As altas temperaturas registradas durante o verão aumentam de forma significativa a perda de líquidos pelo organismo e tornam a hidratação um cuidado diário essencial. Em dias mais quentes, o corpo humano perde água continuamente por meio da transpiração e da respiração, exigindo atenção redobrada para manter o equilíbrio físico e o funcionamento adequado do organismo. A água desempenha papel central na regulação da temperatura corporal, no transporte de nutrientes, na oxigenação das células e na eliminação de toxinas. É também fundamental para o bom funcionamento de órgãos vitais, como rins, coração e cérebro. Quando a ingestão de líquidos não acompanha essa perda natural, o organismo passa a operar em condição de esforço, mesmo antes do surgimento da sensação de sede.Orientações de órgãos de saúde indicam que, em períodos de calor intenso, a desidratação pode se instalar de forma silenciosa. Quadros leves já são suficientes para provocar fadiga, dores de cabeça, queda de pressão, irritabilidade e dificuldade de concentração. Em muitos casos, esses sintomas são atribuídos apenas ao calor ou à rotina intensa, quando, na verdade, refletem a falta de água no organismo. EFEITOS SILENCIOSOS A desidratação raramente se manifesta de maneira abrupta. Ela costuma ocorrer de forma gradual, afetando o desempenho físico e mental ao longo do dia. A redução do volume de líquidos no corpo compromete a circulação sanguínea, dificulta a regulação térmica e exige maior esforço do sistema cardiovascular.Crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis. Neles, a percepção da sede pode ser menos eficiente, e a reserva hídrica do organismo é menor. Já adultos que praticam atividades físicas, trabalham ao ar livre ou passam longos períodos expostos ao sol também apresentam maior risco de desidratação, especialmente quando não adotam pausas regulares para reposição de líquidos.Outro fator que merece atenção no verão é o consumo de bebidas alcoólicas e açucaradas. Associadas às altas temperaturas, elas não substituem a água e podem contribuir para a perda adicional de líquidos, além de mascarar sinais importantes de alerta emitidos pelo corpo. A qualidade da água é importante Produzida em Canela, no Vale do Quilombo, a Água Hortênsias construiu e aprimorou sua atuação industrial com foco no controle do processo produtivo e na qualidade hídrica. A empresa opera com duas fontes próprias licenciadas – Guarany e Hortênsias – ambas com captação autorizada no Aquífero Guarani, a cerca de 150 metros de profundidade, em área preservada e distante de interferências urbanas.Todo o sistema funciona em circuito fechado, onde a água segue diretamente da fonte para reservatórios de inox e, depois, para as linhas de envase, sem contato externo.As salas operam com pressão positiva, tecnologia que reduz riscos de contaminação e atende aos padrões técnicos e sanitários exigidos pela legislação. No caso da água com gás, o processo inclui a redução da temperatura para melhor incorporação do CO².Com mais de dez anos de atuação e presença consolidada na Região das Hortênsias e em diferentes pontos do Rio Grande do Sul, a empresa alia tecnologia, previsibilidade operacional e uso responsável dos recursos naturais, mantendo fornecimento regular ao varejo, ao turismo e ao setor de serviços da Serra Gaúcha.
