A vista mais famosa do Rio Grande do Sul ganha três andares, piso de vidro e um bistrô de frente para o vale. Onde antes cabiam apenas alguns passos e uma selfie apressada, surge agora uma estrutura monumental. O novo Mirante da Cascata do Caracol será inaugurado em 27 de novembro, proporcionando aos visitantes um olhar ainda mais contemplativo da vista mais icônica da Serra Gaúcha – agora ampliado, moderno e com parte do piso em vidro, que permite ao visitante a vista privilegiada do vale sob os seus pés.Desde que o Parque do Caracol abriu, em 1973, o mirante é o coração da visita ao empreendimento. Milhões de turistas já se apoiaram naquele corrimão para ver a famosa queda d’água de 131 entre as araucárias – um espetáculo natural que segue encantando gerações. Ao longo de cinco décadas, estima-se que entre oito e 12 milhões de pessoas tenham observado a Cascata do Caracol a partir do mirante – um ponto de encontro entre memória e natureza. A antiga estrutura, com apenas 40 m², deu lugar a um mirante completamente revitalizado , com 1.180 m², distribuídos em três pavimentos. O projeto é assinado pelo arquiteto e urbanista Índio da Costa, referência nacional em obras que unem forma, emoção e paisagem. “O Mirante do Cascata do Caracol foi um projeto muito especial para nós, concebido para promover a completa imersão do visitante na inebriante paisagem de Canela. Nosso objetivo foi criar múltiplas experiências. Para todos, o prazer da pura contemplação ainda mais envolvidos na paisagem. Para os mais ousados, a emoção do piso de vidro”, revela Índio da Costa.Além do piso de vidro, o novo mirante conta com um bistrô panorâmico, anexo à estrutura principal, onde o visitante poderá desfrutar de cafés e refeições diante do vale. É uma combinação de gastronomia e paisagem que prolonga a visita e transforma a contemplação em experiência sensorial. Com a abertura do Mirante da Cascata do Caracol, o Parque do Caracol se posiciona, ainda, como um atrativo que oferece diversos ângulos da Cascata. Do Observatório, de onde é possível vê-la do topo das araucárias, do Salto de Pêndulo, de onde chega-se mais perto da grandiosidade da queda d’água e agora do novo Mirante, onde encontra-se a melhor e mais famosa vista, que é o cartão-postal de cidade. PROCESSO DE REVITALIZAÇÃO O mirante faz parte do amplo processo de revitalização do Parque do Caracol, conduzido pelo Grupo Iter, que administra o atrativo desde 2022. Foram R$ 40 milhões investidos nesta etapa – R$ 60 milhões no total desde o início da concessão – e o grupo projeta R$ 100 milhões em melhorias ao longo dos 30 anos de contrato. ““É com grande entusiasmo que celebramos a inauguração do Mirante da Cascata! Essa entrega é muito mais que uma obra: é um marco. O novo Mirante é um presente para moradores, visitantes e para todos que acreditam no potencial da Serra Gaúcha como referência nacional e internacional, assim como nós acreditamos”, ressalta Marcelo Gomes, diretor de Desenvolvimento e Implantação do Grupo Iter, holding brasileira que administra o parque. SUNSET NO PARQUE E para comemorar esse reencontro em um lugar tão emblemático para gaúchos e turistas de uma forma especial, o Mirante da Cascata do Caracol receberá a programação ‘Sunset no Parque’, entre os dias 27 e 30 de novembro. A programação musical embalada pelo pôr do sol de uma paisagem icônica, que já se consolidou no Parque Bondinho Pão de Açúcar® (Rio de Janeiro), outro atrativo do Grupo Iter, agora desembarca em Canela para marcar uma experiência inesquecível. O acesso ao Mirante já está incluso no valor do ingresso, sem custo adicional aos visitantes. “O novo Mirante é um convite para redescobrir uma das paisagens mais emblemáticas do Rio Grande do Sul e sentir algo diferente de antes. Estamos