O voluntariado somado à solidariedade possibilitou que um importante espaço de acolhimento fosse reconstruído. A união de esforços de lideranças e profissionais de diferentes setores da sociedade viabilizou a reinauguração da Casa Lar, em Canela, na quinta-feira (30). O espaço acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Um ano após o incêndio que destruiu parte da estrutura, o abrigo foi devolvido à comunidade em cerimônia marcada por gratidão e senso de dever coletivo. O evento ocorreu na sede da instituição, reunindo representantes do Poder Judiciário, da administração municipal, empresas e voluntários que se engajaram na reconstrução do local. Mais do que uma entrega de obra, a ocasião simbolizou a força de uma cidade que reagiu com união diante da adversidade. Durante a solenidade, foi anunciado o projeto da Casa dos Adolescentes, que será construída no mesmo terreno. O novo espaço será destinado a jovens entre 18 e 21 anos, que deixam o acolhimento institucional ao atingirem a maioridade. A proposta é oferecer moradia temporária, orientação profissional e suporte emocional, garantindo uma transição mais segura para a vida adulta. Mantida pelo Município de Canela e administrada por entidade parceira sob fiscalização do Juizado da Infância e Juventude, a Casa Lar oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por situações de negligência, violência ou abandono. Na Casa Lar encontram moradia, alimentação, apoio pedagógico e acompanhamento psicológico, até que possam retornar às famílias de origem ou serem encaminhados à adoção. A reinauguração da Casa Lar reafirma o valor da solidariedade como fundamento de uma comunidade saudável. O incêndio, que poderia ter deixado apenas ruínas, transformou-se em um movimento de reconstrução coletiva. Cada doação, cada gesto e cada hora de trabalho voluntário demonstraram que Canela sabe reagir quando o que está em jogo é a proteção de suas crianças. A nova Casa Lar é, agora, mais do que um endereço: é um símbolo de compromisso social. E sua reconstrução deixa uma lição clara – quando a cidade decide cuidar, nada se perde. O INCÊNDIO E O RECOMEÇO Em 10 de junho de 2024, um incêndio provocado por uma explosão de botijão de gás atingiu o anexo da Casa Lar. As chamas destruíram a cozinha, a lavanderia e o depósito de alimentos. Ninguém se feriu, mas o local ficou completamente inutilizado. A tragédia desencadeou uma série de campanhas de arrecadação que envolveram empresas, escolas, entidades e cidadãos. Rifas, eventos culturais e doações anônimas ajudaram a financiar as obras. Profissionais locais abraçaram o projeto desde o início liderados pela juiza titular da Vara da Infância e Juventude de Canela, Simone Chalela, entre eles, Renata & Patrícia Arquitetura e Interiores, Papa & Papa Arquitetura e Engenharia, Construtora Josué Felipe Ruppenthal e o delegado de Polícia Civil, Vladimir Medeiros. Com o apoio técnico e humano de vários voluntários, a Casa Lar foi sendo refeita aos poucos – cada parede, cada móvel reinstalado, cada detalhe pensado para oferecer mais segurança e conforto às crianças acolhidas. ALGUNS DOS VOLUNTÁRIOS Simone Chalela Entre os muitos rostos que se uniram para reconstruir a Casa Lar, o da juíza Simone Chalela, titular da Vara da Infância e Juventude, representa a liderança firme e sensível que deu rumo à mobilização. Para ela, o espaço vai muito além de uma edificação restaurada – é um símbolo de recomeço, acolhimento e esperança para crianças e adolescentes que precisaram de proteção. “Sinto uma profunda alegria e gratidão. A Casa Lar mostra que, quando a causa é justa e transparente, a comunidade se une com o coração. É a prova viva da solidariedade de Canela”, afirma a magistrada. Motivada pelo dever institucional e pelo compromisso humano de garantir que nenhuma criança ficasse desamparada, Simone liderou a reconstrução com serenidade e determinação. “O papel de quem atua na infância e juventude vai além dos processos. É estar presente na vida dos acolhidos e ajudá-los a recomeçar com dignidade.” Para ela, o resultado final representa mais que uma obra concluída – é o retrato de uma cidade que decidiu cuidar. Vladimir Medeiros Entre as lideranças que ajudaram a tornar possível a reconstrução da Casa Lar de Canela, o delegado Vladimir Medeiros teve papel importante na mobilização de apoiadores e na articulação de doações. “Minha singela participação foi a de conectar pessoas e parceiros ao projeto. Recorri a amigos, empresários e comerciantes que sempre contribuíram com as ações sociais da Delegacia, e o engajamento foi imediato. Criou-se uma verdadeira