Após duas semanas de viralização do “morango do amor” nas redes sociais, decidi abordar a diferença entre morango in natura e o novo doce, especialmente quanto ao impacto na glicemia.
O “morango do amor”, tendência do momento, é uma adaptação da maçã do amor típica de parques e circos: trata-se de uma fruta envolvida por uma casquinha formada pela caramelização do açúcar, com cor vermelha dada pela adição de corante comestível.
Tanto a maçã quanto o morango deixam de ser opções saudáveis quando cobertos por açúcar. Assim, tornam-se doces e, por isso, merecem atenção quanto ao impacto glicêmico.
Comparemos a carga glicêmica do morango in natura versus o morango do amor. Antes, vale entender o conceito:
| Carga glicêmica (CG): quantidade de carboidratos (glicose) em um alimento e a rapidez com que essa glicose é absorvida pelo sangue. | |||
| Alimento | Porção | Ingredientes | CG |
| Morango in natura | 6 unid. | 6 morangos frescos | 2,4 |
| Morango do amor | 2 unid. | 2 morangos frescos + 2 colheres de sopa de açúcar | 14,3 |
Fonte: International Table of Glycemic Index and Glycemic Load Values: 2002
Para a comparação, considerei 6 unidades de morango in natura (porção habitual) e 2 unidades do morango do amor (consumo eventual em festas e parques).
Conclusão: Adição de açúcar sempre eleva o impacto glicêmico. O morango do amor é uma guloseima para ser consumida ocasionalmente, enquanto o morango in natura é uma das frutas mais seguras para quem controla o açúcar. Sua quantidade de glicose está entre as mais baixas entre as frutas, perdendo apenas para o abacate — fruta com maior teor de gordura — e para amora e framboesa, frutas mais ácidas e pouco doces.
Carga glicêmica em 100g de fruta:
- Abacate: 0,6
- Amora: 1,1
- Morango: 2,4
- Banana: 12,7









