Oriundos de outros países, eles escolheram aqui como seu paradeiro e lugar para encontrar novas oportunidades de vida. Vieram de longe, fizeram escalas, experimentaram cidades, desceram ao sul do Brasil e acabaram subindo a Serra Gaúcha. Eles são os imigrantes, que ajudam a dar corpo aos quadros funcionais de empresas de Canela. Chegam com vontade de trabalhar, mostram o que sabem fazer e, se não for o caso, querem aprender novos ofícios. Só precisam de alguém que os ensine, não só novas profissões como essa tão difícil língua que é o português. PEQUENO PANORAMA Os trabalhadores oriundos de outros países que se tornaram canelenses são uma pequena amostra do universo de imigrantes contratados no Rio Grande do Sul, que em 2025 chegou à marca dos 53,6 mil, segundo dados levantados pelo Cadastro Gral de Empregados e Desempregados (Caged). Um aumento de mais de 20% em relação ao ano anterior, quando estavam registrados 42.637 profissionais. O fato de a Caxias do Sul das muitas fábricas ser apontada como a cidade que mais contratou formalmente indica que o setor da indústria é o de maior captação (cerca de 50%) dessa mão de obra. Em segundo lugar figura Porto Alegre, seguida de Erechim e os municípios do norte do Estado Passo Fundo e Marau. Os outros setores relevantes de atuação dos que chegam de longe são a agropecuária, o de serviços, o comércio e a construção. Para todos, há aumento de demanda por fatores como o envelhecimento da nossa população e a diminuição nos índices de natalidade. Em nível local, a hotelaria e a gastronomia puxam a frente nos atrativos para todos estes que, de anos para cá, se estabelecem em Canela e Gramado. RETRIBUINDO COM DEDICAÇÃO PELA ACOLHIDA Conversar com o chef Carlos Eduardo Martinez é obter uma visão de como as oportunidades de trabalho e melhor futuro movem as pessoa no mundo. Ele é um dos tantos entre milhares que se viram forçados a deixar a Venezuela pela deterioração da economia e ausência de perspectivas. País vizinho ao norte que somos, o Brasil tem se mostrado o destino mais hospitaleiro dentre as opções para essa massa de trabalhadores – hoje a Venezuela é o maior exportador de estrangeiros também para o nosso Estado. Foto: Claiton Saul Carlos Eduardo é um dos chefs do restaurante Piño Cozinha, um dos atrativos do hotel Jangal das Araucárias, unidade canelense da Rede Swan. Na sua terra natal (Valência, na região central e de forte tradição industrial), era chefe de segurança. Partiu acompanhado da esposa, há oito anos, e passou por diferentes lugares. O filho de Carlos e Reyitha nasceu aqui. Depois de dois anos em Boa Vista (Roraima), aceitou uma sugestão de tentar o sul, vindo a trabalhar em uma panificadora em Novo Hamburgo. Botava as mãos, então, no mundo da gastronomia, onde não era um completo desconhecedor porque cresceu ajudando a mãe, uma confeiteira. Nos cinco anos residindo em Canela, Carlos foi masseiro em pizzaria, conheceu a arte da fabricação do sushi em Gramado, trabalhou em galeteria em Canela, em restaurante sofisticado de carnes, passou pela cozinha do parque NBA e hoje coordena a cozinha de um dos turnos do Piño Cozinha. Feliz por estar onde está, o venezuelano é agradecido pelas oportunidades que teve e nunca parou de se aperfeiçoar. Sofreu para aprender o português, vai fazer curso no Senac e considera Canela sua segunda casa. É muito grato pela acolhida e o reconhecimento pelo seu trabalho. UM POUCO DA HOSPITALIDADE HAITIANA A simpatia já é um cartão de visita de Serge Dorcelus, haitiano que também trabalha no restaurante do Hotel Jangal das Araucárias. Chegado ao Brasil no final de 2014, é pelo esforço pessoal, no entanto, que ele conquistou vaga onde está. Desde pequeno, no sul do Haiti, ajudava na lancheria da sua mãe e, lá, se tornou professor de matemática e ciências, ensinando por dez anos nas classes até o nono ano. Construir um futuro melhor no Brasil, no entanto, era uma possibilidade que Serge