Entre a poeira da cancha, o som da gaita, o cheiro da comida campeira e as conversas que atravessam gerações, o Rodeio Crioulo Nacional de Canela chega à sua 41ª edição confirmando que tradição não é repetição automática do passado, mas um exercício permanente de continuidade. De 8 de janeiro (quinta-feira) a 11 (domingo), o Parque de Rodeios Saiqui volta a ser, nestes dias, um território onde o tempo assume outro ritmo. Em meio às provas de laço, à gineteada e às atividades artísticas, um aspecto chama atenção: a presença constante de crianças e jovens. Guris e gurias participam das categorias mirim e juvenil de declamação, música e interpretação vocal, mas também aprendem fora do palco, no cotidiano do parque, observando e convivendo. Esse protagonismo juvenil aponta para o futuro do tradicionalismo. Longe de uma herança rígida, a cultura gaúcha aparece como escolha consciente, transmitida pelo exemplo e pela experiência. O rodeio mostra que tradição só permanece quando encontra espaço para ser vivida com naturalidade pelas novas gerações. As provas campeiras seguem como eixo do evento, com competições de laço e gineteada movimentando a Arena Polaco Feijó. No domingo (11), a programação artística amplia o diálogo com o público, reunindo apresentações de gaita piano e botão, intérprete vocal e declamação, em diferentes faixas etárias. Nestes eventos o talento mirim ganha destaque, sendo uma evidência de que a tradição segue em frente, de que a cultura gaúcha e festividades gaudérias como os rodeios permanecerão efervescentes e com novos representantes que seguirão mantendo acesa a chama da tradição. CAMINHO SAUDÁVEL A pequena Maria Eduarda Favero Soares é um dos exemplos de que o futuro do tradicionalismo está em boas mãos. Aos 10 anos de idade, ela vive com intensidade a cultura gaúcha. Eleita a 1º Prenda Mirim do CTG Querência, cultiva as raízes do Rio Grande do Sul desde os oito anos de idade. Maria Eduarda prepara-se para a etapa regional que irá definir em junho a corte tradicionalista da 27ª Região Tradicionalista. Desde muito cedo ela acompanha os pais, Márcio Soares e Patrícia Favero, em eventos tradicionalistas. Maria Eduarda pretende seguir admirando e vivenciando a cultura gaúcha com muito orgulho. “Gosto muito de dançar e declamar”, conta ela. “É bom que ela siga o caminho do tradicionalismo, é muito saudável”, opina a mãe, Patrícia. 1º Piá Em breve Canela terá um novo laçador profissional. O 1º Piá do CTG Querência, Augusto de Macedo Gottert, 9 anos, vem treinando na modalidade vaca parada para se tornar um grande campeão no Tiro de Laço, uma das provas mais tradicionais de rodeios. Para se tornar o 1º Piá do Querência, Gottert destacou-se em atividades como encilha de cavalete, laço na vaca parada, dança tradicional e artística, entre outras. A sua paixão pelo tradicionalismo, vem de berço. Quando questionado sobre sua referência na cultura gaúcha, o jovem é sucinto: “meu pai e minha mãe”. Silvana e Rigoberto são dançarinos do CTG Querência. Gottert costuma acompanhá-los em eventos que cultuam a tradição gaúcha. “Gosto de danças e laçar”, afirma Gottert. “Eu acredito que ele seguirá no tradicionalismo. Vem de geração em geração. “Meu pai, meu marido e eu gostamos muito de tradicionalismo”, ressalta Silvana. De pai para filha O tradicionalismo em sua essência é uma herança familiar. Como diz o ditado popular, “está no sangue”. Mesmo sofrendo um traumatismo cranioencefálico (TCE), aos seis anos de idade, quando estava laçando montada em sua égua Morotcha, a pequena Estela Michaelsen Renosto, hoje com sete, não deixou de viver as emoções e alegrias da cultura gaúcha. Ela está sempre presente na lida campeira porque acompanha os pais que participam com frequência de rodeios por todo o Estado. “Optamos por ela voltar a laçar somente quando tiver dez anos”, revela a mãe de Estela, Paula Michaelsen. “Deus me trouxe