muito orgulhosos de entregar esse novo atrativo, que faz parte da vida de tantas pessoas e de grandes memórias, além de carregar a essência da história do Parque do Caracol”, afirma Sandra Ferraz, Gerente Geral do Parque do Caracol. O novo Mirante da Cascata do Caracol é mais que uma obra, é a volta de um símbolo. Um lugar onde Canela se reencontra com sua própria imagem refletida na água, no vidro e nos olhos de quem chega. A paisagem é a mesma – mas a experiência, agora, é outra: mais próxima, mais intensa, mais inesquecível.Para quem goste de aventura, uma novidade será lançada em breve anexa ao Mirante. O novo atrativo promete elevar a experiência da vista da Cascata a outro nível de emoção. NOVOS HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO Com a chegada da alta temporada na região, o Parque do Caracol passa a operar diariamente de 27 de novembro a 3 de fevereiro de 2026, sempre das 9h30 às 19h, com a bilheteria funcionando das 9h30 às 18h.Endereço: Rodovia RS 466, km 0, s/n – Caracol, Canela – RS, 95680-000Funcionamento: de quinta a segunda-feira, das 9h às 17h (até 26 de novembro).Modalidades e valores de ingressos em www.parquecaracol.com.brIsençãoPessoas nascidas ou moradoras de Canela e Gramado, mediante documentação comprobatóriaCadeirantesGuias de turismo com CadasturCrianças até 5 anosPesquisadoresEstudantes e professores da rede pública de ensino fundamental e médioServidores e agentes de órgãos de segurança públicaMeia-entradaPessoas acima de 60 anos, mediante a apresentação de documento oficial com foto, conforme artigo 23 da lei 10.741/2003.Crianças (de 6 a 12 anos), mediante a apresentação de documento oficial com foto;PcD e Acompanhante, mediante a apresentação de laudo médico e/ou documento oficial com foto.ID Jovem, jovens entre 15 e 29 anos, mediante apresentação da Carteira de Identidade Jovem emitida pela Secretaria Nacional de Juventude acompanhada de documento oficial com foto.Estacionamento: R$15 (valor especial para canelenses e gramadenses). Para os demais visitantes, o valor é R$ 30.Site e redes sociaisSite: www.parquecaracol.com.brInstagram: @parquedocaracolFacebook: @parquedocaracoloficial
Ginger House, a casa mais doce de Canela.
A Ginger House parece uma casinha de contos de fadas, perfumada pelo cheiro de baunilha e açúcar e com o balcão vitrine repleto dos coloridos e saborosos doces que o famoso confeiteiro Bruno Silvestrin não para nunca de inventar. Com 7 anos de prática na criação de sabores, a casa sempre surpreende lançando alguma novidade inusitada. A Ginger nasceu em 2018, após a participação de Bruno no programa Que Seja Doce, do GNT, quando arrasou com seus cupcakes de todos os sabores e cores. Na volta a Canela realizou o desejo de oferecer suas gostosas criações na sua cidade natal e fez sucesso imediato. Hoje, junto com o marido Adriel Deotti está pesso-almente à frente da sua loja que já fez fama como sendo a esquina mais doce da Serra Gaúcha. A casa fica próxima ao centro de Canela em uma residência histórica dos anos 60 com facilidade de estacionamento. O sucesso veio rápido e a antiga construção precisou crescer e reaparecer toda reformada e atualizada para suprir a demanda da clientela. Ficou linda e super aconchegante.A cada visita, uma novidade inusitada surpreende o público que busca experiências além do comum. Agora, um moderno painel de autoatendimento dá conta do fluxo intenso de frequentadores. Agora é possível fazer seus pedidos de forma mais rápida e prática: Escolher doces, bolos, tortas, cafés e bebidas diretamente na tela, definir se quer levar ou consumir no local, seguir as instruções simples e aguardar por sua compra. No frio do inverno, com seu sabor irresistível, o chocolate quente especial, com receita trazida de