CASA NOVA E RECONHECIMENTO MERECIDO
Chama a atenção em Canela o novo espaço construído para abrigar o La Estación. Localizado em uma esquina nobre em frente à praça João Corrêa a construção chama a atenção pelo porte e bom gosto, como tudo o que a dupla de empreendedores Adriana Rambo e Leandro Oliveira costuma fazer. Não é por acaso que em 2025 o La Estación levou o prêmio de Melhor Parrilla e Leandro de Oliveira foi eleito Personalidade Gastronômica de Canela. O restaurante e seu fundador foram duplamente homenageados. Os reconhecimentos coroam uma trajetória de mais de seis anos dedicada a transformar o ato de assar em experiências memoráveis. O reconhecimento vem do mais importante prêmio de gastronomia do Rio Grande do Sul: o prêmio Sabores do Sul. O prêmio de Melhor Parrilla reafirma o La Estación como referência na região, valorizando a rigorosa seleção de carnes, o respeito à autêntica cultura do assado e a qualidade percebida em cada detalhe. É o quarto ano consecutivo que a casa recebe o prêmio nesta categoria. Já o prêmio de Personalidade Gastronômica de Canela traduz o trabalho incansável, a paixão pela culinária e a resiliência de Leandro de Oliveira. “Foram tantas pessoas que caminharam ao nosso lado para chegarmos até aqui. Ser referência em assados na nossa região e, mais do que isso, receber o carinho, a vibração e a celebração dos nossos clientes é a prova da força de uma casa que há mais de 6 anos transforma pratos em memórias, ” afirmam os empresários Leandro Oliveira e Adriana Rambo. Paixão e liderança que inspiram O fundador, que é carinhosamente chamado de “pai” pela equipe do La Estación, é reconhecido como um líder que motiva, inspira e eleva o padrão de cuidado e dedicação de todos. Com a máxima de que “o bom nunca basta quando podemos entregar o extraordinário”, Leandro de Oliveira conduz o restaurante com propósito. Ele e a equipe fizeram questão de agradecer: “A vocês que votaram, que torcem por nós e que fazem do La Estación um lugar especial… muito obrigado! E um agradecimento especial à nossa equipe, que coloca paixão em cada detalhe. Vocês fazem toda a diferença! ”. O La Estación celebra a dobradinha e reafirma o compromisso de seguir evoluindo, preparando sua grande reinauguração na nova localização e com a estrutura completamente nova. A previsão de abertura é para o final de março de 2026, antes da Páscoa. Até lá o La Estacion continua em funcionamento junto a Estação Campos de Canella. La Estación Largo Benito Urbani, 77 – Canela(54) 996 692 867@laestacioncanela
Social da Samanta – 711
Josi Catuci, canelense que mora em Floripa, visitando parte das amigas e filhos em Canela. No registro Aline Dalcortivo, Ritiele Benetti, Analú Rodrigues, Mariana Gonzaga Leal, Juliana Arsand e os bebês Martim e Pedro! Foto: Divulgação Simone e Fabiano Hanel dos Santos em visita ao Palácio de Queluz em Portugal, onde nasceu e morreu Dom Pedro I, residência da Família Real Portuguesa antes de mudar para o Brasil Foto: Divulgação Valdir Cardoso, idealizador da Florybal, recebeu a imprensa e produtores de conteúdo da Serra Gaúcha, na terça-feira, dia 20, em Gramado, para celebrar os 35 anos da marca. Na ocasião, recordou o início da empresa, trajetória. Foto: Divulgação Manoela Thiesen curtindo as férias em um dos seus destinos favoritos na Bahia! Foto: Divulgação Morgana Tizatto sempre esbanjando beleza e simpatia! Foto: Divulgação
Social da Bina – 711
Noely Cavichion com a netinha Maria Eduarda, passando para a nova geração as tradições da pisa da uva na Vinícola Zio Pietro Foto: Rafael Cavalli GRAMADO IN CONCERT Está próximo o Gramado in Concert que vai transformar a cidade em um palco de encontros musicais do erudito e do popular. Além de atrair visitantes, o festival oferece oficinas para estudantes de mais de 15 países, consolidando um legado de integração entre a música de concerto e a comunidade. ATRAÇÕES Há concertos gratuitos para o público, e também atrações pagas, como os shows de Diogo Nogueira (31/01) e do Maestro João Carlos Martins (07/02). Os ingressos para estas datas específicas podem ser adquiridos através do site oficial do evento. As 39 apresentações da programação oficial se dividem na Rua Coberta, Igreja São Pedro e ExpoGramado. Ingrid Lopes e a filha Catarina em momento divertido de pisar as uvas na vindima da Casa da Tapera Foto: Bina Santos É tempo de colheita e Luísa Rodrigues foi conferir os vinhedos da Vinícola Casa Seganfredo, que participa da Vindima em Gramado Foto: Divulgação Rodrigo Hoffmann e Susan Schaumloeffel na Igreja Sagrada Família, em Barcelona. Em giro pela Espanha, a dupla une férias e negócios Foto: Divulgação Átila Amorim e Ju Silveira receberam a benção de sua união na Aviva Villa Foto: Divulgação
