A Educação de Canela inicia 2026 com um dado objetivo: o orçamento. A área contará com R$ 126,2 milhões, valor que corresponde a 29,48% do orçamento municipal e representa a maior destinação de recursos entre as pastas da administração. Esse montante sustenta o funcionamento da rede municipal, incluindo salários e encargos, alimentação escolar, transporte, manutenção das escolas e programas educacionais. Os números colocam o município em uma posição de estabilidade financeira na área educacional. A rede opera com recursos garantidos e com capacidade de planejamento anual, condição que permite manter políticas públicas em andamento e acompanhar seus resultados de forma mais consistente. Nos últimos anos, a principal mudança estrutural foi a consolidação do ensino em tempo integral. O modelo ampliou a permanência dos alunos na escola e reorganizou a rotina das famílias, além de incorporar atividades complementares ao currículo. A adoção desse formato exigiu reorganização administrativa, ampliação de serviços e aumento de custos permanentes, hoje absorvidos pelo orçamento da Educação. Os dados de desempenho mostram diferenças entre as etapas de ensino. Os anos iniciais do Ensino Fundamental apresentam resultados mais estáveis, enquanto os anos finais concentram as maiores dificuldades, com avanços mais lentos na aprendizagem. Essa diferença aparece nos indicadores oficiais e reforça a necessidade de ações direcionadas a essa etapa da rede. A Educação Infantil também segue como ponto de atenção, especialmente no que diz respeito à oferta de vagas em um modelo que prioriza o turno integral. TOLÃO assume mais uma vez a EducaçãoFoto: Marina Gil Mudança na secretaria É nesse cenário que assume a Secretaria de Educação, Esporte e Lazer o vice-prefeito Gilberto Tegner, o Tolão (PDT). Ele sucede a professora Maria Gorete Rodrigues da Silva. Com trajetória consolidada na administração pública municipal e passagens anteriores pela área da Educação, Tolão retorna à secretaria conhecendo a estrutura da rede, os limites orçamentários e os desafios históricos do setor. A mudança ocorre em uma secretaria organizada, com políticas em curso e orçamento definido. O foco da nova gestão passa a ser a condução dessas políticas, a definição de prioridades e o acompanhamento dos resultados. É a partir desse cenário que se delineou a entrevista exclusiva com o novo secretário. Ao longo da conversa, ele detalha as prioridades imediatas da gestão, como a reposição de profissionais por meio de concurso público, a qualificação do ensino em tempo integral e as adequações estruturais da rede. Também aborda os desafios dos anos finais do Ensino Fundamental, o uso responsável dos indicadores educacionais e a ampliação do atendimento na Educação Infantil. Entrevista – Gilberto Tegner NE- Ao assumir a secretaria, qual é o ponto da rede municipal que mais exige atenção imediata da gestão? Tolão – Ao assumir a secretaria, a principal atenção da gestão está na estruturação da rede, especialmente na reposição de profissionais, na organização do turno integral e na estrutura física das escolas. A primeira medida é a realização de concurso público para garantir professores e profissionais concursados, com vínculo estável em todas as escolas. A qualidade do ensino depende não apenas da formação, mas também da estabilidade funcional. Não é possível manter a rede funcionando permanentemente com convocações temporárias e horas extras. Outro ponto imediato é a contratação dos oficineiros do turno integral. Esse modelo exige atividades diferenciadas, e esses profissionais precisam iniciar o trabalho junto com o começo do ano letivo, para que todo o período seja aproveitado pelos alunos. Por fim, há a estrutura das escolas. Com a