acabou abraçando. Contou muito também a busca pelo novo, a curiosidade, a vontade de saber como é a vida em um lugar tão longe e diferente do seu. Foto: Claiton Saul Serge Dorcelus veio para cá, sozinho. O custo da viagem foi (e é) altíssimo, em valores de hoje uma passagem de ida e volta significa em torno de R$ 10 mil. Seu primeiro destino no Rio Grande do Sul foi Canoas, onde trabalhou como pintor. No início não sabia uma palavra sequer em português e para se comunicar usava muito sinais e gestos. Alguns colegas haitianos em Canoas, que não conseguiram progredir na comunicação, se obrigaram a tentar a sorte em outros países. “Aqui, além do trabalho, é preciso que a pessoa seja inteligente para sobreviver, por causa do idioma. Se você não entender o que lhe dizem, ninguém vai lhe contratar”, diz Serge, que não frequentou aulas, aprendeu por absoluta necessidade. Para tal, no início ele optou por conversar (no caso, tentar) somente com brasileiros, para que a imersão no idioma fosse mais eficaz. Saindo de Canoas por sugestão de amigos haitianos que estavam na Região das Hortênsias, nosso entrevistado começou a trabalhar no mundo da hospitalidade em um lugar com DNA para tal, como Canela. Não foi difícil conseguir uma vaga neste setor, quando chegou aqui, porque veio em época de alta temporada, com necessidade de muita mão de obra. Mais importava, antes da experiência, a desenvoltura. E valeu muito, diz Serge sem modéstia, “vir de um lugar onde o povo é naturalmente hospitaleiro”. Saudade é uma palavra, somente do português, que Dorcelus aprendeu na prática. Sente falta dos seus parentes e sabe que, visitá-los, exige uma economia de recursos proibitiva para quem mora de aluguel com família. Serge consegue hoje, para sua felicidade, viver com as duas filhas (a mais nova nasceu aqui) e a esposa, haitiana, que colabora com a economia doméstica trabalhando como costureira, cozinheira e confeiteira. Levando uma vida com propósito e vivendo um cotidiano de cinto apertado
Miron – 714
CARTÃO POSTAL MULTICOLORIDO Eu nunca consegui fazer uma fotografia que prestasse de um arco-íris. Normalmente por estar em um local ruim de visualização. Não é o caso do fotógrafo Leonid Streliaev, que já tinha uma foto maravilhosa da Arena do Grêmio, e agora consegue emoldurar um dos cartões postais de Canela: a Catedral de Pedra. Foto: Leonid Streliaev INTERESSE DA GLOBO Jornalista com passagens pela Bandnews, Editora Abril, jornal O Dia, jonrla O Globo e Record TV, Alessandro Lo Bianco acaba de escrever um artigo em sua coluna no Portal IG sobre a concentração recente de produções da Globo em Gramado.Lo Bianco destaca que em poucos dias, a cidade recebeu gravações do especial de Roberto Carlos, reportagem dedicada no Globo Repórter e ainda a presença do Caldeirão com Mion. “Embora não haja confirmação pública de um acordo formal entre a emissora e o Governo do Rio Grande do Sul, os bastidores revelam um interesse claro: transformar Gramado em símbolo de um Brasil ligado ao lazer, à família e à experiência de viagem”, comenta.“Nos bastidores, uma pesquisa realizada pela Globo, em outubro do ano passado, para entender desejos e hábitos do público teria apontado o Natal Luz de Gramado como o destino de viagem em família mais sonhado pelos brasileiros. O dado teria influenciado decisões estratégicas de programação e conteúdo, reforçando a busca da emissora por temas que dialoguem com o cotidiano afetivo do público”, revela o jornalista.“Esse movimento de atenção coincide com a consolidação de um novo empreendimento de grande porte na cidade, apresentado originalmente em novembro de 2023 no Palácio do Governo, em Porto Alegre, e agora em fase de lançamento. O complexo, desenvolvido em parceria com o empresário Dody Sirena, será mais um destino em Gramado que pretende ampliar ainda mais o alcance turístico da Serra Gaúcha. O projeto tem sido apresentado ao mercado como algo que ‘só poderia acontecer em Gramado’, reforçando a vocação da cidade para experiências imersivas.