de volta, quero continuar laçando e dançando”, afirma a pequena prenda.Incentivada principalmente pelo pai, Diego Renosto, Estela é laçadora Mirim e prenda da Invernada Mirim do CTG Querência. Convive no ambiente tradicionalista desde muito pequena porque acompanha o pai em quase todas as atividades campeiras. “Adoro pra chuchu”, resume ela referindo-se as provas artísticas e campeiras. REFERÊNCIAS FAMILIARES Aos 10 anos de idade, Leonel Ferreira de Lima já sabe que quer seguir os passos do pai e do avô no tradicionalismo. Laçador Mirim do CTG Querência, ele já acumula seis troféus nas modalidades Pai e Filho e Piá. “Meu pai aprendeu a armada com meu avô e eu aprendi com meu pai. Meu pai sempre me motivou a laçar. Eu era pequeno e ele me colocava na sua garupa”, afirma ele. Leonel cultiva as tradições gaúchas desde muito cedo em sua vida , quando pela primeira vez teve contato com um laço. “Quando peguei um laço com dois anos, já comecei a laçar”, lembra. No Rodeio Crioulo Nacional de Canela, ele vai competir em duas taças e no Laço de Dupla. O jovem fala com muito carinho do seu cavalo, Sargento Araçá. “Ele é muito importante para mim. É o primeiro cavalo que ganhei do meu pai”. “Eu gosto muito do chimarrão, do churrasco e dança”, destaca ele referindo-se ao que mais aprecia na cultura gaúcha. Pé no estribo. Começou o rodeio Iniciado na quinta-feira (8) com programação até domingo (11), o Rodeio Crioulo Nacional de Canela se consolidou como um dos eventos mais representativos do calendário tradicionalista do Rio Grande do Sul. Não apenas pelo conjunto de provas campeiras, bailes e apresentações artísticas, mas por reunir comunidade, visitantes e famílias inteiras em torno de valores que seguem fazendo sentido.Realizado pelo Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Querência, o rodeio é resultado de um esforço coletivo que se renova a cada edição. O acampamento, instalado ainda no início da semana, cria uma pequena cidade provisória, onde o convívio é parte central da experiência. Ali, tradição se aprende menos por explicação e mais por observação, no jeito de falar, no cuidado com os animais, na forma de receber quem chega.A Prefeitura de Canela participa como apoiadora institucional, por meio da Secretaria de
Gilberto Cezar Projeta 2026
Ao completar o primeiro ano à frente do Poder Executivo de Canela, o prefeito Gilberto Cezar (PSD) chega a um ponto natural de balanço e projeção. Passado o impacto inicial da transição de governo, 2025 foi marcado por um período de reorganização administrativa, definição de prioridades e retomada de agendas consideradas essenciais para o funcionamento da cidade. Um ano de ajustes internos, planejamento e construção de bases. Nesta entrevista ao Nova Época, Cezar fez uma leitura ampla do momento vivido pelo município. Não se trata apenas de listar obras ou ações pontuais, mas de entender o desenho do governo, como por exemplo, o que foi possível organizar, o que precisou esperar e como essas escolhas influenciam o caminho que começa a ser traçado para 2026. Ao longo da conversa, o prefeito aborda temas centrais da gestão pública, como infraestrutura, educação, saúde, equilíbrio fiscal e valorização do serviço público.O próximo ano surge como um período de entregas mais visíveis, com projetos estruturantes saindo do papel e uma agenda voltada à requalificação urbana, à mobilidade, à sustentabilidade e ao desenvolvimento econômico. A entrevista permite compreender como a administração municipal pretende transformar planejamento em resultado concreto, mantendo o equilíbrio entre responsabilidade financeira e capacidade de investimento. Outro eixo importante da conversa é o Turismo e a Cultura, áreas estratégicas para Canela. Ao avaliar o Sonho de Natal, o prefeito reflete sobre o impacto do evento não apenas em números, mas no fortalecimento da imagem da cidade e no resgate do sentimento