Nova York, virou moda por aqui e já é febre entre os visitantes, e para a turma fit uma ótima opção é o Frozen de Mirtilo que alimenta e é super saudável. Bruno Silvestrim é um artífice dos sabores. Responsável por todas as criações da loja ele sempre se supera. Ele se inspira em momentos inusitados para testar combinações, sempre com alguém anotando cada detalhe para não esquecer da receita depois. Todos os sabores são irresistíveis. Os salgados ficam de lado, tudo na Ginger é doce e até as coxinhas aparecem em versão brigadeiro, com várias opções de recheio. Os folhados com creme pâtissière desmancham na boca, e as tortas desafiam os paladares mais sofisticados. A máxima da casa é sonhos feito de açúcar, e não podia ser mais verdadeira. Lá dentro todos viram criança com vontade de provar um pouco de cada coisa. O jeito é escolher alguma das lindas embalagens disponíveis e levar muitos para casa, para comer sozinho ou para presentear. Ginger House Horários:Terças a sábados das 14h às 19hDomingos das 14h às 18hFechamos às segundas Endereço:Esquina da Fernando Ferrari com Alberto Pasqualini E-mail:contato@ferreo.com.br Fone/Whats:(54) 992 120 547 Instagram:@eusilvestrin
Social da Samanta – 702
As anfitriãs do Troféu Infinito: Carlise Bianchi e Any Brocker. A 18ª edição da premiação foi realizada no Centro de Eventos Ritta Höppner em Gramado e reuniu os maiores players do turismo no Brasil, além de convidados do trade e autoridades Foto: Rafael Cavalli Grazi Franzen recebeu o Chef Marcelo Schambeck para edição especial do Chef Surpresa em comemoração aos 10 anos do Containner Bistrot Foto: Bárbarra Ribeiro Jaison Remonti, Guilherme Klein e Marcos Eduardo estão à frente do Santa Clarita Pizzeria, que está surpreendendo pela alta qualidade e sabores diferenciados! Parabéns meninos! Foto: Bárbara Ribeiro No Festuris Gramado, no painel sobre Ecossistema de Saúde, Rodrigo Pazetto, a secretária Kenia Jaeger, a CEO do Pompéia Ecossistema Lara Vieira e o secretário Jean Spall Foto: Divulgação No recente Road Show de vinhos da Importadora Épice, que ocorreu na 1835 Carne e Brasa, o anfitrião Jadir Engers, da Velha Laje, em meio a Luíz Chalita Duarte (filho) e Luís Duarte (pai), uma família de renome na vinicultura portuguesa Foto: Divulgação Amanda Fattori, Laura Candiago e Jaqueline Vacari, idealizadoras do evento Cocriar, que aconteceu em Gramado no último dia 15 reunindo cerca de 50 mulheres em uma noite inspiradora dedicada ao empreendedorismo e à carreira feminina Foto: Divulgação
Social da Bina – 702
Carlise Bianchi e Any Brocker entregaram para Juliano Soares o Troféu Amigo Colaborador, uma homenagem da empresa Brocker com seu Troféu Infinito Foto: Rafael Cavalli SPAZIO TRUSSARDI Inaugurou ontem em Gramado o Spazio Trussardi. Um ambiente pensado para gerar mais conforto e inspiração. Quem assina o ambiente na cidade é a Casa Blumenau. TOSQUIA & PARRILLA Domingo tem uma programação incrível no Borgo 28. O espaço receberá o chef Fernando Schimanoski, que comandará a parrilla, e o tosquiador Jaime Junior, que vai mostrar de perto o processo da tosquia das ovelhas Texel. Uma programação pensada para quem ama natureza, gastronomia e cultura rural. Um dia de campo no coração da Serra, com churrasco, boa companhia e uma vivência única junto às ovelhas do Borgo. O Chef Marcelo Schambeck foi o convidado do Chef Surpresa edição especial 10 anos do Containner no último dia 07/11 Foto: Bárbara Ribeiro Liane Weber e Renato Temer em noite especial de 10 anos do Containner Bistrot em Canela Foto: Bárbara Ribeiro Daniela Cecconello elegante em evento de vinhos em Gramado Foto: Paula Vinhas Márcia Chagas foi ao Hard Rock Gramado para conhecer os vinhos e espumantes Bischoff Wines Foto: Paula Vinhas
É problema nosso, sim!