conclusão da implantação do turno integral em todas as escolas municipais urbanas, ainda existem obras e adequações necessárias para que todas estejam plenamente preparadas para esse modelo. NE – O senhor retorna à Secretaria de Educação em um contexto diferente de outras passagens. O que mudou na Educação de Canela e o que ainda permanece como desafio histórico? Tolão – Ao comparar o momento atual com experiências anteriores, é possível perceber uma mudança profunda no tamanho e na complexidade da rede. No início dos anos 1990, a Educação Infantil ainda não estava plenamente integrada à política educacional. As creches eram vinculadas à área social e mantidas com recursos próprios do município. Nos anos 2000, a Educação Infantil passou a integrar a Secretaria de Educação, mas o financiamento federal, por meio do Fundef, atendia apenas o Ensino Fundamental. A partir de 2017, com o Fundeb, o cenário mudou e permitiu maior estruturação do sistema. Nesse mesmo período, Canela iniciou a implantação do ensino em tempo integral, o que elevou o nível de investimento e responsabilidade da rede. Onde antes havia poucas creches, hoje o município conta com quase 20 escolas de Educação Infantil próprias, além da ampliação do atendimento para maternais e berçários. O desafio histórico continua sendo conciliar expansão, financiamento e qualidade. A cidade cresce, a demanda aumenta e é preciso planejar novas escolas, como nos bairros Santa Terezinha e São Lucas, sem perder o foco na qualidade do ensino. NE – O ensino em tempo integral se consolidou como política estruturante nos últimos anos. O que esse modelo entregou até aqui e o que ainda precisa melhorar? Tolão – O ensino em tempo integral em Canela é resultado de uma construção histórica da qual o município tem orgulho. Ele ampliou o tempo de permanência das crianças na escola e cumpre hoje uma função social importante, oferecendo acolhimento e organização para as famílias. O grande desafio agora é qualificar esse tempo, para que ele cumpra plenamente também a sua função pedagógica. Isso envolve não apenas estrutura física, mas também investimento em professores e oficineiros preparados para desenvolver atividades que despertem o interesse dos alunos. Em 2025, o município avança na implantação do oitavo ano em turno integral nas escolas urbanas e, no próximo ano, essa etapa será concluída. A partir disso, o foco passa a ser a melhoria contínua da proposta pedagógica. NE – Os indicadores educacionais mostram resultados mais consistentes nos anos iniciais. Como o senhor avalia a situação dos anos finais do Ensino Fundamental? Tolão – Os desafios enfrentados nos anos finais não são exclusivos
Sistema passa por testes
A falta de água que ocorreu principalmente nos últimos três dias gerou muitas reclamações e questionamentos por parte da população. Conforme o superintende regional da Corsan/Aegea, Lutero Cassol, o desabastecimento deve ser considerado uma situação pontual e não como um problema recorrente. Segundo Cassol, a recente interrupção no fornecimento de água está relacionada com ajustes técnicos e de vazão que estão sendo feitos no novo sistema integrado que abastece Canela e Gramado. “No final de 2025 foram concluídas as obras de ampliação do abastecimento e a estrutura foi liberada com vazão de forma precavida para evitar danos a nova estrutura durante o Natal e Ano Novo, períodos em que não faltou água”, comenta Cassol. “Na sequência, todo o novo sistema entrou em funcionamento com vazão máxima. Por isso, ocorreram vazamentos e intercorrências na tubulação que é de onze quilômetros”, explica o superintendente. Cassol explica que neste processo de resistência e adaptação da nova rede com a vazão máxima de água, ocorreu um rompimento na