de pertencimento da comunidade. O tema se conecta à política de eventos, tratada como ferramenta de desenvolvimento e identidade. “Quero agradecer à população de Canela pela confiança e pelo diálogo constante. Nosso governo é feito com responsabilidade, transparência e muito trabalho. Seguiremos avançando, com investimentos em infraestrutura, educação, novas escolas, valorização do servidor público e serviços cada vez mais qualificados, construindo uma cidade cada vez melhor para se viver, trabalhar e visitar. Canela tem um grande futuro, e estamos trabalhando todos os dias para isso”, destaca Cezar. ENTREVISTA – GILBERTO CEZAR NE – Qual a sua avaliação sobre o seu primeiro ano de governo? Prefeito – Avalio como um ano muito intenso, de reconstrução e de organização da casa. Assumimos a Prefeitura com muitos desafios, mas também com muita vontade de fazer diferente. Trabalhamos com responsabilidade fiscal, retomamos ações importantes, fortalecemos áreas essenciais como saúde, infraestrutura e educação e, principalmente, aproximamos o governo das pessoas. Foi um ano de construção de bases sólidas para avançar ainda mais. NE – O que gostaria de ter realizado em 2025 que não foi possível? Prefeito – Sempre existe mais vontade do que tempo e recursos. Gostaria de ter avançado mais rapidamente em algumas obras de infraestrutura e em projetos estruturantes, como novas unidades educacionais. Mas optamos por fazer tudo com planejamento, legalidade e equilíbrio financeiro, para garantir que as entregas sejam consistentes e duradouras. NE – Quais são os principais projetos para 2026? Prefeito – 2026 será um ano de grandes entregas. Vamos intensificar o programa de obras, avançar em projetos de requalificação urbana, investir em turismo, cultura e eventos, além de continuar fortalecendo a Saúde, a Educação e a Assistência Social. Entre as metas estão a ampliação e a qualificação da rede de ensino e a realização de concurso público, garantindo servidores efetivos e mais qualidade nos serviços. Também teremos projetos importantes ligados à sustentabilidade, à mobilidade e ao desenvolvimento econômico. NE – Como o senhor avalia o resultado final do Sonho de Natal? Prefeito – O Sonho de Natal foi extremamente positivo. Tivemos uma cidade viva e iluminada, com grande participação da comunidade e um retorno muito expressivo no turismo, na economia local e na mídia nacional. Mais do que números, o evento resgatou o sentimento de pertencimento e o orgulho dos canelenses, além de fortalecer Canela como destino turístico nacional no período de fim de ano. NE – Mudanças no secretariado deverão ocorrer? Prefeito – O governo está em avaliação constante. Temos uma equipe comprometida, técnica e alinhada com os objetivos da gestão. Ajustes podem acontecer de forma pontual, sempre pensando em melhorar os resultados e atender melhor a população, mas hoje contamos com um time muito focado e responsável. NE – Em qual área o governo deverá avançar com mais intensidade em 2026? Prefeito – A infraestrutura será uma das grandes prioridades. Mas também vamos avançar muito na Saúde e na Educação, com investimentos em estrutura, valorização dos profissionais e melhoria dos serviços, incluindo novos equipamentos públicos e o fortalecimento do quadro de servidores por meio de concurso público. NE – Qual a sua expectativa para o turismo e a cultura neste ano? Prefeito – Muito positiva. Canela vive um momento especial. Temos eventos consolidados, novos projetos e uma cidade preparada para receber bem o visitante. O turismo é um motor da nossa economia e a cultura é identidade, por isso seguiremos investindo e qualificando essas áreas. NE – Como o governo pretende fortalecer os eventos da cidade? Prefeito – Com planejamento, profissionalização e parceria. Estamos qualificando a estrutura, ampliando o diálogo com o trade turístico, apoiando produtores locais e