Voltei a pouco de uma viagem pelo exterior, em que cada parte da minha família acabou por visitar diferentes países. Quando nos reencontramos, na volta, notei uma diferença interessante de comportamento em comparação com viagens anteriores. As compras.
Se antes comprávamos roupas, bolsas, acessórios esportivos, desta vez todos voltamos com a mala repleta de comidas e bebidas!
As grandes lojas de departamento dos principais países estão se dedicando a criar espaços cada vez mais deslumbrantes, conhecidos como Food Hall, completamente dedicados à gastronomia.
Um food hall é um espaço gastronômico amplo que reúne diversos mini restaurantes, estandes ou quiosques de comida artesanal, autoral e gourmet, oferecendo uma grande variedade culinária sob o mesmo teto, com foco em qualidade, experiência e ambiente, diferentemente das praças de alimentação de shoppings, que são mais focadas em fast-food e redes. É um conceito que prioriza a experiência social, a diversidade de sabores e a arquitetura atraente, convidando os clientes a permanecerem, experimentarem diferentes pratos e interagirem.
A experiência é incrível. É como estar num parque de diversões gastronômico cercados por cores, texturas e sabores.

Dá vontade de experimentar tudo e trazer para casa pois para qualquer prato que se inventar de fazer encontramos centenas de opções de ingredientes de todas as partes do mundo.

Há prateleiras, receitas e degustações por exemplo, só de produtos orientais

Várias opções de comida, massas, doces, culinária internacional em um só lugar, muitas vezes com chefs ensinando a usar os produtos.
Mais do que apenas comprar e comer, são locais para socializar, descobrir novos sabores e ter uma imersão gastronômica.
A ideia dos Food Hallsurgiu no Reino Unido, combinando lojas de departamento com refeição e entretenimento, evoluindo para mercados gastronômicos urbanos onde a refeição é transformada num evento cultural e social.

Em Buenos Aires está o imperdível Mercado de los Carruajes construído no prédio das antigas cocheiras presidenciais.
Em São Paulo o Eataly inspirado nos mercados de alimentos italianos, que oferece uma experiência gastronômica completa com diferentes estações de comida, lojas de produtos gourmet e até mesmo aulas de culinária, tudo focado na culinária italiana. Em Curitiba tem o SOUQ Curitiba localizado no bairro Vila Izabel e em Belo Horizonte tem o Mercado Central, um dos mercados mais tradicionais do Brasil, o Mercado de BH oferece uma grande variedade de produtos locais e estrangeiros. Além de abrigar diversos restaurantes e bares que servem pratos típicos da culinária mineira.

Os consumidores têm buscado cada vez mais por experiências diferentes em alimentação fora do lar. Os food halls valorizam a gastronomia local, regional e internacional, com chefs renomados ou emergentes, que utilizam ingredientes de qualidade e técnicas sofisticadas. Em suma, os food halls, ou vilas gastronômicas, são uma tendência que veio para ficar. Pois, se relacionam com as necessidades e desejos dos consumidores contemporâneos, que buscam experiência, conveniência, qualidade e personalização na hora de se alimentar.
Será que a nossa serra gaúcha também vai ter um espaço assim?