tubulação na Rua João Baldasso, no bairro Vila Suzana. Durante a recuperação do sistema rompido, houve uma quebra de um registro de 200 milímetros na Rua Danton Corrêa da Silva, esquina com a Rua Rodolfo Schlieper, conserto o qual foi concluído na quarta-feira (28). Os bairros Santa Marta, Vila Dante, São José, Vila Suiça, Bosque Sinoserra e Vila Suzana passaram por instabilidade do abastecimento de água. Para acelerar a recuperação do sistema, três caminhões-pipa foram mobilizados para abastecer o reservatório Vila Diva, responsável por atender a região. “Não estamos falando de uma situação generalizada, foram intercorrências pontuais. Os testes principais já foram realizados e corrigidos todos os pontos necessários que se romperam. Acreditamos que os problemas maiores já passaram”, comenta Cassol. NOVAS INTERVENÇÕES A Corsan informa que, no momento, não há intervenções programadas que exijam a interrupção do fornecimento de água em Canela e Gramado para as próximas semanas. Para garantir a eficiência e a continuidade do serviço podem ocorrer dois tipos de manutenção: programada e emergencial. As programadas, quando exigem interrupção no fornecimento de água, são comunicadas com antecedência pelos canais oficiais da Companhia. Já as emergenciais, que acontecem em situações inesperadas e exigem ação imediata, muitas vezes não possibilitam aviso prévio. Mesmo em situações emergenciais, o aviso posterior é enviado por meio dos veículos de comunicação. Em ambos os casos, o retorno da água é gradual, após a conclusão do serviço. PREFEITURA NOTIFICA CORSAN A Prefeitura, por meio das secretarias de Meio Ambiente e Urbanismo, de Obras, Limpeza Urbana e Agricultura, e de Segurança Pública, Mobilidade e Fiscalização, tem cobrado a resolução do desabastecimento, notificando a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). Em função da gravidade do problema, principalmente neste período do ano com as temperaturas altas, o município também oficiou a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Agesan-RS), que nesta quinta-feira (29) testou os sistemas de bombeamento de água. Essa não é a primeira vez que o Poder Público notifica a Corsan em decorrência de desabastecimentos – relatados pela comunidade diretamente à Prefeitura. Através da comissão municipal, e por determinação do prefeito Gilberto Cezar, que acompanha a questão, os fiscais do município mantém contato direto com os técnicos da empresa para estarem a par das situações e cobram resolução rápida sempre que ocorrências como essa são verificadas.
Saiqui, o caminho para Vila Oliva
REUNIÃO discutiu alternativas de ligações ao terminal aeroportuário O futuro Aeroporto de Vila Oliva, em Caxias do Sul, avança como uma das obras mais estratégicas para o desenvolvimento da Serra Gaúcha. Com investimento estimado em R$ 200 milhões, o novo terminal promete conectar o turismo serrano aos principais centros do país, impulsionar o transporte de cargas e criar uma alternativa moderna para quem viaja de avião pela região. Mas o diferencial do projeto não está apenas na pista ou no terminal — o chamado “lado ar” —, e sim no “lado terra”. A ligação rodoviária que permitirá o acesso rápido entre o aeroporto e os municípios de Canela e Gramado, integrando toda a Região das Hortênsias. Nesse contexto, o traçado via Saiqui, em Canela, desponta como a rota mais viável e estratégica. O Governo do Estado autorizou o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para definir o melhor acesso entre a Região das Hortênsias e o novo aeroporto. O estudo inclui a pavimentação de cerca de 65 quilômetros da ERS-476, entre o entroncamento da ERS-235, no bairro Saiqui (Canela), e a ERS-110, em Jaquirana, além de um segmento complementar de aproximadamente 