buscando inovação. Eventos bem organizados geram fluxo turístico, movimentam a economia e fortalecem a imagem de Canela. NE – Sobre melhorias asfálticas, a Prefeitura conta com algum projeto específico? Prefeito – Sim. Temos um programa contínuo de pavimentação e recuperação asfáltica, com projetos já em andamento e outros em fase de licitação. A ideia é melhorar tanto vias centrais quanto dos bairros, garantindo mais segurança, mobilidade e qualidade de vida para quem mora e para quem visita Canela. NE – Espaço aberto para suas considerações finais. Prefeito – Quero agradecer à população de Canela pela confiança e pelo diálogo constante. Nosso governo é feito com responsabilidade, transparência e muito trabalho. Seguiremos avançando, com investimentos em infraestrutura, educação, novas escolas, valorização do servidor público e serviços cada vez mais qualificados, construindo uma cidade cada vez melhor para viver, trabalhar e visitar. Canela tem um grande futuro, e estamos trabalhando todos os
UM RESTAURANTE CHEIO DE CHARME
Perfeito para transformar seu Evento em um verdadeiro sucesso A antiga mansão histórica com entrada imponente ladeada por duas colunas com capitéis jônicos construída no final da década de 50, pertenceu à família Corso, importantes empresários do ramo madeireiro de Canela. Entre 2013 e 2014, sob a direção dos empresários Fernanda Chies e Alan Togni Erthal, foi modernamente decorada com objetos vintage de bom gosto, transformando-se no Magnólia, um dos mais charmosos espaços de lazer e gastronomia da Serra Gaúcha. Uma imponente escadaria dá acesso direto ao restaurante com quatro elegantes salões, especializados em alta gastronomia com completa carta de destilados e vinhos, drinks da moda e aperitivos, além de uma brinquedoteca e uma sala de cinema com confortáveis poltronas. A ambientação é ao mesmo uma mistura de bar cool e restaurante sofisticado com ambientes que criam atmosferas diferentes para cada momento, mantendo o espírito da casa que é a descontração e o bom humor.Com criatividade, a organização da casa mantém a energia festiva com toques de decoração retrô para que as pessoas comecem a se divertir desde a porta de entrada, passando por ambientes cuidadosamente preparados para todas as ocasiões. A área externa, utilizada tanto para eventos diurnos como noturnos, oferece ampla gama de possibilidades. Um mix muito bem feito de refinamento e naturalidade. A experiência, com tanta festa e alegria desde que inaugurou, deu origem a mais um sucesso dos sócios Fernanda Chies e Alan Erthal, a Mag Eventos, que além de ser chamada para atender a gastronomia de clientes em vários espaços de Canela e Gramado agora também é procurada para criar, produzir e servir eventos no próprio restaurante. Afinal, nada mais glamuroso e ao mesmo tempo divertido do que uma linda e antiga mansão para servir de cenário para chás de bebê, despedidas de solteiro, comemoração de bodas, festas de empresa, aniversários, casamentos e tudo o mais que a imaginação criar. São tantas as solicitações de data para pequenos eventos que a casa passou a atender o público do Restaurante Magnólia de quintas a domingos, sempre com reserva antecipada e dedica seu espaço nos dias de semana para as comemorações particulares e eventos culturais. Os prazeres da boa mesa Chefiada por Laion Roos, a cozinha do Magnólia está em constante movimento atendendo com maestria o restaurante, o bar, os eventos internos e externos e, na época de fim de ano, também as encomendas para as festas natalinas. O Chef esbanja criatividade, sabor e beleza na utilização de ingredientes regionais, nas criações autorais e nas sobremesas. Com o mesmo estilo um Menu Kids e opções veganas e vegetarianas também estão disponíveis e outras restrições alimentares são atendidas com prazer pela equipe da cozinha. O menu completo e com fotos é sempre atualizado e disponível no site