O conhecimento como capital histórico
O principal capital do Memorial Canela é o conhecimento acumulado por seus integrantes, cujo conjunto contribui para que a memória de nossa terra e de nossa gente seja compartilhada e democratizada. Por isso, sentimo-nos justamente gratificados pela receptividade à informação que, sendo de nosso domínio quase restrito, levamos às instâncias públicas, sobre 2 de março de 2026 constituir o centenário da criação de Canela como Sexto Distrito de Taquara. O Executivo e o Legislativo municipais souberam elevar esse dado histórico à sua devida condição, comemorando o centenário numa sessão solene realizada no mesmo local em que o ato de criação do distrito foi assinado, em 1926: o Grande Hotel.
A lembrança celebrada
Portanto, é com grande satisfação que vimos a comunidade absorver essa lembrança. Mais do que lembrar, o Memorial se fez presente nas comemorações, levando ao ambiente escolar relevantes informações.
Marcelo Wasem Veeck
O historiador e escritor canelense, membro fundador do Memorial, teve tripla participação na reverberação dos acontecimentos de 1926, com pronunciamentos: no Paço Municipal; aos alunos de nonas séries das escolas municipais, no Espaço Sicredi João Pessoa; e na sessão solene da Câmara, no Grande Hotel.
Pedro Oliveira
O escritor, pesquisador e colunista, também membro fundador do Memorial, esteve em sala de aula, conversando sobre a história canelense com alunos da Escola Municipal de Educação Infantil Eva Alzira Bianchi.
Márcio Cavalli
Preservação da história e do patrimônio foi o tema abordado por esse integrante fundador do Memorial, que é jornalista, professor, advogado e escritor, aos estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio Danton Corrêa.
Calendário histórico de março
- Dia 02, 1926 – Criação de Canela como Sexto Distrito de Taquara.
- Dia 10, 1912 – João Corrêa começa os estudos para construir a ferrovia Taquara/Canela.
- Dia 14, 1926 – Instalação de Canela como Sexto Distrito de Taquara.
- Dia 16, 1928 – Morte de João Corrêa, aos 65 anos de idade, em São Leopoldo. Seu corpo foi transportado de trem, com paradas para homenagens fúnebres em todas as estações entre o Vale do Sinos e Canela.
- Dia 28, 1903 – João Corrêa adquire do Capitão Felisberto Soares de Oliveira 19,8 mil m² em Canela, com a qual sonhava desde o século anterior. Posteriormente adquiriu mais 18,9 mil m² de Ignacio Saturnino de Moraes.
- Dia 31, 1938 – Canela é elevada à categoria de Vila, seguindo a nova divisão administrativa e judiciária estabelecida no Brasil
- Dia 31, 1939 – Instalada em Canela a primeira fábrica de celulose ao sulfito da América Latina, a Fábrica de Celulose e Papel S.A (Facelpa), hoje Trombini.
Conteúdo
Esta edição reúne cobertura jornalística e pesquisa sobre obras de Antônio Olmiro dos Reis, Maria Aparecida Wolff Cardoso, Marcelo Wasem Veeck e Pedro Oliveira, com redação do jornalista Nikão Duarte e design de Cau Broilo.