“Para a Globo, a convergência é quase perfeita: uma cidade que simboliza o turismo familiar, um novo polo de entretenimento em ascensão e um público que busca histórias e cenários capazes de traduzir sonhs possíveis”, finaliza Alessandro Lo Bianco. RECUO O Executivo retirou da Câmara de Vereadores o Projeto de Lei encaminhado pelo prefeito Nestor Tissot (PP), e que criava a cobrança de alvará de licença e instalação para eventos temporários. A decisão foi comunicada pelo vereador Ike Koetz (PP), segunda-feira (9), ao Gramado e Canela Convention & Visitor Bureau.A proposta instituía “medidas compensatórias relacionadas ao impacto das atividades na cidade”. Caso fosse aprovada, a medida atingiria os eventos que ocorram em período menor do que 180 dias. A organização do evento precisaria pagar o recolhimento conforme o público: de 301 a 500 pessoas, R$ 18 mil; de 501 até 1 mil, R$ 30 mil; de 1001 até 2 mil pessoas, R$ 60 mil; de 2001 até 3 mil pessoas, R$ 84 mil; de 3001 até 4 mil pessoas, R$ 108 mil; acima de 4 mil pessoas, R$ 144 mil.O Convention realizou reuniões com o Executivo e Legislativo, ponderando a grande concorrência existente em relação a captação de eventos, e que a medida poderia colocar Gramado em uma posição desfavorável. Além disso, ressaltou o cancelamento de vários eventos em 2024, por ocasião da enchente que assolou o Estado, e que repercutem no turismo de eventos até hoje. DETALHE O vice-prefeito Luia Barbacovi (PP) e o vereador Rafael Ronsoni (PP) já declararam que são pré-candidatos a prefeito de Gramado na eleição de 2028. Isso já no início da atual administração, em janeiro de 2025.Este ano, o prefeito Nestor Tissot (PP) resolveu dar maior espaço para o vereador Progressista. Apesar de Ronsoni ter sido condenado em Primeira Instância em 22 processos judiciais, Nestor bancou a nomeação como Chefe de Gabinete, justamente o cargo que era exercido pelo vice-prefeito, sem remuneração.Um detalhe, porém, tem marcado a convivência entre os dois pré-candidatos. Luia não abriu de sua sala, que é anexa ao gabinete do prefeito. Com isso, Ronsoni precisou ocupar o seu lugar de trabalho no primeiro andar do Paço Municipal, ao lado da Secretaria do Planejamento. Ou seja, a sala do Chefe de Gabinete não fica junto ao Gabinete do Prefeito, como historicamente acontecia nas administrações de Gramado. CASOS DE DENGUE Gramado encerrou o ano de 2025 com uma redução de 73% nos casos autóctones da dengue — ou seja, infecções contraídas dentro do próprio território municipal.Enquanto em 2024 foram registrados 148 casos autóctones, em 2025 esse número caiu para 40, evidenciando a efetividade das estratégias adotadas pela Vigilância em Saúde. Um dos principais avanços foi o reforço da equipe de combate às endemias: sete novos Agentes de Combate às Endemias foram contratados no ano passado, fortalecendo as ações de vistoria, orientação à população, eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e monitoramento de áreas de risco. IDENTIDADE Um momento histórico para a preservação e valorização da identidade visual de Gramado foi oficializado na tarde de segunda-feira (9), com o estabelecimento de diretrizes que reforçam e mantêm as características que fazem da cidade uma referência nacional por sua paisagem urbana singular.O evento celebrou a iniciativa entre a Secretaria de Planejamento, Urbanismo e Parcerias Estratégicas de Gramado e a Planta – Entidade para o Desenvolvimento Imobiliário Sustentável da Serra Gaúcha.A cartilha traz os oito elementos que representam o estilo da cidade: telhados, beirais, terça do telhado, oitões, gaiutas ou mansardas, revestimentos,sacadas – balcões e flores, e paleta de cores. 4ª EDIÇÃO DE LIVRO Um encontro entre o tempo, pertencimento e a alma da cidade, conectando tradição, modernidade e a essência do empreendedorismo local, ganha destaque na 4ª edição do Livro Gramado. A obra, produzida pelo premiado fotógrafo e editor de livros Leonid Streliaev, tem lançamento programado para julho de 2026.Com tiragem recorde de 10 mil exemplares, o novo Livro Gramado contará com textos de Luis Fernando Verissimo, imagens de Leonid Streliaev e depoimentos de nomes expressivos ligados a Gramado. “Num resgate da identidade cultural, humana e do espírito inovador de sua gente,