corrente do bem em favor das crianças e adolescentes da Casa Lar” resume Medeiros. Paulo Terra À frente da Casa Lar de Canela há 17 anos, o pastor Paulo Terra lidera uma equipe dedicada ao acolhimento, proteção e às oportunidades para crianças e adolescentes. Ele define o processo de reconstrução do abrigo, após o incêndio de junho de 2024, como um dos mais desafiadores – e ao mesmo tempo um dos momentos mais marcantes da história da instituição. “Ver a casa destruída foi doloroso, mas a resposta foi imediata. A mobilização mostrou que a solidariedade verdadeira existe”, diz. Paulo lembra que cada doação, gesto de voluntário, e minuto de trabalho foram fundamentais: “O que o fogo levou, a comunidade reconstruiu com o coração” Jadir Fabiano Pires de Souza Arquiteto e urbanista da Papa & Papa Arquitetura, Jadir Fabiano Pires de Souza integrou o grupo de voluntários que viabilizou a reconstrução da Casa Lar de Canela. Coube a ele articular doações junto a amigos, clientes, construtores e incorporadores para levantar a parte física da obra. “Fiquei encarregado de buscar os recursos e materiais necessários. Cada contato, cada contribuição, foi essencial para transformar o projeto em realidade”, conta. A ligação de Jadir com a causa começou muito antes do incêndio. “Já havia feito estudos para o pastor Paulo Terra sobre a ampliação da Casa Lar. Quando o Felipe Ruppenthal e a Dra. Simone Chalela me convidaram, não hesitei. Era hora de retribuir à cidade o que ela me deu.” Lana Rosa A artista plástica e pintora, com seus traços, deixou ambientes mais alegres e leves. Diz ela:
Sustentabilidade e sofisticação Valorizando a gastronomia regional
No sul do Brasil, onde os ventos percorrem os campos e a história se enraíza na terra, nasceu a essência do Piño Cozinha, o novo restaurante do charmoso Jangal das Araucárias Design Hotel by Swan & Oceanic, em Canela, um espaço dedicado à celebração da gastronomia regional. Mais do que um restaurante o Piño é uma jornada pela essência da gastronomia sulista, uma janela aberta para a autenticidade, as tradições e o sabor da cultura regional. Cada prato conta uma história – das mãos dos produtores locais, valorizando os ingredientes que eles cultivam com paixão e práticas sustentáveis, ao fogo que transforma esses elementos em criações inesquecíveis. No Piño a gastronomia é uma celebração da identidade, um encontro entre o passado e o presente, onde os sabores rústicos se unem à sofisticação contemporânea. A experiência gastronômica no restaurante é pautada pelo diálogo constante entre o homem e a natureza, destacando-se pelo uso consciente de ingredientes orgânicos de fornecedores locais e a preocupação com o impacto ambiental. “O Jangal tem se destacado entre os turistas que nos visitam, o que nos motivou a criar uma marca própria de gastronomia que refletisse o espírito autêntico do hotel. Por isso criamos o Piño, que é 100% autêntico como o hotel”, detalha Everton Casagrande, gerente geral do Jangal das Araucárias.O Piño Cozinha atende o café da manhã a partir das 7h30 até às 10h30 com uma mesa repleta de sabores frescos e ingredientes locais. Uma experiência aconchegante e deliciosa para começar o dia com muita energia. No variado cardápio existem opções para todas as situações e gostos, desde as pastas artesanais e as tradicionais sopas de capeletti, moranga e canja de galinha, perfeitas para aquecer o corpo, aos frutos do mar como o Salmão al Mare e o Risoto de Camarão; Aves, Filés e a incomparável Costela 4 horas cozida lentamente, servida com purê de moranga caramelizada, cebola tostada e molho demi-glace. Homenageando os pratos regionais destaca-se as opções Da Campanha que oferecem o Arroz Pampeano de costela com alho-poró, finalizado com chips de cebola e ovo frito a gosto, o Carreteiro Jangal ao estilo gaúcho, com iscas de carne e linguiça artesanal e o Risoto Caprese feito com arroz arbóreo cremoso com tomate seco, rúcula e legumes tostados. Para os pequenos tem Iscas de filé mignon, arroz branco, feijão, tomatinhos cereja e farofinha crocante e as Massinhas Kids com molho de queijo ou tomate. Para quem prefere um bom lanche está o Misto Farroupilha, Sanduíches e Hambúrguer sempre bem acompanhados de fritas douradas e crocantes.E para quem não resiste a um doce não poderia faltar os Brownies com sorvete, o Petit Gâteau, Cheesecake, Sorvetes e Frutas flambadas. No Piño você tem o privilégio de experimentar os melhores pratos da gastronomia local usufruindo das belezas do Jangal das Araucárias em um ambiente que convida a desacelerar e se conectar com a natureza cercada de araucárias seculares.