40 quilômetros, que fará a ligação direta entre a Serra e o Aeroporto de Vila Oliva. Reunião técnica realizadas recentemente no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), em Porto Alegre, reforçou esse entendimento. O encontro reuniu prefeitos e representantes de Canela, Gramado, São Francisco de Paula e Jaquirana, municípios diretamente impactados pelo projeto de acessos ao novo terminal aeroportuário. Durante a reunião, o prefeito de Canela, Gilberto Cezar, defendeu que o principal eixo de ligação inicial seja pela ERS-476, a partir do bairro Saiqui. Segundo ele, os estudos ainda estão em fase preliminar, mas a expectativa é de avanço dos projetos sob responsabilidade do Governo do Estado para que o aeroporto esteja em operação até 2029. “A gente está muito otimista com a previsão de que o caminho mais viável, primeiramente, será pela ERS-476, saindo do Saiqui, em Canela. Sem dúvida, outras ligações entre os municípios da região e o Aeroporto de Vila Oliva também serão implantadas. Isso vai desenvolver muito a nossa região, tanto na logística quanto no transporte e no turismo”, afirma o prefeito. Ele destaca ainda que se trata de uma obra com impacto de longo prazo, “pelos próximos 10, 15, 20 anos”. ANÉIS RODOVIÁRIOS ha com a implantação de três anéis rodoviários. O primeiro faria a ligação direta do aeroporto com Canela e Gramado. O segundo conectaria Canela e Gramado a Jaquirana, consolidando o eixo da ERS-476. O terceiro avançaria até a Serra do Umbu, via ERS-484, ampliando a integração regional. A ideia, segundo Cezar, é atender não apenas a demanda turística, mas também criar um corredor eficiente para escoamento da produção, beneficiando toda a Região das Hortênsias e o próprio Rio Grande do Sul.Do ponto de vista técnico, o traçado via Saiqui ganha força por apresentar relevo mais regular, típico do início dos Campos de Cima da Serra, reduzindo a necessidade de pontes, viadutos e grandes cortes no terreno. Alternativas pelo interior de Gramado, como Linha São Roque e Ponte do Raposo, exigiriam obras mais complexas e de alto custo, além de atravessar áreas ambientalmente sensíveis. A distância entre o Centro de Canela e o futuro Aeroporto de Vila Oliva é de aproximadamente 40 quilômetros em linha reta, o que deve se converter em cerca de 55 a 60 quilômetros por rodovia, considerando o traçado via Saiqui. Atualmente, o deslocamento até o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, é de cerca de 120 quilômetros. Com o novo terminal, o trajeto até o aeroporto mais próximo será reduzido praticamente pela metade, com tempo de viagem estimado em menos de uma hora, dependendo das condições da via. Paralelamente aos estudos de acesso, o projeto do aeroporto entrou em fase decisiva. No final do ano passado, foi publicado o edital para a construção da primeira etapa da obra, com investimento federal de aproximadamente R$ 200 milhões, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Essa fase contempla a pista, o pátio de aeronaves e a terraplenagem, com prazo para apresentação de propostas até fevereiro de 2026. PORTA DE ENTRADA A previsão é de que o aeroporto esteja concluído até 2029, com estimativa de movimentar mais de dois milhões de passageiros por ano até 2050. Para o turismo, isso representa uma nova porta de entrada para a Serra Gaúcha. Para os moradores, significa embarcar mais perto de casa, com menos tempo de estrada e mais opções de deslocamento. O traçado via Saiqui sintetiza uma lógica de futuro baseada em menos rampas, menos pontes, menos impacto — e mais conexão. Se confirmado como eixo principal de acesso, Canela se consolida como ponto central da nova mobilidade da Serra Gaúcha, integrando infraestrutura, turismo e desenvolvimento regional.
