(E a sabedoria popular…)
No Brasil:
O dia do folclore brasileiro foi oficializado pelo então Presidente da República Humberto de Alencar Castelo Branco, conforme Decreto nº 56.747, de 17 de agosto de 1965. A data, se refere ao dia 22 de agosto (de 1846), quando a palavra “folklore” apareceu pela primeira vez.
A história:
O autor – o escritor ingês Willlian Juhn Thoms – se referia à junção dos termos “folk” (povo, popular) e “lore” (estudo, cultura, saber). E, em sua definição, abrangia os elementos culturais típicos de cada nação. Na sua tradução pessoal, era definida como o “saber tradicional de um povo”.
E, de um modo geral e abrangente (numa tradução mais simplista), Folclore é a cultura popular, ou seja, tudo o que diz respeito às raízes populares e eruditas: os contos, as lendas, as anedotas, a música, a dança, o vestuário, a comida típica.
Tudo que diz respeito ao saber e ao fazer de um povo.
Personagens do folclore (Brasil e RS):
Saci-pererê, negrinho do pastoreio, curupira, caipora, boitatá, mula-sem-cabeça, boto cor de rosa, iara, bicho papão, lobisomem, mãe-d’água… E as lendas da erva-mate, do quero-quero, Salamanca do Jarau, do Joáo-de-barro,…
Folcloristas brasileiros:
Entre outros famosos, temos Ariano Suassuna Mário de Andrade, Alceu Maynard de Araújo, Pedro Teixeira, Inezita Barroso, Amadeu Amaral, Mário Souto Maior… E, é claro, Luiz da Câmara Cascudo (o mestre!), autor do Dicionário do Folclore Brasileiro.
Folcloristas gaúchos:
Entre outros, João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes (o mais expressivo), Luiz Carlos Barbosa Lessa, Dante de Laytano, Glaucus Saraiva, Antônio Augusto Fagundes, Augusto Meyer, Lilian Argentina, Sônia Siqueira Campos, Rose Marie Reis Garcia…
O folclore sempre foi alvo de grande interesse dos governos, por verem nele, grande oportunidade de demonstrar o rico potencial de cada estado. Assim, cada um a seu modo divulgava suas mais ricas tradições.
IGTF – Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore:
Órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, foi criado pelo Decreto nº 23.613, de 27 de dezembro de 1974. Mais adiante, tornou-se Fundação IGTF… E, extinto em 16.01.2017, conforme Lei nº 14.978.
Seu mentor e idealizador foi Glaucus Saraiva da Fonseca – também primeiro Diretor Técnico. Sua missão maior: pesquisar, reunir, catalogar e divulgar com fidelidade as mais autênticas manifestações populares, ou seja: divulgar o folclore do Rio Grande do Sul… a nossa terra!