O fato de vivermos no extremo sul de um país tão grande cria uma barreira geográfica que falsamente faz parecer, a muitos de nós, que aqui nos pampas os fatos ruins do Brasil, ou não são de nossa responsabilidade, ou demoram mais para nos atingir. A gente, por conforto, se blinda com raciocínios e preconceitos como “a corrupção está lá em Brasília”, “a violência desenfreada está lá no Rio”, “a miséria está lá no Sertão”. A distância de mais de 3.500 quilômetros que separa Canela de Belém do Pará poderia entrar para a lista de desculpas para não nos interessarmos pelo que está acontecendo na COP (Conferência das Partes) – 30, maior encontro anual para tomada de decisões para combater o aquecimento global e suas consequências. “Isso é problema lá para a Amazônia”, seria mais uma míope opinião nossa. A triste coincidência de um tornado quase por abaixo uma cidade inteira na região Sul, aqui perto, no Paraná, a três dias do início da COP-30, talvez tenha feito alguns repensarem o assunto. Catástrofes climáticas estão batendo de novo à nossa porta, quando nem terminamos de limpar os escombros e reconstruir tudo que a enchente de 2024 destruiu. Pergunta: o que eu posso fazer? Resposta: contribuir, com a minha migalha, para amenizar esse pesadelo do aquecimento do planeta, que altera a temperatura das águas dos oceanos e faz tanto estrago. Bilhões de migalhas podem ajudar a pintar um quadro melhor. Nesse sentido, assim como há condutas a condenar, há modelos a seguir. A FIGURA DE DONALD TRUMP O retorno de um dos homens mais poderosos do mundo à Casa Branca é fato a lamentar no contexto das políticas visando à reversão da crise climática.Em nome do impulso para a economia americana voltar a ser gigante, e para o que não mede consequências, Donald Trump revê acordos firmados e anula práticas salvadoras do meio ambiente que presidentes anteriores adotaram. Ele retirou o país do Acordo de Paris (sobre o clima, firmado por 195 países) e não ratifica, classificando como “farsas”, compromissos para redução de gases na atmosfera. Suspendeu bilhões em créditos fiscais e empréstimos para energia limpa – um exemplo de empresa atingida com a medida é a General Motors, que receberia novo aporte para converter uma planta para veículos elétricos. Tira da gaveta novamente uma agenda energética em que libera terras federais para extração de petróleo, gás e carvão e priorizando incentivos a combustíveis fósseis. Foto: Kalhh – Pixabay Coerentemente com sua conduta, não permitiu a participação oficial dos EUA na COP-30. O QUE AS EMPRESAS PODEM FAZER Encontramos bons exemplos no meio corporativo. Resultado da visão de fundadores e CEOs, empresas como a Natura angariam prestígio internacional e prosperam alicerçadas na valorização das pessoas e na melhoria da qualidade ambiental. Natura é uma empresa 100% carbono neutro, que mede e compensa as emissões de gases em toda a sua cadeia, desde a extração de matéria-prima até o descarte de produtos. O co-fundador da Natura, Guilherme Leal, com a Dengo Chocolates (ainda ausente no Rio Grande do Sul) levou para a indústria alimentícia o seu ideal de ter empresas imbuídas de responsabilidade social e ambiental. Sustentável em todas as etapas do processo, a Dengo está recuperando e redesenhando a economia do cacau na Bahia a partir da valorização das famílias dos produtores, que atravessavam até há pouco uma fase de total desestímulo a essa atividade. Marta Rossi e Eduardo Zorzanello, do Festuris, recebendo a certificação SeloXISFoto: Claiton Saul Mesmo em Canela, lembro de um belo exemplo, o de Rafael Zilio e Patricia Picoli, que pagam salário para artesãos produzirem peças para a Mãos do Mundo em seu habitat, na Ásia. Eles já foram várias vezes conferir as condições de vida de muitos que lhes fornecem aquelas coisas maravilhosas. No ramo do vestuário, as Lojas Renner, com filial em Canela, têm nos lucros uma das recompensas por adotarem o conceito da circularidade. Em lojas circulares há menor uso de matérias-primas na construção ou reforma, priorizando materiais reciclados e recicláveis. Nas roupas em exposição, espaços cada vez maiores para peças produzidas com práticas sustentáveis e