(Numa prosa de amigos…)
O dia 20 de julho (e também o 18.04!?) no Brasil, é comemorado o dia do amigo, dado a sua importância na vida das pessoas.
Segundo os dicionários, de um modo geral um amigo “está ligado a outro(s) por laços de amizade”. Mas, a sabedoria popular – leia-se folclore – se encarrega de dar outras definições. Com comparações, verdades e humor.
E, temos:
O amigo da onça
Aquele que, se parecendo amigo, mas é falsa e traiçoeira. Mas, sua intenção é tirar proveito.
O amigo colorido
Pessoa com quem se tem relacionamento afetivo (e sexual) sem compromisso assumido.
Amigo de Peniche (Portugal)
Mesmo sentido que “amigo da onça”.
O amigo do alheio
Expressão que designa o gatuno, ladrão, vadio. Termo muito usado pelos jornais de décadas atrás.
O amigo urso
Pessoa que, passando-se por amigo, é falso, infiel, hipócrita.
O amigo falso
Pessoa que “convence”, mas costuma trair na primeira oportunidade de receber alguma vantagem.
E, ainda, um “rol” de outros amigos…
O amigo “certinho”, o “competitivo”, o “nerd”, o “sincero”, o “enrolão”, o “leal”, o “corajoso”, o “conselheiro”, o “falador”, o “de todas as horas”, o “do bar”, o “secreto” (ou oculto), o “de fé”, o “da razão”, ……..
Já diz uma canção da MPB: “Canção da América”, de Milton Nascimento:
“Amigo é coisa prá se guardar / do lado esquerdo do peito…”
E, o nosso cancioneiro, não poderia deixar o assunto no esquecimento, como na canção “Cevando o amargo”:
“Amigo, boleia a perna / puxe um banco e vá sentando;
descanse a palha na orelha / e o crioulo vai picando.
(…………………….)
Foi bom você ter chegado, / eu tinha que lhe falar…”.
O autor da letra acima – o gaúcho Lupicínio Rodrigues – mesmo sem ser um expoente no meio tradicionalista está entre os maiores compositores do Rio Grande do Sul… a nossa terra!