Canela é destaque em Transparência Pública
SITE DA PREFEITURA recebeu 8,5% de aprovação em 2025 A Prefeitura de Canela recebeu o Selo Prata do Programa Nacional de Transparência Pública, concedido pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), que avalia o nível de transparência dos portais de órgãos públicos da União, estados e municípios. O site institucional do Poder Executivo canelense (www.canela.rs.gov.br) recebeu 82,5% de aprovação em 2025, subindo de nível em relação a outras edições da avaliação nacional. Canela não recebia essa certificação há alguns anos. Ao assumir a administração municipal em 2025, o prefeito Gilberto Cezar (PSD) indicou à equipe de governo a importância de trabalhar com transparência e lisura, delegando ao secretariado o dever de manter os dados sobre a cidade sempre atualizados e acessíveis.“Precisamos manter a transparência na gestão pública para garantir o fortalecimento da democracia e a boa governança. Isso permite o controle social baseado em dados, aumenta a confiança da população no serviço público, melhora a nossa eficiência administrativa e garante a participação cidadã, tornando os atos públicos acessíveis e fiscalizáveis”, analisa Cezar. Para receber a certificação, a Secretaria de Gestão Pública e o setor de Controle Interno, com o apoio do Departamento de Modernização e Tecnologia da Informação, atuaram em conjunto para responder aos questionamentos enviados pelo Programa Nacional de Transparência Pública, além de alimentar periodicamente o site do município com dados que refletem a realidade de Canela. DIRETRIZES O programa da Atricon avalia os portais institucionais a partir de diretrizes que seguem as Leis de Responsabilidade Fiscal e de Acesso à Informação, considerando, por exemplo, se os dados estão claros e focadas no cidadão; se está garantido o direito de acesso aos dados e se estes estão completos, atualizados e acessíveis; se há controle adequado de dados sigilosos; e se está disponível o detalhamento financeiro e orçamentário da instituição.
Ex-secretário é absolvido em ação penal da Cáritas
Quatro anos após ser acusado de crimes contra a administração pública, o ex-secretário de Meio Ambiente de Canela, Jackson Müller, foi absolvido pela Justiça. Ele e outras seis pessoas eram réus em uma das ações penais decorrentes da Operação Cáritas, conduzida pela Polícia Civil para apurar supostas irregularidades na gestão pública municipal.A sentença foi proferida pelo juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Canela, Vancarlo André Anacleto, que concluiu que as provas produzidas ao longo do processo não foram suficientes para sustentar uma condenação criminal. Müller respondia a cinco acusações de concussão — quando um agente público exige vantagem indevida valendo-se do cargo — além da imputação de contratação irregular sem licitação.Segundo o Ministério Público (MP), em 2022, enquanto secretário municipal, Müller teria exigido que empreendedores contratassem uma empresa ligada ao seu círculo profissional para obter licenças ambientais junto à Prefeitura. No entanto, conforme destacou Anacleto, não ficou comprovado que essa contratação tenha sido imposta como condição obrigatória. Os depoimentos colhidos no processo indicaram que, em alguns casos, houve meras sugestões ou indicações, mas não a exigência autoritária ou irresistível, elemento indispensável para caracterizar o crime de concussão.Ainda que a conduta pudesse ser considerada questionável sob o ponto de vista administrativo ou ético, o juiz ressaltou que o processo penal exige prova robusta, o que não se verificou no caso. AUSÊNCIA DE PROVA DE SOBREPREÇO Outro ponto central da acusação dizia respeito à contratação de uma empresa para a montagem e adaptação de estações de tratamento de esgoto (ETEs), sem licitação, o que, segundo o MP, teria causado prejuízo ao erário. Durante o processo, a acusação sustentou que o valor do serviço estaria acima do praticado no mercado. Entretanto, não apresentou prova técnica capaz de demonstrar o alegado sobre preço. A defesa demonstrou que a empresa contratada era especializada, responsável