Se há um assunto que todos deveriam conhecer melhor, ou então um pouquinho mais, é a psicologia. Como ela ajuda as pessoas a lidarem com seus problemas, a adquirirem mais segurança e, muitas vezes, a afastarem fantasmas, a psicologia é essa mistura de instrumento para o bem e fascínio, porque mexe com este labirinto que são os determinantes do nosso comportamento.
Tiremos, pois, um tempinho para ela, principalmente quando surgirem oportunidades em leituras, podcasts e alguns programas de TV (que muitas vezes tratam também dos temas afins filosofia e psicanálise, como o muito bom Café Filosófico, da TV Cultura, no domingo à noite). E há os encontros com profissionais dialogando com as plateias e generosamente doando conhecimento. Na pequena Canela um evento assim, de cidade grande, começou a acontecer, estreou com pé direito e promete mais.
Nas quartas-feiras, às 19:30, no Cidica, entrada franca, estão acontecendo os encontros Narrativas – Uma troca de expertises e experiências entre diferentes gerações, conduzidos pelos psicólogos Marco Aurélio Alves e Camila Heidrich. Estivemos lá na noite de 16 de julho e passamos hora e meia bastante proveitosa, aprendendo um pouco sobre A superação das crenças limitantes, verdade que nos afeta, com a convidada Simone Dinnebier (veja no box ao lado). O projeto Narrativas é apresentado pelo Instituto da Pessoa, Psicult e tem o apoio do Fundo Social Sicredi.

Thiago Couto (responsável pelo áudio e vídeo, Camila Heidrich, Simone Dinnebier e Marco Aurélio Alves.
Para o dia 23 de julho a convidada de Camila e Marco, no Narrativas, é a artista e tatuadora Valéria Pinheiro (ao lado), de Frederico Westphalen (RS). Portugal, Itália, Espanha e Moçambique são países que marcaram a vida de Valéria, conectando culturas e realidades. Ela já fez exposições para além das fronteiras brasileiras e foi premiada no Vaticano. Um dos seus maiores objetivos é levar cultura para todos e mostrar, por meio da arte, as desigualdades sociais que assolam o mundo. Seus traços, em geral, são denunciando as injustiças sociais (fonte: Revista Meio Mundo, da UFSM).

LUTE CONTRA AS CRENÇAS LIMITANTES
Resumindo o que disse a psicóloga gramadense Simone Dinnebier, a crença limitante é aquela que, ao invés de ajudar, atrapalha a nossa vida. Ela vem de alguns aprendizados, de algumas situações que causaram uma distorção que nos fazem ler a realidade de uma maneira diferente daquilo que está posto. Exemplos: “Eu nunca saberei fazer isso, sempre fui péssimo em matemática”; “Eu sou muito velho pra isso”; “Aprendi com meus pais que isso é errado”; “Os outros são melhores do que eu”.
Cabe a nós – e para isso a ajuda de um psicólogo devidamente formado e capaz muitas vezes é fundamental – nos darmos conta de quais são as nossas crenças limitantes, deixarmos de usá-las (como desculpa) para nossa proteção e iniciarmos o processo de libertação delas. Dica: “atacar” as crenças limitantes uma a cada vez, pois, como humanos, todos as temos e geralmente não são poucas. É tarefa árdua, cada passo é uma vitória.
DE KOMBI NO MUNDO – XXVI

Apesar de hoje preferirem a estrada, eles ainda gostam tanto da sua Ponta Grossa (PR) que aplicaram, numa das laterais da Kombi home, uma grande imagem de Vila Velha, o parque de erosões no Paraná.
Marcos Antonio do Nascimento e Sirlei Mendonça já estão no segundo modelo da Kombi adaptada, esse último, com grande conforto. Migraram das viagens de automóvel para as Kombis em 2021, em plena pandemia, quando empreenderam a jornada Ushuaia – Natal. Ela, aposentada, ele, cortando cabelo por onde passam para reforçar o caixa da viagem, estão pela segunda vez no RS, a primeira em Canela. Pela Bahia cruzaram três vezes e ainda hão de se desapegar de tudo e morar de vez na Kombi.