fibras naturais, sob o selo da Moda Responsável. Desafio para empresas que vendem produtos que são resultado da filosofia da sustentabilidade, é o custo. Geralmente custam mais, porque embutido no valor de venda há uma melhor remuneração de todos agentes envolvidos na pirâmide.Grandes eventos, por fim, também servem de espelho para mirarmos o exemplo. O Festuris Gramado, edição 2025, recebeu a certificação SeloXIS, que reconhece práticas sustentáveis e de responsabilidade social, ambiental e de governança (ESG). E NÓS, COMO PODEMOS CONTRIBUIR? Reciclando. Evitando o desperdício. Não tendo receio de parecermos antiquados por levarmos sacola para o supermercado. Deixando o carro mais tempo na garagem, quando o frio passar. Comprando produtos na versão refil, mais baratos. Um litro do refrigerante famoso, na garrafa retornável de vidro, custa pouco mais que uma latinha, além de ajudar a combater a verdadeira praga da embalagem Pet. Foto: Kalhh – Pixabay No quarto do meu filho há um bom e velho aparelho de LCD, que, em quase 20 anos, já estragou e mandamos para o conserto, por que não? Ainda saiu mais em conta do que comprar um novo, de LED, continua servindo e não foi parar numa montanha de lixo eletrônico. Vocês já entraram em um bom brique, de móveis ou de roupas? Já mandaram tingir um jeans que ainda está bom? Dêem ao lixo a destinação certa. Pensem sempre no que prega o (Carlos) Frozi, canelenses! Nosso secretário do Meio Ambiente é a personificação do ideal de viver num mundo mais limpo, num planeta mais longevo. CONVOCAÇÃO PARA DIVERSÃO O Parque do Palácio receberá, de natureza aberta, famílias inteiras para uma tarde-noite de encantamento. Será na quinta-feira (20), feriado, se o tempo permitir. Não percam: Oficina de grafite, com Bernardo Jr; Performance poética, com Jess; Tranças da Tia Lia (embelezando cabelos); Piquenique, com cookies da Dauper e croissants da Panni; Tambores ao pôr do sol, com Adilson e Alan; Filmes
Harmonizando vinhos e livros
A gente costuma dizer que toda ocasião pede um vinho. Da mais cotidiana às grandes celebrações, a bebida parece combinar com todos os momentos. Mas você aí, já pensou em harmonizar vinhos e livros? Pois é essa a proposta da Adega Literária, que apresenta um formato diferente de clube de leitura. O projeto foi criado por Larissa Verdi e Ana Paula Valduga, ávidas leitoras, que encontraram na literatura e nas taças paixões em comum. Recebemos as duas no programa e elas nos contaram tudo sobre o projeto (para conferir nosso papo, acessa lá o nosso canal no YouTube ou no Spotify). Uma vez por mês, elas comandam um encontro cheio de conteúdo para debater sobre o enredo, os personagens e o estilo das histórias contadas através das páginas. Para acompanhar, um ou mais vinhos harmonizam com o tema e embalam o debate. Características dos personagens, gênero literário e origem do autor ou da autora, tudo serve para guiar a escolha dos rótulos que farão parte de cada edição. A cada encontro um novo título e também um novo lugar. As reuniões acontecem em lugares diferentes de Bento Gonçalves e região como restaurantes e vinícolas, garantindo que cada experiência seja realmente única. Além de aprofundar a leitura, o clube também provoca os participantes a deixarem o mundo digital de lado para dar foco ao hábito da leitura. Ao unir o mundo do vinho ao da literatura, a Adega Literária vai além, e instiga os clubeiros e clubeiras a interpretarem também os vinhos. Será que esse Tannat traz a mesma rusticidade do protagonista? E a acidez desse Alvarinho harmoniza com o sarcasmo daquela personagem? Como sempre falamos, experiências como essa ampliam nosso repertório sobre a bebida, são uma forma prazerosa de estudo e ainda proporcionam trocas com outras pessoas de maneira presencial. Assistir um seriado enquanto degusta uma taça tem seu valor, mas quem sabe você também não encontre felicidade substituindo a tela pelas páginas? Para conhecer melhor, saber as novas datas e lugares da Adega Literária acesse o perfil do projeto no Instagram @adegaliteraria. O Happy Wine também está no Instagram (@happywinenaclube), YouTube, Spotify e toda quinta-feira, às 22h, na Clube 88.5 FM.