originalmente pela montagem de duas ETEs em Alvorada, que posteriormente foram desmontadas, transportadas e transformadas em quatro unidades em Canela, serviço de alta complexidade técnica.O juiz observou que, para sustentar a tese acusatória, seria necessário ao menos comprovar que outra empresa estaria apta a realizar o mesmo serviço por valor inferior, o que não foi feito. Nenhuma empresa concorrente foi apresentada, nenhum orçamento comparativo foi juntado aos autos, nem houve prova técnica de que o preço pago estava fora dos parâmetros de mercado. PREJUÍZO NÃO COMPROVADO A sentença de Anacleto apontou que o MP não conseguiu demonstrar efetivo prejuízo aos cofres públicos. Apesar da acusação mencionar valores, não foram apresentados cálculos detalhados, tabelas técnicas ou laudos financeiros que indicassem quanto teria sido pago a mais, nem de que forma esse suposto prejuízo teria ocorrido. Sem a demonstração concreta do dano e sem prova de intenção deliberada de fraudar o processo de contratação, o juiz afastou a imputação criminal. FUNDAMENTAÇÃO Ao fundamentar a absolvição, Anacleto destacou que a “a existência de pareceres jurídicos internos e a realização de cotação de preços, ainda que falhos ou questionáveis, inserem a conduta em uma zona de incerteza quanto ao dolo específico dos agentes em fraudar a licitação. O princípio do in dubio pro reo deve prevalecer. No processo penal, a dúvida razoável milita em favor do réu.” Na decisão, com 27 páginas, o magistrado julgou improcedente a ação penal e absolveu Álvaro Tadeu de Marco, Antônio Artigas do Nascimento, Jackson Müller, Angélica Souza Cenci, Anna Sílvia Lopes Fonseca, Bruna Maria Fioreze e Thiago Peixoto de Araújo, com fundamento no art. 386, incisos III e VII, do Código de Processo Penal, por insuficiência de provas. AVALIAÇÃO DA DEFESA Para o advogado criminalista Ricardo Cantergi, responsável pela defesa de Müller, a absolvição evidencia falhas graves desde a fase investigativa. “A absolvição de Jackson Müller expõe, de forma inequívoca, os excessos cometidos ainda na fase investigativa. Houve precipitação grave por parte da autoridade policial, que construiu uma narrativa acusatória frágil e a apresentou como verdade consolidada, levando à adoção de medidas extremamente invasivas antes de qualquer sentença condenatória.”Segundo Cantergi, prisões foram decretadas, bens e valores foram apreendidos, e um veículo, apreendido provisoriamente, acabou sendo descaracterizado, adesivado e utilizado por terceiros, perdendo seguro e valor de mercado sem a conclusão do processo, o chamado trânsito em julgado. “As conseqüências foram devastadoras, uma empresa construída ao longo de mais de dez anos foi destruída, contratos foram perdidos e a vida pessoal, profissional e financeira do acusado foi profundamente afetada. O Estado não pode normalizar investigações que tratam suspeita como culpa,” avalia o advogado.“Faço um registro necessário. A decisão absolutória honra a magistratura. O juiz do caso, a quem conheço há mais de 15 anos, demonstrou equilíbrio, independência e imparcialidade, julgando exclusivamente com base nas provas — ou, neste caso, na ausência delas. Justiça não se faz com espetacularização, mas com responsabilidade, ” destaca Cantergi.
DÍVIDA ATIVA SOMA QUASE R$ 180 MILHÕES
Dados da Secretaria Municipal da Fazenda e Desenvolvimento Econômico, revelam que 76.144 pessoas físicas e jurídicas estão inscritas em dívida ativa em Canela. Os débitos somam R$ 179,6 milhões em valores líquidos, já considerados os descontos previstos em programas de recuperação fiscal. Desse total, R$ 148,6 milhões, o equivalente a 83%, corresponde à dívida ativa tributária. Os outros R$ 31 milhões, cerca de 17%, são classificados como dívida ativa não tributária.São recursos que pertencem ao município, mas que permanecem fora do orçamento e, por consequência, deixam de se transformar em serviços, obras e investimentos para a população.Do total de processos, 26.035 já estão na esfera jurídica, etapa em que a cobrança se torna mais lenta, onerosa e exige maior estrutura administrativa e legal. Outros 6.600 registros não possuem CPF ou CNPJ vinculados, o que dificulta a identificação do devedor e reduz as chances de recuperação dos valores.A maior concentração está nos contribuintes identificados. Um total de 43.510 processos estão vinculados a pessoas físicas, categoria que inclui também autônomos, conforme o enquadramento