A dieta do folião
Como se alimentar para atravessar o Carnaval com disposição No Carnaval, quem cuida do corpo aproveita a festa até o último acorde. O Carnaval muda o ritmo dos dias. Dorme-se menos, caminha-se mais, passa-se horas sob o calor e, muitas vezes, longe da rotina habitual. Se você é um folião que pretende aproveitar blocos, encontros e noites de celebração, é importante lembrar que o corpo precisa acompanhar esse ritmo. Ele responde diretamente ao que você come e bebe. Alimentar-se bem não é um detalhe. É o que garante energia, disposição e bem-estar ao longo da folia. Manhã: começar leve, mas bem alimentado O café da manhã é o primeiro passo para um dia equilibrado. Frutas como banana, mamão, melão ou maçã ajudam a hidratar e fornecem energia natural. Combine com pão integral, ovos, iogurte ou queijo branco. São alimentos simples, mas suficientes para sustentar o corpo sem causar sensação de peso. Água, água de coco ou um suco natural completam bem essa primeira refeição. O importante é começar o dia hidratado. Almoço: sustentar sem sobrecarregar No almoço, o ideal é buscar equilíbrio. Um prato com arroz, frango grelhado ou peixe, acompanhado de saladas e legumes, fornece os nutrientes necessários sem comprometer a disposição. Alimentos muito gordurosos ou fritos tendem a deixar o corpo mais lento e dificultam a digestão, especialmente em dias quentes. Comer bem no almoço ajuda a manter o ritmo durante a tarde. Tarde: pequenos lanches fazem diferença Antes de sair ou entre um compromisso e outro, vale fazer um lanche leve. Frutas, sanduíches naturais, iogurte ou castanhas são opções práticas e eficientes. Esses alimentos ajudam a manter o nível de energia estável e evitam a sensação de cansaço que costuma surgir quando o corpo fica muitas horas sem se alimentar. Noite: leveza para manter o ritmo Mesmo com a programação cheia, o jantar não deve ser ignorado. Saladas, omeletes, massas simples ou pratos com legumes são boas escolhas. O objetivo é alimentar o corpo sem sobrecarregar o organismo. Refeições leves ajudam na recuperação e permitem que o corpo enfrente melhor o dia seguinte. Suco detox: uma opção refrescante Uma alternativa simples e eficaz é o suco detox preparado com uma fatia de abacaxi, uma folha de couve, hortelã, um pequeno pedaço de gengibre e água ou água de coco. Refrescante, ele ajuda na hidratação e contribui para a sensação de leveza após um dia intenso. O Carnaval é tempo de celebração. Para aproveitar cada momento, o corpo precisa estar preparado. Pequenos cuidados com a alimentação fazem diferença real na disposição e no bem-estar. Aproveite a folia, experimente os sabores que fazem parte dessa época, mas com equilíbrio. Afinal, a melhor lembrança do Carnaval é aquela que você pode contar depois.
Social da Samanta – 714
Lísia Diehl assume como CEO da Cristais de Gramado e no registro está com os proprietários Telmo de Freita Gomes e Irane Land, que projetam parque temático ainda para 2026! Foto: Divulgação Rafael Castilhos se formou em Administração e festejou a conquista em uma festa muito animada! Foto: Divulgação Paula Jaeger celebra a conquista em se formar em Harward em Ligestyle and Wellness Coaching! Sucesso. Foto: Divulgação Parabéns para a Dani Goettert que estava de aniversário esta semana e que está à espera de um bebê! Foto: Ana Pacheco Num dia qualquer de janeiro, brindando ao Novo Ano, as amigas Sheila, Márcia, Glenda e Nilda, no Café Cheirin Bão Foto: Divulgação
Alegria o convite para escrever sobre carnaval!
