(Falando de usos e costumes…)

Charge do amigo Bier (Jornal Nova Época – 10.06.1987)
A culinária gaúcha, como sabemos, é muito rica e variada, e vai muito além dos tradicionais “churrasco” e “arroz de carreteiro”…
E toda essa tradição de sabores e saberes que vem do indígena, do açoriano, do espanhol e do negro, ganha as influências alemã e italiana, principalmente, com muitos tipos de cozidos, revirados, ensopados, e os mais diversos tipos de assados na brasa e no forno.
Na verdade, existe mais de uma centena de pratos e combinações regionais que identificam o Rio Grande do Sul, pela representatividade:
Arroz de carreteiro, é com charque… Churrasco, é carne assada (excetuando-se, aí, o galeto)…
Assim, panelas e pratos cheios é que não faltam:
Os assados no forno como o charque, o porco (com batata doce), a ovelha, a galinha recheada;
Os guisados, como o picadinho de carne (com moranga, chuchu, feijão de vagem), o charque com batata;
Também as sopas e canjas;
E os doces (meu Deus!), numa infinidade de sabores tendo como “sinuelo” os tradicionais arroz-doce, ambrosia e sagu, para citar alguns.
A lista é grande, como também é a relação de autores com seus livros. Vale citar o pioneiro Dante de Laytano, o Glaucus Saraiva, o Carlinhos Castillo, o Mestre Leite, o Antônio Augusto (Nico) Fagundes e, até este peão, com seu livro “Depois do Churrasco…”.
A imagem acima? Não é “churrasco de ovo” e sim, ovo assado no espeto… que dá para fazer perfeitamente, respeitando alguns detalhes…
São criações e combinações que aumentam nossa riqueza culinária e cultural, bem ao gosto do folclore do Rio Grande do Sul… a nossa terra!