www.magnoliacanela.com.br No Magnólia tudo inspira celebração É preciso voltar várias vezes para desfrutar de todos os ambientes e principalmente ficar ligado nas redes sociais que anunciam os esperados eventos como os shows intimistas para um público máximo de 40 pessoas, que acontecem uma vez ao mês trazendo artistas muito especiais ou os eventuais como a Baladinha da Mag, o Clube do Whisky ou as novidades que surgem a todo momento. O famoso Brunch Banquete, que acontece um domingo por mês, é uma experiência gastronômica imperdível e precisa ser reservado com antecedência. O dia é sempre avisado nas redes sociais e tem início a partir das 11 até as 14 horas. Composto por duas mesas banquetes de doces e salgados, porções quentes, chá, café, espumante, sucos e água… é de tirar o fôlego! Um evento especial para curtir sem pressa. Quinta e sexta: 19h às 23hSábado: 12h às 14h e 19h às 23hDomingo: 12h às 14hRua Dona Carlinda, 255 – Canela – RSReservas: www.dguests.com/magnolia(54) 3278-0102@magnoliacanela
Social da Samanta – 709
Silvano Oliveira e Mariana Barbas celebraram os 14 anos da Marina em uma festa animada no Pub do Farol, no Clube Serrano! Foto: divulgação CAMPANHA SOCIAL A Vivaz Comunicação promove a 10ª edição da Campanha de Arrecadação de Materiais Escolares. As doações podem ser feitas até o dia 13 de fevereiro de 2026 e beneficiarão quatro entidades de Canela. Interessados em contribuir com materiais escolares, novos ou em bom estado, podem realizar a entrega presencialmente na Vivaz: Av. Júlio de Castilhos, nº 349, sala 5, Centro de Canela ou colaborar por meio de doação via Pix, utilizando o CNPJ 08831924000141, em nome de Kasper Comunicação. Celebrando mais um ano de vida, a linda e querida Tabatha Colla! Foto: divulgação Patricia Zanotelli curtindo dias lindos perto de quem ama em Curitiba! Foto: divulgação Régis Alencar Giongo, Raquel Saraiva Coelho, Caroline Coelho Giongo e Maitê Coelho Giongo, nos 6 anos da Maitê no dia 4 deste mês! Foto: divulgação No dia 25 de dezembro de 2025, o casal Pedro Góis e Clélia Viezzer celebrou suas Bodas de Diamante, marcando 60 anos de casamento. A comemoração incluiu a renovação dos votos de matrimônio, em uma cerimônia reservada, ao lado de familiares e convidados, no espaço Magnólia Foto: divulgação
Social da Bina – 709
Lucca Rossi no Fine Arts Museums of San Francisco Foto: Divulgação VINDIMA EM GRAMADO Abre oficialmente neste sábado (10) a Vindima em Gramado. O evento celebra a época do ano onde as uvas são colhidas dos parreirais para serem consumidas in natura, virarem doces, sucos, vinhos e espumantes. O evento reúne uma programação diversa, com atividades nas vinícolas participantes e também na Vila do Vinho. Mais informações no Instagram oficial do evento. GRAMADO IN CONCERT O 12ª Gramado in Concert, que ocorre de 30 de janeiro a 7 de fevereiro de 2026, consolida a região em um polo da música erudita ao reunir mais de 400 alunos vindos de 22 estados brasileiros e 14 países, como Chile, Peru, Bolívia, Estados Unidos e Rússia. NOVA ADMINISTRAÇÃO Um clássico nunca sai de moda, né?! É isso vale também para a gastronomia. Um dos restaurantes mais tradicionais de Gramado reabriu e está chegando com novidades, mas sem deixar no passado seu menu mais marcante: a sequência de fondue. Mariana Reis, Bernardete Reis e Lisiane Vargas conferindo o lançamento do Gramado in Concert Foto: Rafael Cavalli Na Rua Coberta, Rafael Adam, presidente do Conselho de Administração da Gramadotur, e Ricardo Reginato, secretário de Turismo de Gramado, foram conhecer as novidades da programação do Gramado in Concert Foto: Rafael Cavalli EDELWEISS O Edelweiss agora leva a assinatura do chef Sérgio Renato Schramm Júnior, que veio de Balneário Camboriú, para trazer sua experiência em gastronomia para a Serra Gaúcha. Mas como o próprio afirmou, o respeito a história do primeiro fondue de Gramado é o viés que tange a nova administração. Afinal, são 51 anos de história. TIM-TIM E para celebrar a retomada do Edelweiss, tem promoção acontecendo. Ao reservar antecipadamente uma mesa para pelo menos 3 pessoas, o cliente ganha uma garrafa de espumante para brindar. É válido para às quintas-feiras. Chef Sérgio Renato Schramm Júnior está a frente do Edelweiss, o primeiro restaurante de fondue de Gramado Foto: Bina Santos