Depois da apresentação de 1986, o Saimo Sem Querê – o bloco mais antigo da cidade, fundado no início dos anos 70 – seguiu firme nos carnavais de Rua e nos bailes do Clube Serrano, acumulando títulos e consolidando seu nome na história da folia canelense. Foto: Divulgação Por Luciana Zanatta Carnaval sempre traz alegria… e uma doce saudade. Nesta época do ano, é impossível não lembrar dos áureos tempos das quatro noites de folia no Clube Serrano e dos animados carnavais de rua que marcaram a década de 80 em Canela. Os blocos organizados, os guris comandando baterias afinadas, as gurias brilhando nas apresentações e a disputa pelo troféu de campeão.Hoje, os tempos são outros, mas tem carnaval sim! Sábado: Terça-feira: Vamos relembrar a “galera” dos blocos de Canela? A animada turma do Mocidade Dependente, sempre impecável nas apresentações, brilhou tanto no Clube quanto na Rua, levantando troféus e conquistando o público a cada desfile. Foto: Divulgação Em 1987, o Só Falta Você celebrou o bi-campeonato do Carnaval de Rua com o irreverente enredo “Palhaços”, marcando época com criatividade, cor e muita vibração. Foto: Divulgação O Inimigos do Rítmo pode ter desfilado por poucos anos, mas deixou sua marca com apresentações contagiantes, espalhando alegria e energia por onde passou. Foto: Divulgação
Vinho sem álcool: a tendência que veio pra ficar
Gostamos muito de saber – e contar – das tendências no mundo do vinho e de outras bebidas. Aquela pauta básica para começar o ano. E um tema que tem aparecido com frequência na lista de novos hábitos do consumidor é a opção zero álcool. Essa tendência vem sendo observada há alguns anos e não para de crescer. Mas por que as pessoas estão buscando bebidas que originalmente têm álcool por opções sem? Tem algumas respostas aí. Uma delas é que, segundo algumas pesquisas, a geração Z bebe menos álcool do que as anteriores e representa um grande público consumidor. Outra resposta está na mudança de hábito para uma vida mais saudável, sem falar em pessoas com restrição, como mulheres grávidas ou lactantes, e nos motoristas que não querem ficar de fora da festa. O fato é que essa tendência já pode ser notada nas gôndolas de mercados, lojas especializadas e também na carta de bebidas e drinks de bares e restaurantes. Mas quando falamos em vinho sem álcool, estamos falando de duas possibilidades de processo, o que faz toda diferença no resultado que vai para a taça. O espumante sem álcool mais comum encontrado no mercado na verdade não é vinho. Normalmente é uma espécie de suco de uva gaseificado, se resumindo a um mosto de uva com CO² adicionado artificialmente ao final. Mas há a opção de vinho sem álcool que passa por desalcoolização, um processo caro, mas que garante mais qualidade no produto final. Neste caso, o vinho passa por todo o processo normal de produção e, ao final, o álcool é retirado. Dessa maneira, o resultado é bem mais agradável e próximo do que já conhecemos. Algumas marcas já estão produzindo dessa forma, a mais conhecida é a Freixenet com opções de branco, tinto e espumante. Recentemente, a vinícola gaúcha Luiz Argenta, conhecida por suas garrafas cheias de design, também lançou sua linha de desalcoolizados com estas mesmas opções. As cervejas sem álcool já são uma realidade e os destilados estão começando a entrar nessa onda. E então, vai um vinho sem álcool nesse carnaval? O Happy Wine também está no Instagram (@happywinenaclube), YouTube, Spotify e toda quinta-feira, às 22h, na Clube 88.5 FM.
