(Em homenagem …)
Dia 15 de setembro: Dia do Gaiteiro – Lei N° 6.509 de 18.04.2006
O poeta Marco Pollo Giordani – apesar de não ser um dos poetas mais declamados – em seu livro “De Rumo Feito” descreve como poucos essa figura ímpar da sociedade gaúcha.
E, dando um buenas a todos os amigos gaiteiros, vamos à poesia!
Resmunga a cordeona / nas largas manoplas
e as chinas bombeiam / pros cantos da sala.
Mordidas de puas / nas franjas dos palas.
Se empolga o gaiteiro / no largo murmúrio,
desanda em milonga / dos tempos de então…
Emenda a vaneira / já passa prum tango;
… se perde nos baixos, / … e sai vanerão!!
Há velhas reunidas / cuidando o lampião.
Que baile machaço! / E canta o gaiteiro
firmando o compasso: / “resmunga gaita chorona
nos braços dum vanerão; / neste teu rouco cantar
soluça meu coração”.
Ta-ra-ri-tan – ri-tã – ita / Itã – itã – itaan – itããã …
“Chinoca da perna grossa / só me resta te olhar
pois enquanto eu toco gaita / tu com outro vais dançar”.
Ta-ra-ri-tan – ri-tã – ita / Itã – itã – itaan – itããã …
“Qualquer dia chinoquinha / eu jogo minha gaita fora
passo a mão neste teu corpo / – juro que te levo embora”.
Ta-ra-ri-tan – ri-tã – ita / Itã – itã – itaan – itããã …
E a gaita chorona, / já então madrugada,
parece cansada / de tanto tocar…
Respalda o gaiteiro / num trago de canha
… de novo se assanha / já vai começar!
E segue o bochincho, / e segue o gaiteiro…
Tocando… bebendo… / até o dia clarear!!
Ta-ra-ri-tan – ri-tã – ita
Itã – itã – itaan – itããã …
Já lembrava, de há muito, uma máxima no meio rural: “Quando de saída da bailanta, nunca esqueça de dar boa noite ao gaiteiro!”
O gaiteiro – foi, é, e sempre será – figura de destaque no cenário sociocultural do Rio Grande do Sul… a nossa terra!.