Turismo e Gastronomia – 712
Para encerrar o mês de janeiro deixo duas dicas imperdíveis para você curtir Canela: uma de passeio turístico divertido e educativo e uma de gastronomia impecável. Turismo Da Lua para a Serra Gaúcha A NASA se prepara para o lançamento da missão Artemis II, previsto para 6 de fevereiro de 2026, que marcará o retorno de astronautas à órbita da lua, em uma viagem de dez dias. Em Canela, uma exposição com um dos maiores acervos da Agência Americana fora dos Estados Unidos, convida o público para um “aquecimento” antes da missão histórica e oferece uma experiência que conecta ciência, lazer e turismo. Além de conhecer itens originais usados por astronautas, o espaço oferece o projeto NAVE – Núcleo de Aprendizagem e Viagens Espaciais – laboratório educativo que propõe atividades práticas inspiradas em missões reais. Em mesas, com apoio de monitores especializados e material explicativo, os participantes iniciam a experiência com a montagem de foguetes feitos com material reciclável e, em seguida, realizam o lançamento com propulsão a ar comprimido, tentando acertar os planetas. A experiência dura cerca de 30 minutos e é indicada para crianças a partir de 4 anos. Space Adventure Canela Aberto diariamente.Horário: 10h às 18h.Local: Space Adventure Canela – Avenida Ernani Kroeff Fleck, 960 – Vila SuiçaIngressos: www.spaceadventure.com.br Gastronomia Bistrô da Lu Passados 15 anos de sua inauguração o Bistrô da Lu continua a ser um dos melhores restaurantes de Canela. Sem a pretensão de ser um restaurante chique a chef Luciana Diehl Forti soube criar e manter durante todos esses anos um ambiente requintado e confortável e uma comida ao mesmo tempo sofisticada na apresentação e especialmente inovadora e saborosa. O estilo sempre foi o Menu Confiança com opções da culinária francesa e contemporânea e o melhor a fazer é mesmo se entregar com toda a confiança nas mãos dessa Chef que literalmente faz tudo com muito bom gosto e não perde a qualidade. A carta de vinhos também é excelente e muito acessível. Tão exemplar quanto o Menu oferecido pela casa é o atendimento feito pessoalmente pelos proprietários Junior e Luciana e pela Janinha que sabem fazer todo mundo se sentir especial. Salmão grelhado a escabeche da Chef com batatas gratin O Bistrô da Lu abre apenas sextas, sábados e domingos para o almoço, das 11:30 as 15:00 e serve jantar apenas as sextas e sábados das 19:30 as 23:00. Com esse atendimento exclusivo é recomendável sempre fazer reserva. Ostras gratinadas com toque de páprica Bistrô da Lu Endereço: Av. José Luiz Correa Pinto, 299, Canela Telefone: (54) 99642-4975
Social da Samanta – 712
Luísa Rodrigues escolheu o Hard Rock Café de Gramado para celebrar mais um ano de vida! No registro ao lado da Gabriela Michaelsen Foto: Divulgação 6 ANOS DE BIGLAND! O Parque Big Land, em Canela, celebra, no próximo dia 30, seis anos de atividades em Canela. Para marcar a data, o empreendimento promove novamente uma campanha solidária, unindo comemoração, acesso ao público local e apoio social. Nos meses de fevereiro e março, moradores do Rio Grande do Sul poderão visitar a Big Land com valor promocional no ingresso, que passa a custar R$ 49,90, mediante a doação de um litro de leite longa vida. As doações arrecadadas serão destinadas entidades assistências da cidade, a exemplo dos anos anteriores. A Big Land já arrecadou mais de 10 mil litros de leite na campanha que ocorre sempre nesta data, em função do aniversário do Parque. Valquir Lopes, o Boca, exibindo o resultado da pescaria na Argentina! Foto: Divulgação Nati Zimmermann e Juliano Melo curtindo a paradisíaca República Dominicana! Foto: Divulgação Maria Luiza e Regis celebraram bodas de Diamante junto a família Corrêa no Grande Hotel, em Canela! Foto: Divulgação
Social da Bina – 712
