Parte da equipe da On Fit
Na semana passada noticiamos aqui a participação de uma canelense, Andréia Negrelli, na Maratona de Chicago. Por simpatia pelos corredores, voltamos ao assunto porque suar correndo muito – ou pegando leve, como fazem os praticantes de jogging, entre os quais voltei a me incluir – traz inegáveis benefícios para o corpo e a mente. A corrida regular é um esporte que não requer habilidade e isso é um trunfo extra para quem é ruim de bola, não sabe pegar uma raquete, nada mal, etc. Basta um bom tênis, disposição e treinar e treinar e treinar. Os bons exemplos estão por toda parte, em Canela ou longe.
Reservamos espaço, também, para mostrar o bem que faz uma tela, pincéis, tintas e a disposição para enfeitar a vida. Um relato da senhora que, idosa, continua alegrando quem convive com ela e com as coisas belas que ela pinta.
CAMARADAGEM PARA VENCER DISTÂNCIAS
A Academia On Fit, de Canela, organizou um grupo de corridas em 2019. Em seis anos, Andrews Macedo viu seu grupo crescer a ponto de, hoje, contar com cerca de 180 participantes. “Aqui não existe idade, todos podemos correr”, diz ele. “O treinamento é feito através de grupo no WhatsApp, uns convidam os outros para se motivarem a manter o corpo ativo”, acrescenta.

Rosane Warken
Iniciando com crianças de dois anos, que já participam de corridinhas Kids, as faixas etárias do grupo de corredores são praticamente todas.
Rosane Costa Warken, 63 anos, representa uma delas. Ela é a personificação do prazer em correr, em qualquer idade e diz: “Correr, para mim, é uma forma de estar ligada aos colegas da academia, também corredores, que são pessoas que se encontraram com o objetivo de melhorar a saúde e o bem-estar. Na academia tive o incentivo para correr. Os treinos são muito organizados, as corridas em outras cidades, de 5, 10km, eu gosto demais. Cuido da minha saúde física e mental e, estar com pessoas do bem, interessadas umas com as outras, é muito especial”.
RESISTÊNCIA TESTADA TODO DIA

A porto-alegrense Lívia Slaviero (ao lado), treinadora, atleta, educadora física e fundadora da LS Run Assessoria Esportiva sua para atingir um objetivo que pode inscrevê-la no Guiness Book of Records: correr 365 meias-maratonas (ou 21,1km) em 365 dias. E para isso ela vai (alerta para trocadilho) a passos largos.
Atingiu o marco de 50 percursos equivalentes a meiasmaratonas consecutivas, o que já é inédito. Foram mais de mil quilômetros percorridos, propiciando a notoriedade que Lívia quer aproveitar para divulgar seu projeto Movimento Todo Dia.
No Instagram @liviaslaviero a corredora fala de sua experiência de vida e o que a levou a traçar este objetivo: “É uma iniciativa que nasceu para inspirar pessoas a redescobrirem a força que carregam dentro de si. (…) É um desafio que criei para superar a depressão, no qual corri 52 meias-maratonas em um ano, uma a cada semana. (…) Essa jornada de ressignificação, coragem e resiliência me
transformou completamente”. Slaviero escreveu o livro Projeto 52 Maratonas uma jornada de coragem e resiliência.

Apesar dos 89 anos, não é justo, para a canelense Solores Dossin Bazzan (89) parar de mostrar aos outros o seu talento na criação de coisas bonitas. A vida reservada, que a idade impôs, não significa no entanto afastá-la das atividades que sempre lhe deram prazer e renderam elogios, como preparar por décadas as vitrines da Loja Dossin, na Júlio de Castilhos.


A pandemia propiciou à Dona Solores o contato com a pintura numerada, descoberta que se tornou paixão e originou dezenas de telas. Além das paredes da própria casa, os quadros multicoloridos são presenteados para a família e decoram também empreendimentos. Assinar cada pintura significa já pensar na próxima.
O CLUBE DA ESQUINA PERDEU UM SÓCIO-FUNDADOR
O sentimento de orfandade após a morte de um talento, para quem viveu as décadas do apogeu da nossa MPB, é inevitável, é sintomática, principalmente quando vemos que as substituições são raras.
Depois da Nana Caymmi em maio, agora a baixa pesada foi na música que considero a mais bonita do Brasil, a feita em Minas Gerais.
Lô Borges, morto em 2 de novembro, representou a simplicidade de compor letras e melodias gostosas como pão de queijo. Nos fez pegar o trem azul, serviu de bandeja a Milton Nascimento, o cantor que tinha a voz poderosa que ele não tinha, como de resto Beto Guedes, Flávio Venturini e outros da turma.
Entristece muito, saber que Milton Nascimento está sofrendo de demência.









