Existem veículos que nunca vão sumir de circulação. Hoje as novas gerações conhecem a marca Jeep devido aos modelos modernos, como o Renegade. Mas perguntem a eles se sabem o que é o bom e velho Jipe! Os que assistem filmes de guerra talvez vão dizer que sim. Intermináveis e possantes, os jipes (a marca virou gênero) estão por aí, nas garagens de muitos caras e também algumas mulheres que os tiram de casa para se divertir em trilhas. São os afiliados aos clubes de trilhas, e em Canela há um grande, fundado em 2008.

Ao conversar com o pessoal da Equipe Mato ou Morro, me surpreendi quando disseram que eles são em torno de 160 participantes, que fazem roncar cerca de 140 veículos. Nessa conta entram jipes e afins, de tração em duas ou quatro rodas – falo de pick ups (como a Ford F75, um ícone), gaiolas e camionetes com suspensões adaptadas, que vão desde a Rural tradicional a modelos atuais. “Tudo depende do bolso de cada um”, dizem Jeferson Cavallin e Bruno Boch, da Mato ou Morro. De qualquer modo, sair para desafiar trilhas íngremes, atoleiros e afundar na água tem seu preço. Mas, uma vez com o pé nessa atividade, ninguém sai.
Em 17 anos, a equipe se organizou, cresceu e chama-se legalmente Mato ou Morro Associação de Jeepeiros de Canela. Inauguraram recentemente (foto ao lado) a sua sede em Canela, no bairro Jardim das Fontes. Durante as enchentes de 2024, integrantes da Mato ou Morro prestaram grande auxílio na região, com seus veículos propícios para o acesso a lugares onde as estradas foram danificadas.
Nos dias 15, 16 e 17 de agosto, a Mato ou Morro realizou o seu grande evento anual, a Trilha Mato ou Morro, já na 12ª edição. Trilheiros de toda região tomam parte nessa confraternização que tem na programação um dia de trilhas no lodo (no sábado) para testar a habilidade dos motoristas. No domingo aconteceu mais um Desafio Offroad, onde quem atua mais é o(a) acompanhante, executando tarefas de destreza e habilidade e voltando para dentro do veículo para seguir até a próxima. O fim de semana lota o Parque de Rodeios do Saiqui, transformado em camping para todos. Lá também ocorre o baile no sábado, e, de quebra, tem churrasco na Garfo e Bombacha.
A direção da Mato ou Morro é composta por Marcelo Aldeia de Jesus, Presidente; Guedison Fachin, Vice-Presidente; Guilherme Brito, Vice-Presidente Administrativo; Bruno Boch, Vice-Presidente Financeiro; Mateus Veeck, Marketing; Jeferson Cavallin, Financeiro e Romeu Zarth, Diretor de eventos.
O PARQUE NA CADÊNCIA

No Parque do Palácio (na expectativa de boas notícias sobre a sua revitalização), tem atividade musical e cultural gratuita neste sábado (23), a partir das 14h. Trata-se da confecção de instrumentos, com o músico e educador social Mimmo Ferreira.
O ministrante ensinará o público a criar instrumentos a partir de sucatas, potencializando a reciclagem como possibilidade lúdica e artística. A oficina é uma etapa do projeto Bloco Sebo nas Canelas – a história continua, aprovado no Edital PNAB RS. A faixa etária é livre e a duração prevista é de 90 minutos. Em caso de chuva ou ventos fortes a atividade será transferida para o Espaço Nydia Guimarães.
Outras informações no perfil @blocosebonascanelas
EM BOA DIREÇÃO

Torcemos bastante para o curta-metragem Fuá – o Sonho ganhar Kikito em Gramado (o Festival ainda está rolando, neste fim de semana) e o prêmio veio. Foi o vencedor na categoria Melhor Direção de Curta Gaúcho, a cargo de Amallia Brandolff e Viviane Jag Fej Faria, uma Kaingang (na foto, segurando o filho). A repercussão desse feito serve para divulgar a força da hereditariedade indígena em Canela.