Valdir Cardoso, idealizador da Florybal para celebrou os 35 anos da marca fundada por ele Foto: Lucas Radmann JANELA DO VINHO A Janela do Vinho lançou sua própria linha própria de vinhos e espumantes, desenvolvida em parceria com vinícolas familiares da Serra Gaúcha. A proposta amplia a experiência, até então marcada pelo mistério dos vinhos sem rótulo, para garrafas com identidade própria. RÓTULOS A estreia reúne três vinhos (Rosé, Branco e Tinto) assinados pela Vinícola Caetano Vicentino, de Nova Pádua. Já os espumantes Brut Branco e Brut Rosé têm a expertise da Vinícola Zanella, de Antônio Prado. Iniciativa que traduz a essência da Janela do Vinho: o beber descomplicado, afetivo e conectado à tradição, agora com identidade própria nas garrafas. Os rótulos já estão à venda nas unidades de Porto Alegre e de Gramado. Ela tem todos os motivos para comemorar. O Bah que Vista de Lisi Zabka é sucesso indiscutível quando o assunto é um lifestyle outdoor junto a natureza Foto: Marta Polaquini A mente criativa de Mônica Cardoso é que dá a elegância na coleção atemporal na moda em couro de sua marca homônima Foto: Divulgação As irmãs Caren e Lenise Urbani apresentaram as possibilidades da estrutura do Mundo a Vapor para realização de eventos. Anne Grahl Müller foi conferir Foto: Valdeir Lima Um giro pelo Rio de Janeiro: Camila Oliveira na praia de Ipanema Foto: Divulgação
NOVE DIAS DE ACORDES E BATUTAS
Gramado ter seu nome associado à música, como agora com mais um Gramado in Concert (logo após a grande repercussão do especial de Natal de Roberto Carlos no Serra Park), me faz lembrar de alguns shows muito bons na cidade do Festival de Cinema. Foi uma sorte assistir a um raro e pouco divulgado show da banda Emerson, Lake and Palmer em palco montado em uma rótula da Avenida das Hortênsias, em 1997. Ver e ouvir a Mercedes Sosa no Palácio dos Festivais, antes disso, nos fez dar gracias a la vida. Ed Motta, na Rua Coberta. E no Lago Negro aconteceram alguns shows legais. Uma qualidade do Gramado in Concert, Festival Internacional de Música, na esteira do seu sucesso após mais de uma década, é o de formar plateias para a música erudita. Reunir casa cheia para ouvir música popular é fácil, para uma boa orquestra, nem tanto. Canela dá sua contribuição, também, com a Sonarte. E temos outro exemplo através do Bonecos Canela (em fase de revitalização). Lotar uma casa de espetáculos em noite de teatro, de preferência uma comédia com alguém da TV no elenco, é fácil. Para assistir teatro de bonecos, nem tanto. Não se trata de elogiar qualquer elitismo, mas sim constatar que a repetição, a constância e a resiliência de eventos de alta qualidade, de acesso democrático, aos poucos fazem as pessoas se acostumarem com outras formas de boa arte. A 12ª edição do Gramado in Concert, que se inicia nessa sexta (30) e vai até 7 de fevereiro, é então a dica. Presentes, 400 alunos e profissionais da música de 15 países. A abertura, às 20h, no ExpoGramado, terá a Orquestra Sinfônica de Gramado, que leva ao palco uma das obras-primas do repertório de Mozart, a ópera O Empresário (Der Schauspieldirektor) com adaptação, tradução e regência do maestro Leandro L. Serafim. Os solistas convidados são Deize Nascimento, Raquel Fortes, Guilherme Roman, Francisco Amaral, Milena Padilha e Matheus Tomazelli. Além da opereta, a programação da Abertura apresenta a jovem violinista gramadense Ana Luiza Benetti, solista no Concerto para Violino em Sol Maior de Haydn, reafirmando o compromisso do festival com a valorização de talentos da região. Fechando a noite, o Dueto para Clarinete e Contrabaixo de Giovanni Bottesini. A execução ficará a cargo de dois renomados professores do festival: o clarinetista Cristiano Alves e o contrabaixista Alexandre Ritter. Ana Luiza Benetti (foto acima), é gramadense, tem 12 anos, é estudante de violino na Escola de Música da OSPA e spalla da Orquestra Jovem de Gramado. É prata da casa na Abertura do Festival, em 30 de janeiro. A programação desse primeiro fim de semana do Gramado in Concert 2026 inclui: 31/01 (sábado) 01/02 (domingo) CARNAVAL E CINEMA O projeto cultural Bloco Sebo nas Canelas – a história continua promove um fim de semana cheio de atividades em Canela. No sábado (31) o Carnaval chega antes: tem desfile saindo da Catedral de Pedra, às 16h, com intervenções ao longo do caminho como capoeira, bichões e dança Kaingang.Mas já na sexta (30), tem ensaio final, no espaço Nydia Guimarães, seguido de exibição do filme Ó paí, ó, com Wagner Moura e Lázaro Ramos. A entrada é gratuita, tanto para o ensaio e o filme na sexta, quanto para o desfile no sábado.