A geração do imediatismo
Se você tem mais de trinta anos não nasceu na era do imediatismo, e hoje assim como eu vive nela. Mas também somos condicionados a sermos imediatistas, pela correria do dia a dia, pela famosa “falta de tempo”. Você já parou para pensar o quanto isso tudo e as cobranças impostas por metas da empresa e outras impostas por nós mesmos nos deixam tão ansiosos ao ponto de querer tudo para ontem, e não esperar e ou planejar, porque afinal “eu mereço”. E o quanto isso é nocivo ou bom para o nosso dinheiro, para a nossa saúde financeira? Uma empresa que faz pedidos dos produtos que comercializa, antigamente tinha que esperar a visita periódica do representante, ou fazer uma ligação para poder faze-los, o que tinha um custo bem alto, hoje pode escolher via online as suas mercadorias, e sem custo algum neste processo, e o que demorava quase um mês para receber, chega em poucos dias. Esse é um exemplo de várias situações de o quanto a tecnologia que nos levou ao imediatismo, é também eficaz para os negócios, sem falar nas vendas por canais online. Mas agora vou ressaltar a importância do nosso autoconhecimento e auto controle diante de tantas possibilidades e ofertas de consumo, pois hoje nos deparamos com uma vasta linha de créditos para os mais variados produtos e serviços, desde de parcelar a conta de luz até financiar um imóvel. E se não tivermos um olhar realista e calculista podemos nos endividar a perder de vista, para adquirir a tempo e a hora o que desejo. E não demora muito para que estas minhas aquisições percam o sentido na minha vida, pois o gosto amargo do preço do imediatismo no consumo, muitas vezes me faz pagar caro. Como por exemplo: ter que adiar algum sonho. E quando eu falo em auto controle me refiro aquelas vezes que nós adultos agimos crianças: “porque eu quero agora”. Que não sabem esperar a hora certa, e fazer um planejamento para poder adquirir determinadas coisas ou serviços, e até mesmo desfrutar de umas férias. Pois você realmente precisa, ou você deseja? Ressaltando também o quanto esse imediatismo afeta a nossa vida pessoal e os nossos relacionamentos, como por exemplo colocar a família em uma situação difícil financeiramente. E para os seus filhos, será que tem sido um bom exemplo de como gerenciar o dinheiro, ou temos colaborado para esta geração do imediatismo agir assim em relação as decisões, das quais vão ter que ser responsáveis e assumir as consequências. Saber dizer não para si mesmo, para os nossos desejos e vontades imediatistas, é uma demonstração de amadurecimento e responsabilidade, pois diz no livro do Pequeno Príncipe: temos que ser responsáveis por aquilo que cativamos. Temos que ser responsáveis por aquilo que geramos, como o nosso patrimônio financeiro. Não que eu e você não “mereça”, mas será que merecemos uma fatura de cartão de crédito estourada, e não dormir pensando nos boletos que irão vencer e não tenho como pagar. E se vou ter que recorrer a outro empréstimo bancário para poder honrar os compromissos que assumi diante dos meus desejos. Temos que nos permitir planejar e saber esperar a hora certa, pois isso vai nos trazer ao senso de estar fazendo a coisa certa e responsabilidade, e consequentemente nos trará paz e nos levará a um outro patamar financeiro. Se já tentou sozinho e não conseguiu, uma mentoria financeira com certeza vai te ajudar a virar a chave. Adquirir conhecimentos e ter inteligência emocional para agir com sabedoria em nossas decisões que afetam direta e ou indiretamente as nossas finanças e determinam o nosso futuro, é um a questão de primazia nesta geração do imediatismo.
PÃO E CIRCO
A expressão “pão e circo” vem da Roma antiga. O poeta Juvenal, na obra “Sátiras” escrita entre o final do Século I e início do Século II, destacava a falta de interesse do povo por temas políticos importantes em troca de comida e diversão. O Império Romano crescia e, junto a ele, os problemas sociais, como o êxodo rural que aumentava a população das cidades e trazia pobreza. Para evitar a revolta popular contra o Império, os governantes distribuíam trigo ou forneciam alimentação básica subsidiada. Também eram promovidos grandes espetáculos como lutas de gladiadores e corridas de bigas, entre outros jogos populares.A função era distrair o povo, transformando os cidadãos em espectadores conformados. Numa tradução aproximada o poema diz: “Há muito tempo, desde que vendemos nosso voto a alguém, o povo abandonou suas preocupações; pois aquele povo que antes tinha comando militar, armas e legiões, agora se contém e ansiosamente deseja apenas duas coisas: pão e circo”. Essa expressão se transformou numa metáfora permanente através do tempo, onde governos, em vez de resolverem os problemas sociais, manipulam opinião pública oferecendo diversão barata e alívio temporário paliativo. Governos e instituições continuam a oferecer entretenimento superficial para desviar a atenção dos problemas reais como a corrupção e a crise econômica. Hoje a expressão poderia ser atualizada para “Bolsa e Carnaval” ou “Bolsa e Futebol”.Não sou contra programas sociais. Mas eles deveriam ser temporários e pontuais para quem realmente precisa. Hoje vemos pessoas jovens e saudáveis escoradas em programas sociais, enquanto outras que trabalharam a vida inteira e que contribuíram para a Previdência, ficarem mendigando atendimento assistencial ou de saúde. E para o governo hoje está muito mais fácil dar o “pão” por meio de bolsas e auxílios.Também há todo um aparato estatal para manipular estatísticas e pesquisas, com a função de induzir a opinião pública. Pagam milhões de reais para a mídia divulgar somente o que convém. E nem é preciso mais promover espetáculos para o povo. Carnaval tem todo ano e neste ano ainda teremos Copa do Mundo de futebol. Eis o pacote completo para velha política: Carnaval, futebol e eleições.A Democracia deveria ser o governo do povo, pelo povo e para o povo. Mas sabemos que na prática não é assim. Todos falam em voto consciente, mas quando a barriga ronca de fome a necessidade fala mais alto e o eleitor vira presa fácil do mau político. Há décadas falam em “acabar com a fome”; há décadas falam em “combater as desigualdades”; há décadas o eleitor diz que vai votar certo. Mas o certo mesmo é que muitos nem sabem em quem votaram na eleição passada. E assim segue, de forma atualizada, a política do pão e circo!