CADA VEZ MAIS NA MEMÓRIA DOS CANELENSES
Público gosta de prestigiar os Encontros da Memória e relembrar Já caminha para três anos e meio o movimento de canelenses em prol da preservação da memória do município chamado Memorial Canela. Memória é um termo que remete a significados entrelaçados: é o ato de relembrar fatos por meio de encontros e entrevistas; é o esforço para deixar tudo registrado; é a iniciativa para aumentar a participação da história do local no conteúdo curricular das escolas; é a promoção de visitas a locais de interesse histórico; é o trabalho de constituir acervo e proteger os que estão sob ameaça de extinção, para então expor à visitação. Este último item citado, o da criação de acervo e exposição ao público em instalações adequadas, é o ponto nevrálgico que, uma vez atendido, significará a consolidação final da Associação Memorial Canela. QUEM ESTÁ LEVANDO ADIANTE O MOVIMENTO Democrático no acesso, o Memorial Canela está aberto à participação de interessados em sintonia com os propósitos da entidade, já regularizada com Estatuto Social e CNPJ. Criada em 2022 em encontros promovidos pelo seu maior incentivador e atual presidente, Paulo Drechsler, a Associação de Desenvolvimento e Preservação da Memória de Canela conta com dezenas de sócios que contribuem com pequena mensalidade para mantê-la. Casa de Pedra, sonho do Memorial O QUE TEM SIDO FEITO Já é público e notório que o Memorial Canela pleiteia a utilização, ao menos parcial, da Casa de Pedra (uma vez restaurada), como o local ideal para dar continuidade às suas atividades. Pela sua localização no Centro de Canela e por ser, por si próprio, um lugar histórico. UM DIA CHEGAREMOS LÁ Os associados do Memorial Canela têm visitado lugares e consultado profissionais na busca de subsídios para constituírem a sede e o museu da forma mais funcional e didática possível. Dentre exemplos que podem inspirar, citamos aqui a Casa Nostra, parte do Complexo Turístico de Pindobas, na localidade de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo. Desenvolvido pelo Polo Sebrae de Turismo de Experiência, é um local privilegiado que proporciona uma imersão na etnia italiana, de suma importância na região. Conhecer a Casa Nostra é viver uma experiência, além de histórica, sensitiva e visual. Lá o visitante revisita a história dos italianos que chegaram podendo até interagir. É música, teatro, design e culinária empregados na reconstituição de uma época e para mostrar que preservam as melhores tradições italianas. Preparo da polenta “em família” e soluções estéticas para mostrar a tradição, na Casa Nostra A FORÇA DA CASCATA NA OBRA DO ARTISTA Rafael Ferraraccio, artista paulista com carreira pontuada por mostras de sucesso na França (no Carrousel du Louvre), na Bélgica, Espanha, Polônia, Islândia, Japão e Mônaco, recentemente pintou em um local que também vai figurar nas suas melhores lembranças. Ele esteve no pé da Cascata do Caracol, a convite da Brocker Turismo, onde criou mais algumas de suas telas de arte sacra em estilo impressionista. Para Rafael, a experiência de pintar na base da Cascata foi impactante pela mistura da força da natureza, o som da água, a névoa que umedeceu a tela (mas não impediu o ato de pintar) e a paz. “A cascata impõe silêncio, respeito e inspiração ao mesmo tempo. Pintar neste lugar é permitir que a obra absorva essa energia, esse encontro entre o sagrado da natureza e o sagrado que procuro expressar na minha arte”, revelou.