A auto sabotagem financeira
Será que ela existe? Quando a questão é a dificuldade financeira, como dívidas e a falta de dinheiro, somos bons em transferir a culpa pela situação em si: para o conjugue, a empresa, a crise, o governo, enfim. E quando a questão é saber gerar, cuidar, multiplicar e administrar o dinheiro, também costumamos nos eximir das responsabilidades que nos cabem. As vezes somos bons em gerar recursos financeiros, despendo conhecimento, estratégias, tempo e energia para isso, entre outras coisas, mas não sei cuido como deveria, e ele, o dinheiro, acaba desaparecendo depressa. Por outro lado tem pessoas que sabem gerar e cuidar, mas negligenciam a multiplicação, que é um princípio básico para a prosperidade financeira. Como quando eu sei que tenho que gerar mais dinheiro, pois as minhas despesas requerem um aumento de faturamento ou uma renda extra, e acabo deixando passar meses e até anos, sem tomar nenhuma atitude em relação a isto, sem iniciativa, até me ver endividado. E quando a situação fica insustentável, começo a perder o sono, ter ansiedade, perder a calma, ficar improdutivo, pois só consigo pensar em como vou sair dessa. Todas essas situações citadas acima foram criadas por nós mesmos, essa é a famosa auto sabotagem financeira, não damos a devida atenção ao dinheiro. Talvez porque pensamos que vai dar um pouco de trabalho aprender a administrar a minha vida financeira, organizar e planejar, ou porque parece que as finanças podem andar sozinhas, por um tempo parece até confortável não analisar as receitas e despesas, e não planejar, mas logo a “conta” chega. E essa “conta”, costuma ser alta, o meu descaso com as minhas finanças, a minha auto sabotagem financeira, pode ter sérias consequências, que vai do desequilibro emocional, separação conjugal, perda emprego e de bens. Podemos evitar tudo isso, começando por assumir as nossas responsabilidades com as nossas finanças, encará-las de frente, pedir ajuda se necessário, conversar sobre a situação com quem está envolvida nela, família, sócios, com quem pode ajudar. Se não sabes como fazer, procure aprender, busque conhecimento, se for necessário, reveja despesas. Independentemente do valor da sua renda e da sua formação, da sua profissão, todos nós temos que entender o básico de finanças, para poder além de registrar, organizar e planejar. Buscar conhecimentos, desenvolver habilidades para administrarmos com eficiência as nossas finanças, nos levará a ter liberdade de escolhas, não ser escravo e refém de um trabalho que não gostamos, a termos mais tempo de qualidade, ter liberdade de escolhas, e uma vida equilibrada e próspera.
O DINHEIRO NÃO MATA, MAS AUTORIZA!
