Caro leitor,
Falando em Brasilidades, dando continuidade ao nosso tema da coluna anterior, e estudando muito sobre cada região do país para oferecer a vocês o que há de melhor nesse “Brasilzão”, fico cada vez mais encantada com tanta diversidade que temos por aqui.
Olha que eu ando, hein! Amo várias culturas gastronômicas mundo afora, mas, realmente, é muito difícil encontrarmos tantos países em um país só. Fiquei cantarolando na cabeça todos estes dias: “Moro num país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza…” — pura verdade.
Nossa cultura gastronômica mistura influências indígenas, africanas e europeias. Só poderia dar no que deu, né? Mas não é só isso: a diversidade também está presente nas bênçãos que a mãe natureza nos entrega e, ainda, somada à criatividade que, convenhamos, é muito nossa.
Na região Norte, por exemplo, tem nomes em pratos típicos sui generis. Vocês conhecem “Baixaria”? Calma, é só um prato lá do Acre à base de farinha de milho e carne moída. No Pará, tem a maniçoba. Gente, que nome é esse? Eu adoro! Além de ser a representação do aproveitamento total do alimento, usa a folha da mandioca como um dos principais ingredientes. Me digam: o que vocês fariam com a folha da mandioca?
Nem precisamos ir tão longe. Nossa cultura mais popularizada nos dá a feijoada, prato típico da região Sudeste — especialmente do Rio de Janeiro — e que se come em qualquer lugar do Brasil. Sobre ela, existe um “debate” entre historiadores e especialistas gastronômicos sobre a origem, mas a mais difundida é a africana, em que escravos usavam sobras dos senhorios, jogavam na panela com feijão e — tá aí — nasce meu prato predileto (horrível pensar na escravidão, não é!).
Particularmente, a comida nordestina me atrai “feito ímã”. Claro que devo considerar os mais de 10 anos que vivi por lá, mas fico pensando: quem será que, pela primeira vez, andando pelo manguezal, olhou o sururu (tipo de molusco bivalve comum em Alagoas) e pensou “vou cozinhar isso para ver no que dá” — e tcham! Surgiu o caldinho de sururu, uma daquelas coisas que você come e quer voltar. É a iguaria mais encontrada no entorno da Lagoa Mundaú (Alagoas).
Tem também a incrível diversidade de peixes que temos por aqui. Meu predileto é o Tambaqui, mas há Pirarucu, Tucunaré… Nossa, já estou com água na boca só de lembrar. O que me causa estranheza é o consumo do tal salmão, que nem brasileiro é e ainda chega cheio de corante para tentar encantar nossos olhos. Enfim, fazer o quê, né!
Sabia que em 2019, no famoso leilão do Mercado Japonês de Atum, um peixe foi vendido por 3 milhões de dólares? Uau! Não desmereço, até porque adoro atum, mas será que o quanto ele viaja — e como viaja — até chegar até nós justifica o nosso consumo?
Bom, vou parando por aqui. A semana está intensa com nossa reabertura pós-férias merecidas da minha querida equipe e hoje, 25/09, estamos de volta. Mas ainda quero saber de vocês: vamos de Verão de Brasilidades? Vai lá no Insta e responde às enquetes da nossa campanha. Aguardando vocês e… bon appétit!









