fandangos nesse período, justo eles – os CTGs – que são (e têm a obrigação de ser!) os promotores e divulgadores das tradições!!!
A quaresma simboliza tristeza e respeito. É época de jejuns, penitências, esmolas, e período que devemos abstermos de diversões. É a época de preparação espiritual para a Páscoa, em memória à paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Outro destaque durante a quaresma é o Domingo de Ramos, quando temos uma liturgia toda especial com a bênção dos ramos, que pro causo, simboliza a entrada de Jesus em Jerusalém.
No final da quaresma temos a Semana Santa, recheada de cuidados e recomendações tipo “pode”, “não pode”, “não se deve”, etc, tão ao gosto do folclore e da tradição que, pro causo, destaca 4 dias, a saber: Quinta-feira Santa, Sexta-feira da Paixão, Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa.
Uma pequena mostra dos usos e costumes sobre a fé do homem do interior do Brasil e do Rio Grande do Sul… a nossa terra! Ao sair de casa (se é que você vai sair!), saia com o pé direito, sem jamais esquecer a figa e um pé de coelho no pescoço, um galho de arruda atrás da orelha (esquerda), um ramo bento dentro da carteira, além de alguns “breves” e “patuás” na bolsa.