Saúde Financeira
Quando falamos de saúde a primeira coisa que vem a nossa mente é a física, mas temos que dar cada vez mais atenção para nossa saúde financeira, pois ela reflete diretamente na nossa saúde física, mental e emocional. Que são importantes áreas da nossa vida, como também nos relacionamentos e o trabalho. E porque não temos hábitos saudáveis quando tratamos das nossas finanças? A respostas podem ser as mais variadas, como: porque meus pais faziam assim, porque uso o consumo como uma válvula de escape, e porque preciso me compensar. Ou porque cresci com preconceitos sobre ter dinheiro, meu lema era: viver o hoje, pois o amanhã pode não chegar, mas todas essas respostas provem da falta de educação financeira, e a notícia é que o amanhã chega sim, e com ele a conta de quem não se preparou para esperá-lo. Adquirir hábitos para ter uma vida financeira saudável, depende da nossa disposição para começar praticá-los, é um exercício de resiliência. Quando nos permitimos trabalhar a nossa mente, ela por si só convence-se que a sua vida em geral, não somente a financeira vai melhorar muito. Então a minha proposta para vocês leitores é reavaliar as finanças de 2025 até aqui. E começar a praticar para que o próximo ano seja surpreendente. Sugestões para começar agora: Quando colocamos os nossos sonhos no papel, é o primeiro passo, para nós e os nossos sonhos também verem que acreditamos neles. Por isso é tão importante criar os hábitos acima, se é que ainda não tenho, pois é aí que damos sentido de porquê colocar em pratica todos esses passos. Pois quando estamos com problemas financeiros, dívidas, desorganizados financeiramente, e ou lidando com a impotência de ver o meu dinheiro sumir todos os meses, não consigo ser produtivo no trabalho, ser atencioso e paciencioso com a minha família, e comigo mesmo. E é ai que começo a comprometer a minha saúde física, mental e emocional. Quando identificamos que as nossas finanças estão com problemas, e com rendimento abaixo do esperado, temos que procurar mudar nossos hábitos, para assim termos resultados diferentes. Se você acha difícil começar a praticar todos esses passos, comece com um deles, logo passe para o segundo e assim sucessivamente, e quando você se der conta, estará praticando-os automaticamente, melhorando assim a sua saúde financeira, e como consequência as outras áreas da sua vida. Quando nos propomos e agimos para fazer diferente nas nossas finanças, com um propósito maior, teremos com certeza uma vida financeira mais saudável, equilibrada e produtiva.
DARWIN, PERDOE-NOS!
Dizem que o ser humano se adapta a tudo. Darwin já defendia que sobrevive quem melhor se adapta, e talvez esteja aí o erro da espécie, o começo do fim. Acredito que confundimos “adaptação” com “rendição”. Tornou-se arte se ajustar a um mundo torto e chamar isso de evolução. Aprendemos a dizer “é assim mesmo” como quem reza um mantra. Mas não é. Nada disso deveria ser. Nos acostumamos com as chuvas e ciclones que engolem cidades inteiras, com famílias que veem suas casas sumirem como recentemente ocorreu no Paraná. Na TV, chamam de tragédia. Mas tragédia é o que não se pode evitar e essa, a gente poderia se cuidasse melhor do meio ambiente. Só que o descaso também virou paisagem. E seguimos o dia, porque o trabalho não espera, porque “não dá pra parar”. Mas devia dar. Devia nos parar por dentro. Vivemos com o contratante que “paga depois”, com o produtor que acha que arte se faz de amor e aplauso, com o “jeitinho brasileiro” que sempre escorrega pro abuso, das pessoas que pisam nas outras para ocuparem cargos de “poder” e ostentarem sua Mercedes- Benz e roupa de marca (pagas a prestação ou às custas de golpes às vezes aplicados na própria família). E vamos aceitando, mas não devíamos, por cansaço, por medo, por necessidade. Até que o abuso vira regra, e a dignidade, luxo. Aos poucos, o absurdo se instala com tanto jeitinho que a gente o convida para um café. O corpo segue, mas o espanto vai embora. E sem espanto, a alma adoece silenciosa, adaptada, eficiente. Darwin devia voltar pra ver o que fizemos da teoria dele. A sua Seleção Natural agora escolhe quem consegue fingir melhor, quem se adapta ao caos, ao descaso, ao salário que não chega, à fila que nunca anda, quem engole indignação com gosto de rivotril. Mas talvez a evolução, hoje, esteja justamente em desaprender a se adaptar. Em desobedecer à lógica do “sempre foi assim”, em não aceitar que o absurdo ganhe crachá de normalidade. Porque o ser humano que se adapta demais termina cabendo em qualquer forma, e quem cabe em qualquer forma já perdeu o contorno. Querido Charles Darwin, seus avanços sobre a evolução nas ciências transformaram o mundo, porém ouso arriscar que a próxima etapa da nossa evolução enquanto espécie (se é que ainda podemos ser taxados assim), não seja fisiológica, mas ética. Não será a do corpo que se ajusta ao ambiente, mas a da consciência que recusa a se moldar ao inaceitável.