legal adotado pelo município. Paralelamente, há processos envolvendo pessoas jurídicas, de diferentes portes, responsáveis por uma parcela relevante da inadimplência, especialmente nos tributos ligados à atividade econômica.Na prática, trata-se de um volume expressivo de recursos que deixou de ingressar no caixa municipal ao longo dos anos. Esse montante poderia reforçar investimentos em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura urbana, mobilidade, manutenção de vias públicas, iluminação e políticas sociais.Onde a inadimplência se concentraA maior parte da inadimplência se concentra em poucos tributos específicos. O Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) lidera com folga, acumulando R$ 69 milhões, o que representa 38% de toda a dívida ativa do município. Desse valor, mais de R$ 14 milhões correspondem apenas a juros, o que indica débitos antigos, acumulados ao longo do tempo.Na sequência aparece o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), somadas suas diferentes modalidades, que ultrapassa R$ 30 milhões, cerca de 17% do total da dívida, evidenciando que a inadimplência não se limita a imóveis residenciais, mas também acompanha a dinâmica da atividade econômica local.Outro dado relevante é a Taxa de Coleta de Lixo, que supera R$ 14,1 milhões, aproximadamente 8% da dívida ativa. Por estar vinculada a um serviço essencial, o número chama atenção pelo impacto direto no equilíbrio financeiro da prestação do serviço.Também figuram entre os maiores valores a Contribuição de Melhoria, com R$ 6,7 milhões, as multas ambientais, que somam R$ 5,8 milhões, o ISSQN do Simples Nacional, com R$ 6,5 milhões, e o ISSQN incidente sobre operações de leasing, que ultrapassa R$ 4,2 milhões.Retomada do protesto em cartórioA partir de fevereiro, a Prefeitura Municipal de Canela, por meio da Secretaria da Fazenda e Desenvolvimento Econômico, retoma o encaminhamento para protesto em cartório dos débitos já inscritos em dívida ativa que não tenham sido regularizados.A iniciativa tem como objetivo estimular a regularização antecipada, oferecendo ao contribuinte a possibilidade de resolver sua pendência antes que o débito avance para etapas mais gravosas. O protesto pode gerar restrições de crédito e dificultar operações financeiras, funcionando como um alerta formal ao inadimplente.Regularizar para evitar custos maioresA diretora do Departamento de Dívida Ativa do Município, Janelise Iparraguirre, destaca que os débitos podem ser quitados à vista ou parcelados, conforme as opções previstas na legislação vigente. Segundo ela, a regularização evita transtornos futuros ao contribuinte e reduz custos administrativos e judiciais para o município.Mais do que uma ação de cobrança, o cenário da dívida ativa evidencia um impacto coletivo. Cada valor não arrecadado limita a capacidade de investimento público. Regularizar pendências significa transformar recursos hoje parados em melhorias concretas para Canela e sua população.Dúvidas e orientações podem ser obtidas junto ao setor de Dívida Ativa pelo e-mail dividaativa@canela.rs.gov.br ou pelo telefone (54) 3282-5151. OS IMPOSTOS Os dados da Secretaria da Fazenda e Desenvolvimento Econômico mostram que a maior parte da dívida ativa do município está concentrada em poucos tributos. Juntos, eles respondem pela maior fatia dos valores não arrecadados.Principais tributos em dívida ativa:
PARA NÃO ESQUECER DO TREM DA HISTÓRIA
“A paisagem muda, as pessoas mudam, as necessidades se transformam, mas o trem segue adiante. A vida é o trem, não a estação.”(William Rafael Dimas) A primeira imagem que lembro gravada na minha memória, acho que deveria ter uns dois anos, é eu olhando para fora da janela de um trem, lá fora muito verde passando. Depois descobri que foi durante uma “viagem”, no colo da minha mãe, no nosso trem… esse, criado pela bravura de João Corrêa, que transportou gente e cargas para cá de 1924 (três anos após ter chegado a Gramado) a 1963. Sou um remanescente, então, dos que sacolejaram, uma vez que seja, no meio de transporte que elevou Canela de patamar. Marcos Vinícios, um primo meu falecido há alguns anos atrás, me contou certa feita que uma das imagens mais tristes que ele presenciou foi, após decretado o encerramento das viagens da locomotiva para Canela, vê-la passar – como sempre, nos fundos da casa dele – uma última vez, de retorno, com homens carregando-a com os próprios dormentes. Ela pateticamente