Sexta-feira 13, carnaval, quaresma e outros que tais
(Aos amigos do Memorial…) Sexta-feira, 13 (Pro causo, ontem)! As superstições, assim como as crendices, pra início de conversa, nos acompanham a vida inteira. Do nascimento à morte, elas são nossas companheiras, muitas vezes, sem nos darmos conta, pois muitas pessoas são supersticiosas, sem o querer ou saber. E, aí, entra outro assunto: os cuidados com situações, lugares ou, quem sabe, aqueles dias especiais! Reza o folclore que toda a sexta-feira deve ser observada com cuidado. Mais ainda, quando esse dia for 13. Portanto, fique bem esperto, pois num dia como hoje, todo o cuidado é pouco. Segundo o folclorista Câmara Cascudo, “o nº 13 é um número fatídico, pressagiador de infelicidades. A superstição de evitar treze convidados à mesma mesa é tradicional em todos os povos cristãos como uma reminiscência da Ceia Larga na Quinta-Feira Maior, quando Jesus Cristo ceou com os doze apóstolos, anunciando-lhes a traição de um deles e o próprio martírio. Afirma-se que morrerá um dos comensais ou o primeiro a abandonar a mesa”. Os cuidados realmente aumentamquando temos uma sexta-feira 13 (que é dia de lobisomem!), ainda mais se for com noite de lua cheia que, pro causo, não foi no dia de ontem! Carnaval Uma grande festa que antecede o período de repouso. O carnaval, pro causo, é considerado uma festa religiosa(?!) por alguns historiadores. A prova maior é que ele termina dentro da Igreja, na quarta-feira de cinzas que, pro causo, simboliza o arrependimento. Quaresma A partir daí, temos a quaresma, período do ano litúrgico das Igrejas Cristãs. São os quarenta dias que, pro causo, simbolizam o tempo que Cristo jejuou no deserto e que antecedem a Páscoa. Dentro desse período, fazemos jejum (come-se menos do que o costume, abstendo-se da carne) aos menos às sextas-feiras. Rezam os costumes da tradição gaúcha, que na quaresma, não pode haver festas, bailes, etc. Hoje, infelizmente, vemos a maioria dos CTGs com fandangos nesse período, justo eles – os CTGs – que são (e têm a obrigação de ser!) os promotores e divulgadores das tradições!!! A quaresma simboliza tristeza e respeito. É época de jejuns, penitências, esmolas, e período que devemos abstermos de diversões. É a época de preparação espiritual para a Páscoa, em memória à paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Outro destaque durante a quaresma é o Domingo de Ramos, quando temos uma liturgia toda especial com a bênção dos ramos, que pro causo, simboliza a entrada de Jesus em Jerusalém. No final da quaresma temos a Semana Santa, recheada de cuidados e recomendações tipo “pode”, “não pode”, “não se deve”, etc, tão ao gosto do folclore e da tradição que, pro causo, destaca 4 dias, a saber: Quinta-feira Santa, Sexta-feira da Paixão, Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa. Uma pequena mostra dos usos e costumes sobre a fé do homem do interior do Brasil e do Rio Grande do Sul… a nossa terra! Ao sair de casa (se é que você vai sair!), saia com o pé direito, sem jamais esquecer a figa e um pé de coelho no pescoço, um galho de arruda atrás da orelha (esquerda), um ramo bento dentro da carteira, além de alguns “breves” e “patuás” na bolsa.