O ano começou, o mundo já mudou
O ano mal começou e o mundo já não é o mesmo.Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, enquanto Caracas dormia, o tabuleiro geopolítico do hemisfério ocidental foi alterado de forma definitiva. Em menos de 30 minutos, forças americanas capturaram Nicolás Maduro, retiraram-no de um bunker fortificado e o colocaram em um avião com destino a Nova York, onde será julgado por narcoterrorismo. As reações foram imediatas, e previsíveis. Parte da comunidade internacional falou em “imperialismo” ou “violação da soberania”. O coro da indignação ecoou alto, embora seletivo. Prefiro acreditar na versão da tia do caixa do Rissul. Soa muito mais verdadeiro. A partir daquele momento, Donald Trump passou a ser analisado não como um showman errático, mas como um estrategista com objetivos claros, sinalizando uma inflexão dura na política externa americana. O que ocorreu naquela madrugada não foi improviso; foi execução. A pergunta relevante não é o que os Estados Unidos fizeram, mas quem entendeu o que aconteceu. O Brasil, por exemplo, entendeu? Para compreender o episódio, é preciso separar fatos de narrativas. Hugo Chávez chegou ao poder em 1998 pelas urnas, mas utilizou a flexibilidade do sistema democrático para subvertê-lo por dentro. Reescreveu a Constituição, aparelhou o Judiciário, subordinou as Forças Armadas e transformou a Venezuela em um laboratório de autoritarismo. Quando morreu, em 2013, Nicolás Maduro herdou essa máquina e a aperfeiçoou. Sob seu comando, o regime cruzou definitivamente a linha. As eleições de 2024 foram fraudadas diante do mundo. María Corina Machado, líder da oposição e hoje laureada com o Nobel da Paz, foi impedida de concorrer. Candidatos oposicionistas foram presos, jornais fechados, juízes perseguidos, presos políticos torturados. Ao mesmo tempo, quase 8 milhões de venezuelanos — cerca de 30% da população — foram forçados a deixar o país, produzindo a maior crise migratória da história das Américas. Diante disso, a pergunta incômoda permanece: é golpe remover quem já havia dado um golpe contra a própria democracia? A Venezuela transformou-se em uma encruzilhada estratégica para os principais adversários dos Estados Unidos. A Rússia fornecia armas e sistemas de defesa. O Irã firmava acordos de cooperação. Cuba oferecia inteligência e proteção pessoal. A China garantia acesso a petróleo e minerais estratégicos. Nesse contexto, o país passou a funcionar como peça avançada de um jogo maior, permitindo projeção do poder chinês, desestabilização regional e financiamento indireto do narcotráfico. Durante anos, esse processo ocorreu sem grande comoção internacional. A indignação só surgiu quando os Estados Unidos removeram a peça do tabuleiro. Os críticos defendem que Washington deveria ter aguardado a ONU ou respeitado a autodeterminação dos povos. Mas de que ONU se fala? Do Conselho de Segurança paralisado pelos vetos de China e Rússia? E que autodeterminação existe quando eleições são fraudadas e a alternância de poder é eliminada? Muitas vezes, a defesa abstrata de princípios serve apenas de álibi moral para não agir. A hipocrisia, aqui, não é exceção; é método. A operação deixou uma mensagem inequívoca. Sistemas de defesa russos foram neutralizados, forças especiais atuaram com precisão cirúrgica e Maduro foi retirado do país sem banho de sangue. A demonstração de superioridade não foi dirigida apenas à Venezuela, mas também à China, à Rússia e ao Irã. Isso ajuda a entender outra crítica recorrente: a de que tudo se resumiria ao petróleo. Sim, o petróleo está no centro da questão — mas como arma estratégica, não como espólio econômico. Energia, no século XXI, é poder. É nesse ponto que o Brasil entra no centro do debate. Durante anos, o país optou pela ambiguidade, relativizou fraudes eleitorais e manteve proximidade com o regime venezuelano. Agora, o custo dessa postura começa a aparecer. Em 2026, o Brasil escolherá seu próximo governo em um mundo menos tolerante à ambiguidade e mais duro com alianças mal calculadas. Em um ambiente organizado em blocos, não escolher é, na prática, escolher a irrelevância. As consequências, inevitavelmente, virão. Deus nos proteja. Hoje é apenas 9 de janeiro.
O ano virou, e nós?
