Super Black na Clube 88,5
Ele se chama Juliano Camilo de Oliveira mas, quando focamos nele nesta página há anos, já era o Super Black dos excelentes grafites que decoravam algumas superfícies em Canela. Era DJ e motorista de táxi, também. Quer dizer, o Black (47) confirmava que nasceu para ser uma pessoa de convívio. Já vivia em função de gente, fosse para transportar pessoas com dilemas de saúde (seu ponto de taxi era defronte o nosso hospital) ou animando e conscientizando a gurizada em festas e bate papos nos intervalos nas escolas. Super Black sempre foi super inquieto, o que o levaria para longe.
Começou mochilando na Europa com a banda Rostoff – composta por ele, Cibele Selbach, Leonardo Manéa e Augusto Krauspenhar – em 1998. Lá ficou sabendo que seria pai em Canela. Em 2011, quando o nascimento da Mia veio formar o casal de filhos, o paizão Super Black bombava seu blog, onde explorava temas como o mundo do skate. Chegou a cursar Publicidade e Propaganda na Feevale, em cuja faculdade de Comunicação conheceu o rádio e criou seu programa independente Boombox. Em 2015 passou um período em Porto Alegre, morando com o músico Tonho Crocco. Foi uma ponte para ir para o Rio de Janeiro.
Na Cidade Maravilhosa, mais portas foram abertas pelo cara que chegava lá com muitos talentos. Conseguiu se estabelecer em Copacabana, atuando como um RP de luxo para uma barbearia que precisava de alguém que recepcionasse os clientes que falavam inglês. Pertinho dali estava a produtora e gravadora RCA, que Black passou a frequentar e onde criou relações. Mas a profissão que deu boa notoriedade para Juliano, no Rio, foi a de animador de festas. Black foi por muito tempo o DJ residente do Vizinho, uma grife em gastrobar na Barra da Tijuca. Foi contratado para festas de gente Vip e conheceu muitos da classe artística. Até para eventos em favelas que eram visitadas pelos “gringos” ele levava seu equipamento. Também trabalhou na Bla FM e veio a morar em um bairro legitimamente carioca, o Flamengo. Incidiu a pandemia sobre nós e Juliano trabalhou em uma clínica.
Desde 2024, Juliano está de volta. Seu programa Boombox, de músicas e histórias, ocupa o horário das 19h às 21h, de segunda a sexta na Clube FM 88,5. “Rádio é emoção e pertencimento”, diz ele, referindo-se à profissão. Serve também para a cidade onde cresceu correndo pela mesma Santa Terezinha em que levou seus filhos para brincar.




Nas fotos acima DJ no Rio, com Xande de Pilares e a cantora nigeriana / inglesa Folakemi. Por fim, o pai (e avô) de família.
OKTOBER E ALPEN COMBINAM BEM
Em outubro, no Alpen Park a diversão tem sotaque alemão. Foi criada uma programação especial com atividades culturais e gastronômicas para celebrar as origens da região, com a sua Oktoberfest. O parque já está decorado em vermelho, preto e dourado. Além do trenó, da montanha russa e aquilo tudo, tem competição de tomar chope em metro nos jogos germânicos.
No sábado (18), das 16h30 às 20h, a bandinha típica Exemplo anima uma happy hour especial, transformado em Kerb. Quem estiver no parque pode participar da “roleta humana” para concorrer a brindes. Adultos com traje típico completo ou adereços ganham um chope. No dia 25 é a vez do grupo Os Schmitões comandar a festa. Todas as atividades são gratuitas, entrada também. O visitante paga apenas as atrações, estacionamento e os produtos que consumir.
CANELA SE PINTA DESDE CEDO
Canela já é colorida por natureza, mas no papel nunca é demais. Território cultural e de boa comida, o Empório Canela também o é da criatividade, sempre lançando coisas legais.

Agora é o livro de desenhos Canela, uma aventura para colorir. É em preto em branco só na hora de adquirir, porque a criançada vai pintar com as cores da sua percepção. No livro, a história começa no Empório e ganha o mundo. Dois personagens guiam a viagem: Docinha, uma xícara de chocolate quente que aquece corações, e Canelito, um quati travesso que ama explorar cada cantinho da cidade. Vai passar pelo Empório? Compre pra presentear. Ou pinte você mesmo!
POVOS ORIGINÁRIOS, FILMES ORIGINAIS
O Canella Cineclube apresenta nos dias 17 e 18 de outubro, em sessões gratuitas, a Mostra Consciencine 2025, com temática indígena. No Espaço Nydia Guimarães, serão exibidos cinco curtas e um longa metragem por noite. O destaque na sexta (17) é Fuá, o Sonho, filme produzido pelas mulheres kaingang de Canela, ganhador de Melhor Direção na Mostra de Curtas Metragens, no Festival de Gramado de 2025), e A queda do céu, filme yanomami premiado em Nova Yorque. No sábado (18), o destaque será para o curta Itsuni Uguno: A febre da mata e o longa Yõg Âtak: Meu pai, Kaiowá.









