A maneira como nos relacionamos com o dinheiro revela muito mais do nosso eu do que podemos imaginar. Pois tem compras que fazemos para nos compensar de algo, presentes que damos para nos sentirmos aceitos, nos sentir parte, como também quando queremos aparentar algo para os outros, ou preencher algo em nós mesmos.

Mas sinto dizer que na maioria das vezes estas estratégias acima falham, pois as “coisas” que o dinheiro pode comprar não podem preencher os meus vazios, pelo menos não por muito tempo, logo o vazio volta, mas a fatura do cartão de crédito não estorna as suas compras. A verdadeira aceitação deve ser da pessoa que você é, e não pelo que você aparente ser, pois uma hora a máscara cai ou você cansa de usá-la. Muitas vezes temos uma relação de amor e ódio com o dinheiro, mas o problema não é ele em si, mas o que ele representa, pois através das minhas escolhas, do que eu estou fazendo com minha vida financeira, demonstro as minhas fraquezas.
Quando usamos as compras, seja de produtos ou serviços como válvulas de escassez para nossas emoções, acabamos caindo em armadilhas financeiras, entramos em um campo minado, extrapolando o nosso orçamento e da nossa família. Criamos parcelas e dívidas desnecessárias, que são nocivas a nossa saúde financeira, emocional e física. Se você se identificou e sente que em algum momento se perdeu nesta relação com o dinheiro, o primeiro passo é reconhecer que precisas ressignificar os seus valores, quem é você, e aonde você quer chegar, pois sabendo disso, você começa a enxergar o dinheiro com outros olhos, como um aliado para te ajudar a chegar nos teus objetivos, pois ele, o dinheiro, não é o fim, mas é o meio.
O segundo passo é decidir querer uma mudança, este caminho de ressignificação das nossas crenças com o dinheiro, de quem eu sou, o que realmente eu quero, as vezes leva tempo e requer autoconhecimento e disciplina, o que sozinho pode ser pesado e mais demorado, mas se buscares ajuda de profissionais, e uma rede de apoio da família, ficará mais leve e eficaz.
Quando buscamos o equilíbrio nas nossas finanças, e usamos com sabedoria o nosso dinheiro, colocamos ele a trabalhar a nosso favor: seja em negócios, investimentos, reservas, enfim, tudo começa a ter um novo sentido. E acabo não vendo mais porque desperdiçar meu dinheiro, mesmo que eu o fizesse inconscientemente. E aí que a chave vira, quando dou sentido ao “ter”, o porquê de ter dinheiro muda de significado.
Pois quando damos um verdadeiro sentido para as coisas em nossa vida, e um destino pensado e planejado para o dinheiro, ele não foge mais das nossas mãos, pelo contrário ele se propõe a cumprir os nossos propósitos.