O ano virou no calendário. Mudou o número, trocaram-se as folhas, desejaram-se felicidades automáticas. Mas o corpo acordou igual. O despertador tocou no mesmo horário, a cabeça pesada não se deixou enganar pelo calendário novo e, antes mesmo do primeiro café, os boletos também se renovaram: pontuais, eficientes, sem acreditar em recomeços. Janeiro costuma chegar com essa exigência silenciosa: agora vai. Agora precisamos ter metas, foco, energia, gratidão. Mas há algo fora do lugar quando o ano começa pedindo mais de quem já está exausto. Porque o cansaço que nos atravessa não é apenas físico. É um cansaço difuso, emocional, social. Um cansaço de estar sempre atento, sempre reagindo, sempre tentando dar conta. Não é só falta de sono. É excesso de mundo. Vivemos em estado de alerta contínuo. Notícias que não cessam, cobranças que se acumulam, a sensação constante de que estamos atrasados, de respostas, de dinheiro, de futuro. Descansar virou um intervalo técnico, não uma experiência real de reparo. Mesmo quando paramos, algo em nós continua ligado, vigilante, preocupado com o depois. E quando chegam as férias, para quem consegue tê-las, elas nem sempre descansam. O corpo até desacelera, mas a mente permanece ocupada. Há o celular que não silencia, a culpa por parar, o medo do retorno. Descansar, hoje, parece um privilégio frágil, quase clandestino. Como relaxar de verdade quando sabemos que, ao voltar, tudo estará nos esperando exatamente como deixamos? Nesse cenário, ativamos o modo sobrevivência. Seguimos funcionando, resolvendo, pagando, cumprindo. Planejar o futuro vira um luxo! Sonhar a longo prazo, um risco. O discurso das metas, tão comum no início do ano, ignora essa camada profunda da experiência contemporânea: antes de querer mais, muita gente só está tentando aguentar. Talvez por isso tanta frustração. Talvez por isso a sensação de inadequação. Como se o problema fosse individual, quando na verdade é coletivo. Não estamos falhando por não conseguirmos recomeçar com entusiasmo. Estamos cansados demais para fingir que tudo se resolve com força de vontade. Esse cansaço não é sinal de fraqueza. É sintoma de um tempo que exige demais e oferece pouco espaço de respiro. Um tempo que celebra produtividade, mas não cuida de quem produz. Um tempo que cobra esperança, mas não garante condições. Então, quando o ano vira, vale perguntar: e nós? Em que ponto ficamos nessa virada apressada? Talvez 2026 não precise que sejamos melhores, mais rápidos ou mais eficientes. Talvez precise apenas que sejamos menos exaustos. Que possamos começar o ano não com promessas grandiosas, mas com um pouco mais de escuta de nós mesmos e do mundo à nossa volta.
Costumes do Dia de Reis
(Pela noite santa…) Eles são tão antigos quanto belos. Os tradicionais Ternos de Reis, manifestação folclórica sedimentada nos relatos da Sagrada Escritura é um legado que os açorianos nos trouxeram, sendo presença marcante em inúmeras cidades gaúchas. As “cantorias” giram em torno da “estrela guia”, “nascimento do salvador”, “Reis Magos”, “presépio”, etc. Em poucas palavras, a visita de rancho em rancho, de casa em casa, segue o seguinte ritual: chegada, licença para entrar, anunciação, louvação, agradecimentos e despedida. O objetivo dessas visitas, varia de Terno para Terno. Uns, cantam pelo simples prazer de louvar o nascimento do “Divino Tropeiro”; outros, já saem esperando uma justificada retribuição em forma de “comes e bebes” ou, quem sabe, alguns trocados, tornando assim mais “gordo” seu Natal. Eles cantam de 24 de dezembro a 6 de janeiro. Assim, lá vão eles estrada a fora, com seus cânticos… “Agora mesmo chegamos na beira de seu terreiro; para cantar e tocar, licença peço primeiro”. “Meu senhor dono da casa / acordai desse sono profundo; venha ver os Três Reis Magos, / louvando Deus pelo mundo”. “Porta aberta, luz acesa, / sinal de muita alegria; entra eu, entra meu Terno / entra toda a companhia” “Meu senhor dono da casa / escute que está bem visto; viemos trazer-lhe notícias / do nascimento de Cristo”. “A estrela que nos guia, é que dá o esplendor; é nascido Jesus Cristo filho de Nosso Senhor”. Os Ternos de Reis – que encerram suas visitas no dia 06 de janeiro, Dia de Reis – expressam em seus cantares simples, além da religiosidade rural, o folclore mais puro de várias regiões do Brasil e principalmente do Rio Grande do Sul. Aqui, entre outros, ainda podemos apreciar as cantorias do Terno de Reis Irmãos Seibt que, há mais de 50 anos, canta e encanta as noites do ciclo natalino em Canela… a nossa terra!