Social da Samanta – 700
Encontro de canelenses de nascimento e coração que nutrem a amizade há 70 anos! Tati Kunrath (anfitrião), Pedro Muller Coelho de Souza, Clayton Oppitz, Giovani Zanatta, Irineu Spier, Paulo Faller, João Carlos Wender, Zuza Zanatta, Tito Wender e Hermes Urbani Foto: Divulgação Wesley Matos ladeando Badin “O Colono” ao vivo e a cores, junto do seu personagem de cera, homenageando esta personalidade que foi relevante nas enchentes de 2024 no Dreamland, em Gramado! Foto: Divulgação Encontro para Comemoração dos 50 anos ( Jubileu de Ouro) da Formatura de Magistério de 1975 da E. E. Danton Correia da Silva, na Churrascaria Garfo e Bombacha. Erilene, Cirlei, Elsa, Sônia, Ione, Elisabeth, Francisca, Rose, Claunice e Maria Rejane, Tânia, Professora Zuleica Bertolucci, Professora Neuza Santos, Zalete, Sílvia, Evanir e Marlise Foto: Divulgação Maragogi foi o destino escolhido pra celebrar amizade que atravessa décadas e festeja 50 anos delas! Parabéns Patricia Schmits, Any Brocker, Andrea, Fernanda Wagner, Ana Franzen, Deca Oppitz, Iara Urbani, Vanessa Rost, Leticia Rost, Luciane Oppitz e Carlise Bianchi! Foto: Divulgação Duda e Nai Siqueira levaram os filhos Isabeli e Benicio para assistir o jogo do Grêmio no último sábado na Arena. Família pé quente, voltaram pra casa com a vitória e com essa linda lembrança vivida em família Foto: Divulgação
Social da Bina – 700
Josiano Schmitt e Benildo Perini apresentaram o belíssimo Soleil Casa Perini, o mais novo restaurante de Gramado. Com cardápio italiano, mas com um toque inovador, está muito bem localizado nos altos da Av. Borges de Medeiros Foto: Rafael Cabral UM BRINDE O Bischoff Wines chega ao Hard Rock Cafe Gramado, unindo o estilo inconfundível de Jorge Bischoff a um dos ícones da Serra Gaúcha. A parceria de duas marcas incríveis só pode ser sinônimo de sucesso. Marino Fritsch com a esposa Cláudia Vaccari e os filhos Pedro Fritsch e Maria Clara Fritsch. O escultor assina as obras de arte esculpidas em madeira que fazem parte da decoração do Soleil Casa Perini. O mobiliário também leva sua assinatura Foto: Rafael Cabral Valdemir Ecker, o Manga, prepara novidades para o setor gastronômico de Gramado. Em breve vem o anúncio Foto: Dio Santos Franciele Asso no mood roqueira. Fã de Guns N’ Roses, ela foi a Florianópolis assistir Axel Rose e Slash em um show inesquecível Foto: Divulgação A homenagem mais que merecida a Eduardo Gustavo Christ, o Badin o Colono. O Dreamland eternizou o humorista em uma estátua de cera. A honraria se deve a campanha de arrecadação de dinheiro durante a enchente do RS em 2024. Foram mais de R$ 77 milhões recebidos na Vakinha do Badin. O valor foi destinado há mais de 700 entidades e além de urgência aos gaúchos afetados pela enchente Foto: Bina Santos
O SENHOR DAS CUCAS
Um dos valores de uma comunidade é o trabalho de sua gente. Pessoas que fazem o viver nela se tornar prazeroso, ainda mais quando essa entrega envolver uma das alegrias da vida, que é comer bem. Chefs e assadores premiados, atuando na cidade e fora dela, ajudaram Canela a criar a fama de lugar da cozinha com alma, e isso se refere não só à alta gastronomia. Peguem o exemplo da delícia que é uma cuca bem feita. Luiz Carlos Brentano é um canelense comedido. De poucas palavras e muita dedicação para continuar uma tradição de família, iniciada por sua mãe, Dona Irene Brentano (in memorian). Doceira, além de funcionária pública, ela norteou os filhos pelo exemplo e o lado observador de Carlos, ajudando desde menino, também o fez herdar o talento no preparo de, entre outros, bolos, pães e… cucas maravilhosas! Se não bastasse ter “a mão” da mãe para preparar a grande variedade de tipos de cucas, ele aperfeiçoou o produto que tem grande procura na Confeitaria Serrana. “No início quando a Serrana foi deixando de ser fruteira para se tornar exclusivamente confeitaria, tínhamos cucas só duas ou três vezes por semana. Hoje, é todo dia, com venda maior na sexta e no sábado”, diz ele. É mais trabalho para quem chega às sete da manhã se põe a reproduzir fielmente a receita de mais de cinquenta anos atrás, que resultava em belas cucas assadas em forno de tijolos. Fornos a gás com tecnologia foram surgindo e adotados, visando a praticidade e economia, uma vez que o sabor e a maciez se mantiveram iguais. E, além dos assados, de máquinas Luiz Carlos entende, chefe de manutenção que foi na extinta indústria