PARA QUE AS MULHERES ASSUMAM A SUA IMPORTÂNCIA

Por: Carol Martins

Imagine um mundo onde você, mulher, possa passear com o cachorro de madrugada, pela rua, sem medo. Um mundo onde recebemos o mesmo salário que os homens ao exercer as mesmas funções. Uma sociedade que ofereça licença-paternidade equivalente à licença-maternidade, em que pais dividam de verdade as responsabilidades da casa e do sustento. Imagine agora uma mulher num casamento infeliz que possa pedir o divórcio sem se sentir dependente financeiramente nem ameaçada pelo marido. Um mundo em que você possa vestir o que quiser sem julgamentos maldosos. Um mundo em que as mulheres sejam efetivamente livres para ser quem bem quiserem, e em que as oportunidades não dependam de classe social, raça ou crença.

Sei que é um longo caminho e que muito disso não depende somente de nós. Mas também sei que ter autonomia financeira nos aproxima dessa liberdade.

Linda Davis Taylor escreveu uma vez: “Dê um dólar a uma mulher e ela o usará bem. Ensine a ela como o dinheiro realmente funciona e ela mudará o mundo”. Essa frase traduz muito do que testemunhei na minha trajetória ao longo dos últimos 15 anos. Passei por gestão, assessoria e consultoria, sempre orientando mulheres e homens nas suas decisões de investimento. E felizmente conheci muitas mulheres incríveis, que administravam seu patrimônio com muito cuidado, responsabilidade e um olhar que ia muito além da rentabilidade.

E quando perguntava a essas clientes por que estavam investindo, ouvia respostas que davam ainda mais sentido ao meu trabalho: “para minha aposentadoria e para dar mais conforto à minha filha”; “para poder pagar um asilo SPA para minha mãe quando ela for velhinha”; “para sair do meu emprego e abrir meu próprio negócio”; “para dar a volta ao mundo com meu filho”. São respostas reais. A aposentadoria aparecia, sim, com frequência, mas vinha acompanhada de outras pessoas, sonhos e projetos. Aquelas mulheres sabiam para quem e para o que estavam construindo patrimônio.

Essa perspectiva também aparecia quando perguntava se havia alguma atividade ou setor em que preferiam não investir. “Não gostaria de investir em armas.” “Não me sinto bem investindo em tabaco.” “Quero investir em empresas responsáveis com o meio ambiente e com boas práticas de governança.” “Quero evitar empresas estatais ou que já tenham se envolvido em escândalos de corrupção.” Todas essas falas são verídicas.

Entre os homens que atendi, em contraste, encontrei com mais frequência respostas concentradas no crescimento do seu patrimônio, na complementação da renda e na eficiência tributária do seu portfólio. Entenda que são percepções da minha experiência profissional, e cada pessoa tem sua própria relação com o dinheiro. Mas essa diferença sempre me chamou a atenção.

Não estou aqui para julgar a resposta de ninguém, cada um tem suas prioridades. Quer acumular patrimônio? Legítimo. Quer conforto, segurança ou uma viagem dos sonhos? Ótimo também. Mas é especialmente recompensador ajudar mulheres cuja ambição alcança outras pessoas e o mundo ao seu redor. Mulheres que, ao investir, também se perguntam o que estão ajudando a financiar, enquanto o mundo parece ocupado demais disputando quem acumula mais dinheiro.

O DINHEIRO ESTÁ MUDANDO DE MÃOS. A INDÚSTRIA PRECISA ACOMPANHAR.

Em 2020, o Boston Consulting Group já estimava que as mulheres controlavam cerca de um terço da riqueza financeira pessoal global. A McKinsey projeta que os ativos financeiros controlados por mulheres nos Estados Unidos chegarão a aproximadamente US$ 34 trilhões em 2030. E, segundo relato sobre a apresentação da UBS no Womenomics Global Summit, as mulheres poderão deter cerca de 50% da riqueza global até o fim desta década. Com mais dinheiro em nossas mãos, há um chamado urgente para a indústria de investimentos.

O modelo dominante nos serviços financeiros, no mundo e também no Brasil, foi desenvolvido tendo o investidor homem como principal referência. Na prática, isso ainda se traduz, muitas vezes, em um atendimento centrado em produtos, transações e metas de rentabilidade, com pouco espaço para compreender a vida por trás de cada carteira.

Mas à medida que nosso patrimônio cresce, fica mais evidente a necessidade de um serviço que escute, construa relações de confiança e acompanhe as diferentes etapas da nossa vida. Que considere mudanças de carreira, maternidade, empreendedorismo, separações, aposentadoria e recomeços.

Os profissionais e as empresas do setor precisam compreender o que tantas clientes já expressam com clareza: o capital serve para fazer escolhas, gerir riscos, criar oportunidades e construir o futuro que desejamos. A qualidade da orientação financeira também está na capacidade de conectar os investimentos a tudo isso.

FOI POR ISSO QUE CRIEI A COMUNIDADE ILG.

Você pode saber exatamente o que quer para a sua vida e, ainda assim, não saber como organizar o dinheiro para chegar lá. Quanto precisa investir para se aposentar com tranquilidade? Como avaliar aquela recomendação do banco? Por onde começar se você quer se mudar para outro país? São perguntas que merecem respostas claras, espaço para conversa e orientação que leve em conta a sua realidade.

Ao longo da minha trajetória, encontrei mulheres muito capazes, acostumadas a tomar decisões importantes, mas que ainda se sentiam inseguras quando o assunto era investir. Algumas delegavam tudo. Outras adiavam o primeiro passo. E muitas queriam aprender, mas não se reconheciam na forma como o mercado falava com elas.

Foi por isso que decidi criar a Comunidade ILG. Para que mais mulheres encontrem conhecimento e confiança para assumir esse lugar nas próprias vidas. Um espaço só nosso, onde você poderá aprender no seu ritmo, acompanhar os mercados com uma linguagem clara, tirar suas dúvidas comigo e trocar experiências com outras mulheres.

Na Comunidade, reuniremos mulheres que investem a partir do Brasil e da Europa, desde quem está começando do zero até quem já tem uma carteira e quer participar mais das próprias decisões. Você não precisa ter um grande patrimônio nem dominar o vocabulário financeiro. Pode chegar com as perguntas que nunca fez, os planos que ainda não tirou do papel e a vontade de começar.

No dia 5 de outubro, a Comunidade ILG abre suas portas. Nessa iniciativa, contamos com a parceria da Black, o escritório que sempre abriu as portas para os meus projetos voltados às mulheres e que agora me acompanha em mais esse passo. Se você é cliente da Black, entre em contato com seu assessor para saber mais sobre a Comunidade ILG e como participar.

Quero que você faça parte desse projeto que ambiciona não somente ajudar nós mulheres em relação à nossa liberdade financeira, mas em tornar o mundo um lugar melhor para nós, e também para todos.

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