Nas palavras da idealizadora de um belo atelier de cerâmica recém-inaugurado em Canela, ele é “um espaço sonhado e construído com muito amor, em meio à natureza, onde a luz entra generosa e a criatividade encontra silêncio, presença e inspiração”. Profissional das artes e professora canelense que sempre repartiu técnicas e amor pela pintura, Débora Zanatta (em primeiro plano, na foto à direita) tem, neste novo espaço, mais um motivo de orgulho. Na sua carreira da muitos anos, tendo já ensinado mais de 100 alunas, ela se reinventa e passa a se dedicar também à criação de peças artísticas, decorativas e utilitárias a partir da argila (ou massa cerâmica) queimada.
No mesmo endereço onde recebe aprendizes de pintura de todas as idades (grandes salas da sua casa, no Jardim dos Pinheiros II), agora as alunas de Débora podem aprender a manipular a massa cerâmica, dando forma a peças, até, exclusivas.

Livia, aprendendo com a mãe
Herdeira do talento de sua mãe, Angiolina Lotuffo Zanatta – a “Dona Jola”, que marcou época em Canela pelo manuseio de arranjos e amor pelo cultivo das hortênsias, entre outras qualidades – Débora já tem uma seguidora na família, a filha Livia Port. Também uma ex-aluna, Karin Tomazeli, está se tornando uma competente auxiliar. Futuras professoras, provavelmente, que como Débora receberão as alunas nos encontros semanais de três horas.

Duas etapas da fabricação da cerâmica: antes

e depois da segunda queima
A agenda do Ateliê Angiolina está sempre cheia, são oito turmas, 42 frequentadoras, muitas há vários anos, atividade que não parou nem na pandemia, quando Débora se desdobrou e criou uma estratégia segura para que a verdadeira terapia, que são suas aulas, não estagnasse. Entusiasmada com o novo ramo da arte que se abriu para ela, Débora Zanatta deve à canelense Silvia Kunrath o empurrão inicial na cerâmica, ao lhe ceder o primeiro forno. Foi o início da atividade que agora fascina mãe e filha e está conquistando seguidoras.

Um encontro no atelier de pintura
UMA TARDE DE CLIMA EXTRAVIRGEM
Iniciativa empresarial da família Bertolucci cujo grande sucesso é um prêmio pela tenacidade em fazer brotar de uma terra nova um fruto, para nós, desconhecido, as safras iniciais de azeitonas do Parque Olivas de Gramado são saudadas com merecidas comemorações. Do Mediterrâneo, a cultura de olivas se espalhou para o mundo e acabou, há muito pouco tempo se considerarmos uma perspectiva histórica, chegando ao Brasil. O Rio Grande do Sul já é um bom produtor, a Serra Gaúcha está engatinhando e, na Região das Hortênsias, a belíssima propriedade do Olivas de Gramado puxa a frente. De uma família que está acostumada a valorizar os projetos que unem turismo, gastronomia e encantamento, não era de se esperar outra coisa senão um belo evento para a celebração da colheita das olivas em 2026.

Participar de uma tarde do Festival do Azeite Nostra Oliva significou unir aprendizado, sabor e deleite para o espírito – característico de quem vai até aquele local, na Linha Nova, varando uma estrada no melhor padrão de interior italiano. Chegando lá, na Azeiteria se iniciou a imersão. Mais proveitosa, ainda, para quem não sabe mais sobre olivas do que o fato de ser aquele ótimo acompanhamento para saladas. A oliva é um mundo a ser descoberto, adotado e não mais abandonado. A degustação sensorial é um ótimo cartão de visita. Após, ser levado em um trem cenográfico até as oliveiras, encontrar um chão forrado de plástico para que não se perca um grão e, de ancinho na mão, raspar os galhos para debulhar os frutinhos verdes é uma experiência legal. Levados ao lagar (lugar equipado para receber a colheita e processar o azeite), o azeitólogo e mestre-lagareiro André Bertolucci (foto à direita, no alto) explica o be-a-bá e ensina mais sobre seu métier. A plateia atenta ganha amostra de um azeite da propriedade antes de ser filtrado para que todos sintam a intensidade do produto das tantas qualidades, tornadas famosas na Dieta do Mediterrâneo.

O Festival Nostra Oliva é uma experiência para lembrar na memória, no espírito e no paladar. Saiba mais no Instagram @olivasdegramado.

Um trem pras olivas









