Final da década de 60. Um garoto com seus 10 anos faz uma viagem com seus pais. Passam por Gramado, visitam a Cascata do Caracol, pernoitam, numa noite gelada, no Veraneio Hampel em São Francisco de Paula e visitam o cânion Itaimbezinho. Naquele menino, naquele momento, uma semente havia sido plantada.
Setembro de 1979. O garoto, agora com 21 anos, participa ativamente de um evento único que contribuiu, mesmo sem intenção direta, para levar o nome de Canela ao Brasil. A primeira competição automobilística do Brasil, quiçá do mundo, onde todos os carros eram obrigatoriamente movidos a álcool.
A prova, sediada no hotel Laje de Pedra, marcou a retomada das competições automobilísticas, proibidas no Brasil devido à crise do petróleo.

Um dos mentores do rallye, Milton Fensterseifer era o diretor técnico do evento e seu irmão mais novo atuou no evento como cronometrista.
Mas organizar uma rallye de regularidade, na época, demandava muita organização, busca por estradas para compor o roteiro, testar velocidades a impor, escolher os locais dos postos de cronometragem secretos, obter licenças com as autoridades locais e assim por diante. Milton e seu irmão vieram várias vezes para Canela para realizar todo este trabalho.
Sem saber, a sementinha plantada no garoto, lá na década de 60, começava a germinar. Era a semente do amor por uma cidade: Canela!
Hoje, com 23 anos de vida feliz em Canela, o não mais garoto Renato Fensterseifer (eu), sente-se realizado. Empreendeu com sucesso e contribuiu como pode com a cidade. Legou aos filhos este amor e respeito por ela e criou verdadeiras raízes, as mais profundas, pela enorme quantidade de amigos que fez. A sementinha vingou e gerou uma árvore frondosa.
Sendo esta minha primeira participação no No Ponto, agradeço à Marina Gil pelo convite e espero trazer, mensalmente, uma leitura agradável e interessante a todos vocês. Até a próxima!









