(E a sabedoria popular…)
Os provérbios usados no Rio Grande do Sul – em sua maioria de origem portuguesa – como em outros países, constituem um sintetizado resumo da sabedoria e experiência de vida.
Vejamos alguns comuns ao nosso meio: conforme Apolinário Porto Alegre em seu “Popularium sul-rio-grandense” – Estudo de filologia e folclore:
A alma do negócio é o segredo.
Cada roca com seu fuso, cada terra com seu uso.
Come para viver e não vivas para comer.
A cavalo dado, não olhes os dentes.
A formiga quando quer perder-se, cria asas.
Há males que vêm pra bem.
Gato escaldado, tem medo de água fria.
Fazer viagem de corvo (referência a Noé que o soltou e não voltou).
O que o berço dá, só a tumba tira.
Quem compra fiado, paga dobrado.
Quem canta, seus males espanta.
Não há sábado sem sol, nem noiva sem lençol; nem domingo sem missa, nem segunda sem preguiça.
Pior cego é aquele que não quer ver.
Em boca fechada, não entra mosca.
Despir um santo, pra vestir outro.
Deus dá o frio, conforme a roupa.
Dia de muito, véspera de pouco.
A palavra é de prata; o silêncio é de ouro.
À noite, todos os gatos são pardos.
Não faças ao outro, o que não queres que te façam.
Ninguém diga: desta água nãi beberei.
Quando um não quer, dois não brigam.
Vassoura nova, varre bem.
Cautela e caldo de galinha, não faz mal a ninguém.
Casa arrombada, tranca de ferro.
Guarde o de comer, não o de fazer.
De hora em hora, Deus melhora!
Esses provérbios atendem, também, por ditados, anexins, rifões, sentenças e são comuns a muitos povos, como também o são, aqui no Rio Grande do Sul… a nossa terra!