estava indo embora e levava a estrada. Vai que se arrependesse e resolvesse voltar, resfolegando baforadas de carvão? O governo que encampou a linha férrea não podia correr esse risco. Tinha que cumprir a desdita de nos afastar pra sempre do trem, que, se mantido e logicamente modernizado, nos traria hoje muitas benesses, principalmente para o turismo. Mas a crise de muitas décadas que levou ao ocaso do transporte em trilhos no RS não se abateu só sobre a Serra Gaúcha. Hoje o nosso Estado, se ainda possui uma das maiores malhas ferroviárias do Brasil, com aproximadamente 10% dos cerca de 30 mil quilômetros do país, tinha mais da metade dela desativada ou suspensa em 2022. Vieram as enchentes de 2024 e a situação piorou. Atualmente, restam 921km em operação. Nos últimos 28 anos, encolheu 75%. E ninguém garante que estarão em funcionamento em fevereiro de 2027, quando termina o contrato atual da ANTT com a empresa Rumo Malha Sul, que tem a concessão para operar o modal ferroviário. Falo hoje sobre crise dos trens porque, se já não recebe um, ao menos na memória nossa cidade cumpre o dever de homenageá-los. Tudo bem que aquele tombado no Mundo a Vapor sempre reconstituiu um acidente ocorrido em Paris, mas é trem, e trem para nós é história local inclusive nas máquinas a vapor criadas pelos saudosos Omar e Benito Urbani. E tem a Estação Campos de Canella, cuja iniciativa da Novalternativa fez reavivar muito do glamour daquele exato local de encontros e despedidas. Agora, a Estação conhecida como a Rua Coberta de Canela contará com uma atração permanente para os visitantes, a exposição “Memória sobre Trilhos”. Com produção de Adriana Guimarães e Liliana Reid, a mostra é composta por diversos painéis com textos breves, ilustrações e fotos relacionados à história do trem, além de um QR Code com informações adicionais. O mundo do trem tem, então, uma bela amostra nesta exposição, do âmbito mundial ao local. Dando ênfase, é claro, à construção da estrada de ferro que ligava Porto Alegre a Canela, fundamental para o desenvolvimento social e econômico da região. Para as produtoras, a exposição tem por objetivo ser um memorial sobre o trem, compartilhando conhecimentos. “Queremos que o público revisite essa trajetória que atravessa continentes, molda civilizações e deixa marcas profundas no Estado, até chegar ao coração de Canela”, explicam. A realização é da Novalternativa Incorporadora e Estação Campos de Canella, com produção do Almanaque de Canela, com apoio do Grande Hotel Canela, família Corrêa, Marizabel Viezze e Eyes Soluções. Painés que reavivam tempos de apitos, chegadas, partidas e expectativa de progresso.
Confiança: o mecanismo invisível por trás das boas decisões
Como engenheiro mecânico, aprendi ainda na faculdade e reforcei ao longo dos anos atuando na área, que um dos fatores decisivos para o bom funcionamento de qualquer mecanismo é a confiabilidade que ele entrega ao longo do tempo. Sistemas eficientes não são apenas os que performam bem em condições ideais, mas aqueles que mantêm estabilidade e previsibilidade mesmo quando submetidos ao uso contínuo e a diferentes cenários. Podemos observar isso em diversas situações do dia a dia: na construção de uma casa capaz de suportar diferentes intempéries, na compra de um relógio que oferece múltiplas funções sem perder a precisão, na escolha de um carro que nos conduza com segurança ou até mesmo em um tênis de corrida que entregue absorção de impacto e durabilidade. Eu poderia citar dezenas de exemplos, mas deixo essa tarefa ao leitor, convidando-o a observar os objetos e serviços que fazem parte da sua rotina. Existe um fato incontestável: tudo o que consumimos é escolhido, consciente ou inconscientemente, pelo preço ou pelo valor percebido ao longo do tempo. Nesse ponto, lembro sempre da velha máxima “o barato sai caro” e costumo complementá-la com outra reflexão: é justo que muito custe aquilo que muito vale. No fundo, cada escolha carrega uma consequência. Quando decidimos apenas pelo preço, recebemos exatamente isso. Quando priorizamos valor, durabilidade e previsibilidade, muitas vezes somos positivamente surpreendidos. É essa mesma lógica que levo para o meu trabalho como assessor financeiro. O que faço vai muito além de entregar boas taxas ou promessas de retorno. Uma alocação construída sobre planejamento estratégico, alinhada aos objetivos de vida e personalizada para cada investidor, cria um sistema