Como foi o comércio em Canela no mês de outubro
Minha experiência em uma loja que atende o morador. Apesar da adesivagem mencionar Outubro Rosa, era com o Dia das Crianças que a loja de produtos de beleza onde comecei a trabalhar realmente se preparava. E, embora o meu início na loja tenha coincidido com a véspera da data, não vi grandes movimentos de venda de produtos para criança acontecer – exceto para uma circunstância: o Cabelo Maluco. Mães de diferentes escolas apareciam buscando alguma solução para prender a arte no cabelo dos filhos. Vendemos bem spray de cor, gelatina modeladora, mechas coloridas, presilhas, glitter… O Cabelo Maluco começou a acontecer nas escolas no mês de outubro por volta do ano 2023, é algo recente. As crianças adoram, mas as mães “corridas” se queixam da tarefa que é pensar no que fazer, sair atrás de todas as coisas, e depois, montar o penteado. Adorei perceber esta necessidade e atender à demanda em nome da minha loja. Passado o domingo do dia 12, na segunda-feira o clima já era de halloween. A loja agora estava decorada com abóboras e morcegos e, para vender, vi surgir aquela máscara do pânico, chapéu de bruxa e maquiagem como batom preto e sombras escuras. Esses itens para criar makes dramáticas venderam muito bem, mas percebi, observando os clientes, que o nosso halloween brasileiro está meio misturado: as pessoas estão usando a data para se fantasiar não necessariamente de algo assustador. Atendi uma moça que buscava acessórios para se caracterizar de Cleópatra. Quando me mostrou a foto do vestido, lembrei de um bracelete dourado cravejado com um gato preto muito igual aqueles gatos da arte egípcia. Mostrei a peça, ela colocou alto no braço e ficou simplesmente… Cleópatra. Outra cliente procurava algo para compor um look viking. Ao olhar a nossa sessão Acessórios, encontrou um conjunto de tiras de couro com um leme. O couro e o leme são perfeitos para algo que remete à força, rusticidade e oceano – como são os vikings. Ela comentou que o marido iria de Ragnar, que levaria o conjunto para ele colocar no pulso. Minha conclusão: o que movimenta o comércio no mês de outubro é a criatividade e a fantasia com foco no Cabelo Maluco e Halloween. Porém, as lojas precisam pensar em sair um pouco do convencional. É o que eu diria se me perguntassem qual é a minha aposta de vendas para o mês de outubro de 2026!
Nem só de churrasco vive o gaúcho
(Falando de usos e costumes…) Charge do amigo Bier (Jornal Nova Época – 10.06.1987) A culinária gaúcha, como sabemos, é muito rica e variada, e vai muito além dos tradicionais “churrasco” e “arroz de carreteiro”… E toda essa tradição de sabores e saberes que vem do indígena, do açoriano, do espanhol e do negro, ganha as influências alemã e italiana, principalmente, com muitos tipos de cozidos, revirados, ensopados, e os mais diversos tipos de assados na brasa e no forno. Na verdade, existe mais de uma centena de pratos e combinações regionais que identificam o Rio Grande do Sul, pela representatividade: Arroz de carreteiro, é com charque… Churrasco, é carne assada (excetuando-se, aí, o galeto)… Assim, panelas e pratos cheios é que não faltam: Os assados no forno como o charque, o porco (com batata doce), a ovelha, a galinha recheada; Os guisados, como o picadinho de carne (com moranga, chuchu, feijão de vagem), o charque com batata; Também as sopas e canjas; E os doces (meu Deus!), numa infinidade de sabores tendo como “sinuelo” os tradicionais arroz-doce, ambrosia e sagu, para citar alguns. A lista é grande, como também é a relação de autores com seus livros. Vale citar o pioneiro Dante de Laytano, o Glaucus Saraiva, o Carlinhos Castillo, o Mestre Leite, o Antônio Augusto (Nico) Fagundes e, até este peão, com seu livro “Depois do Churrasco…”. A imagem acima? Não é “churrasco de ovo” e sim, ovo assado no espeto… que dá para fazer perfeitamente, respeitando alguns detalhes… São criações e combinações que aumentam nossa riqueza culinária e cultural, bem ao gosto do folclore do Rio Grande do Sul… a nossa terra!