O dinheiro não levanta a mão. Ele não chuta, não esmurra, não aperta o pescoço até faltar ar. O dinheiro não grita, não late, não sangra. O dinheiro apenas assina embaixo. Ele chega depois, sempre depois, quando o corpo já caiu, quando o silêncio já foi imposto, quando a dor já cumpriu seu papel. O dinheiro não suja as mãos, ele as lava. Com água quente, advogado caro e tempo suficiente para que a memória coletiva se distraia com a próxima manchete. Na areia limpa de uma praia bonita, um cachorro apanhou como apanham os que não têm defesa nem sobrenome. O mar seguia lindo, as famílias caminhavam, o dia estava perfeito demais para ser interrompido por um grito que não fala a nossa língua. Três jovens. Não monstros. Monstros seriam fáceis de condenar. Eram meninos treinados desde cedo a confundir limite com exagero, consequência com injustiça, violência com brincadeira que saiu do controle. A pergunta nunca foi “por que bateram”, mas “até onde podem ir sem que nada aconteça”. Em outro cenário, longe da areia, uma mulher começou sua lua de mel como quem entra num quarto sem saída. Champanhe, promessa, sobrenome novo. A violência começou cedo, mas não cedo o suficiente para espantar a narrativa romântica. Chamaram de surto, de descontrole, de intensidade. Sempre há uma palavra elegante para a brutalidade quando ela vem bem vestida. Sempre há um jeito de transformar o agressor em alguém que “precisa de ajuda” e a vítima em alguém que “precisa entender”. Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, mulheres seguem morrendo. Não de uma vez, não de forma espetacular, morrem aos poucos, entre boletins de ocorrência, medidas protetivas ignoradas, pedidos de socorro que não cabem no horário comercial da justiça. Morrem e viram número. Viram gráfico. Viram estatística que cresce como se fosse um fenômeno natural, como se não tivesse rosto, filhos, história, medo. E, quase sempre, a pergunta vem antes da indignação: o que ela fez para chegar até ali? O dinheiro entra nesse momento. Ele não impede a violência, ele impede o escândalo. Ele não apaga o soco, apaga o registro. Ele não ressuscita ninguém mas ressuscita versões. O dinheiro distorce o foco, desloca a culpa, constrói narrativas onde a vítima nunca é completamente vítima e o agressor jamais é completamente culpado. Ele cria um tipo especial de impunidade: aquela que não precisa ser declarada, porque se apresenta como normalidade. Dinheiro não mata, mas autoriza. Autoriza bater, desde que não seja feio demais. Autoriza ferir, desde que não seja público demais. Autoriza matar, desde que haja tempo, influência e esquecimento. E enquanto a autorização existir, os corpos seguirão caindo, alguns na areia, outros no quarto, outros nas estatísticas. Todos longe demais da justiça.
Trovas e trovadores no RS
(Rimando a história…) A trova, nada mais é que a habilidade do cantor em improvisar os versos rimados. É a arte de “fazer” o verso na hora. O antigo IGTF – Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore – recolheu inúmeras letras gravadas ao vivo entre esses cantadores, como os versos abaixo, num pouso de carreteiros: Trovador 1 Boa tarde ouvintes da casa / eu na trova sou tutu e o meu peito representa / velho Sepé Tiarajú. Trovador 2 Represento o Sepé Tiarajú / é isso que eu falo o ano inteiro vou fala estes meus versos / a despedida do carreteiro o acampamento é bonito / e continua o ano inteiro. Trovador 1 Continua o ano inteiro / e eu também sou brasileiro temus fazendo uma trova / do acampamento do carretero. Trovador 2 Uma trova dos carretero / e é isso eu uturiza este torrão brasileiro / é aqui adonde eu piso na terra de São Gabriel / os carretero é um preciso. Trovador 1 Carretero é um preciso / e honra a nossa tradição e eu Antonio de Souza Neto / de lança e pingo na mão. Trovador 2 De lança e pingo na mão / eu não posso cantá muito e resolvo dar parada / em Santo Antonio sigo o resto na hora da retirada. Trovador 1 Na hora da retirada / e eu também despedi té a volta povo querido / e eu vou ficar por aqui. Trovador 2 Eu vou ficar por aqui / vou cantá outro versinho p’rá saudá todos amigo / aqui neste torrão véio Que é meu pago querido. Trovador 1 Que é meu pago querido / e eu agora vou embora e vocês fiquem com Deus / qu’eu vou com Nossa Senhora. Nesse Brasilzão de Deus, existem muitos artistas da rima, que variam de acordo com a região… E aparecem o embolado, o repente, a pajada (payada), esta última, uma forma de poesia improvisada popular no Chile, Argentina, Uruguai. E, também, a trova, muito popular nos Rodeios Crioulos do Rio Grande do Sul… a nossa terra!