muito mais robusto e resiliente do que simplesmente perseguir um retorno esperado. O mercado muda. As necessidades dos clientes também. Quando adotamos uma postura reativa, correndo atrás da melhor taxa a cada momento, corremos o risco de entrar na onda quando a arrebentação já está sobre nossas cabeças. Por outro lado, quando existe um plano bem fundamentado, com revisões periódicas, o que ocorre são pequenos ajustes de rota. O trabalho mais difícil e mais importante, já foi feito antes de adentrar em alto-mar. Essa lógica não se aplica apenas a produtos ou serviços, mas também às instituições financeiras. Um exemplo recente ajuda a ilustrar esse ponto: o caso do Banco Master. Durante um período, parte relevante do mercado foi atraída pelas taxas elevadas praticadas pela instituição. O que inicialmente parecia uma alternativa segura acabou se transformando em uma sequência de notícias negativas, evidenciando fragilidades estruturais. Com a devolução dos recursos, ficou clara uma consequência muitas vezes ignorada: o custo do tempo. Enquanto o capital esteve exposto a uma estrutura que não se mostrou durável, oportunidades igualmente atrativas, oferecidas por instituições mais previsíveis, deixaram de ser travadas por prazos mais longos. No fim das contas, o raciocínio é simples. O investidor está disposto a aplicar recursos no crescimento do país em troca de um retorno compatível com o tempo em que seu capital permanece empregado. Para isso, precisa confiar não apenas na taxa contratada, mas na engrenagem institucional que sustenta esse compromisso. Assim como em qualquer bom mecanismo, é a qualidade das engrenagens e não o esforço momentâneo que determina o desempenho ao longo do tempo. José GonçalvesSócio da Black Investimentosjose.gonsalves@escritorioblack.com.br
Precisamos valorizar o que temos de melhor
Janeiro chegou e, com ele, um dos melhores meses para estarmos na Serra Gaúcha! Apesar do clima quente, as noites, em sua maioria, são agradáveis. As cidades lotadas dão lugar ao silêncio, aos espaços generosos e à fluidez no trânsito. O público que nos visita é, em geral, muito qualificado: enche os restaurantes, paga pelas refeições sem reclamar e ainda aprecia bons vinhos. Saí para caminhar algumas noites pelo centro agora em janeiro e, conversando com os proprietários, o discurso é unânime: é o melhor público do ano! Isso me faz refletir sobre a nossa vocação e o modelo de turismo que devemos seguir. Fica claro que o serviço é um dos pilares do nosso setor. Cidade lotada, pessoas com pressa e trânsito lento geralmente não combinam com bom humor, alegria e alta qualidade. Para quem ficou horas tentando circular entre Canela e Gramado, a paciência não é apenas necessária, mas compreensivelmente escassa nessas situações. Além dos preços mais atrativos da hotelaria em janeiro, os parques com menos movimento e a facilidade de circulação proporcionam experiências mais agradáveis, o que melhora o humor do turista — e pessoas felizes consomem mais. Quem está contente e desfrutando acaba comprando e gastando mais nos restaurantes; enfim, todos ganham! Acho que é chegada a hora de focarmos mais na qualidade e menos na quantidade; de investir em eventos e atrações para esse tipo de público, prezando pela exclusividade e não pela abundância. Em reunião com pessoas ligadas ao setor na semana passada, por conta do planejamento do Sonho de Natal de 2026, o discurso sobre a necessidade de mudança foi unânime. Temos que encontrar um modelo de evento que foque em decoração e iluminação, que anime os comerciantes a aderirem ao projeto decorando suas fachadas e criando atrativos. Outro ponto citado foi a importância de não concentrar as atrações em apenas um ou dois pontos, como a Igreja e a Praça Central. É preciso que o turista circule pelas ruas, que tenhamos atrações itinerantes e que valorizemos nosso produto. Anunciar um produto enfatizando sua gratuidade geralmente diminui a percepção de valor, reduz o tempo de permanência do turista e atrai um público menos qualificado e disposto a gastar. Saí muito motivado da reunião. Percebi foco e vontade dos agentes públicos em fazer a coisa certa, com realismo, sem criar falsas expectativas e transferindo parte da responsabilidade para quem mais se beneficia do evento: o trade turístico. Espero que, neste ano de 2026, tenhamos um Natal diferente, mais rentável para os comerciantes e menos desgastante para o poder público.