do vestuário Artefina Korrigan, de 1977 a 1987. Salvo em casos muito difíceis, na Confeitaria ele próprio conserta o que estiver estragado. Ouvindo sugestões e recheando cada vez mais as cucas – apesar de a procura pela cuca pura continuar grande – Luis Carlos se orgulha por fazer um produto autoral, inspirado na mãe e que emprega ingredientes genuínos como manteiga, ovos caipiras, banha e segredos não contados. Finalizando, com o amor pelo que faz, como de resto presente em tudo de bom que há no lugar que tem a marca das famílias Mengue e Brentano. FESTURIS BOM DE BOLA Se o turismo em busca de práticas esportivas é bem mais recente que o tradicional (do tipo se deslocar, conhecer, aprender, fotografar e lembrar para sempre), a união de atividade física e viagens sempre foi, de uma forma ou outra, uma das tônicas nos 37 anos ininterruptos do Festuris Gramado – Feira Internacional de Turismo, que se inicia no dia 6 de novembro. Começou com a instituição de um torneio de futebol, surgiu um salão voltado para o turismo de aventura e inúmeros convidados ligados ao esporte são convidados a cada ano para falar de suas experiências – citando três somente, os jogadores Dunga e Denilson e, neste 2025, a ginasta Daiane dos Santos. O beach tennis é a mais recente modalidade para os inscritos no Festuris suarem um pouco nas manhã do evento. Desde as primeiras edições do evento de negócios turísticos de resultados mais efetivos da América Latina as promotoras Silvia Zorzanello (in memorian) e Marta Rossi já vislumbravam que o esporte no Festuris, através de um torneio de futebol, fortaleceria o sentimento de união do trade. A cada ano, passou-se a formar uma imensa equipe cujo objetivo depois do campo seria manter aquela força para vencer os desafios para tornar o turismo gaúcho e brasileiro tão desejado e valorizado como a nossa Seleção canarinho. Hoje o Torneio de Futebol da Seleção Gaúcha X Seleção do Resto do Mundo está quase tão consagrado como o evento-mãe, do qual sempre constou como uma atividade paralela de grande prestígio. Fomos ouvir um aficionado deste torneio, Leandro Oliveira, ex-secretário de Turismo de Canela e participante na quase totalidade das edições, como jogador e grande auxiliar na organização desta iniciativa de sucesso: “Participo do torneio do Festuris desde o tempo em que trabalhava na Brocker Turismo. Como eu, além de gostar de futebol, estava envolvido com os operadores turísticos, consegui fazer a Brocker participar alguns anos como uma das patrocinadoras do evento. Passei a fazer parte da organização. Até hoje, passado tanto tempo, ainda procuro ajudar na organização e busca de patrocínios. E adoro fazer parte das Seleção Gaúcha, nem que seja para correr um pouquinho. O bacana disso é que o torneio passou por diversos locais, sendo o campo usado, em mais edições, o do Hotel Continental (hoje Tri Hotel), em Canela, inclusive era servido churrasco. Hoje ele está ocorrendo na Vila Olímpica em Gramado, mas já aconteceu no Clube Serrano e na Associação Atlética do Banco do Brasil. Muitas celebridades participaram, como Tinga, Denilson e Dunga, a jogadora Formiga, da Seleção Feminina, o árbitro Carlos Eugênio Simon e até um ministro do Turismo jogou. Foram muitas situações bonitas. Todo o trade gosta. O esporte sempre foi agente inclusivo dentro do Festuris. Fazemos amizade com o trade do mundo inteiro e recepcionamos muito bem. Honramos a integridade de todos os participantes e lembro o que disse o grande mentor e entusiasta do torneio, que é o Larri Doile: ‘Nunca houve uma briga, uma discussão. Por isso o Futebol do Festuris perdura há mais de trinta anos’”. Na imagem do Futebol do Festuris de 2024, Leandro de Oliveira está no destaque. PERNAS PRA QUE TE QUERO A canelense Andréia Negrelli (58), psicóloga residente em Porto Alegre, participou neste 12 de outubro de uma das grandes corridas de rua do planeta, a Maratona de Chicago. Trata-se uma das sete integrantes da World Marathon Majors. Foi um sonho realizado, correr no evento esportivo com mais 53 mil participantes. “Tudo muito mágico, o trajeto todo acompanhada por pessoas vibrando e bandas tocando de todas as culturas… uma experiência que levarei para a vida”, Andréia relatou.
Dinheiro também é emocional
A maneira como nos relacionamos com o dinheiro revela muito mais do nosso eu do que podemos imaginar. Pois tem compras que fazemos para nos compensar de algo, presentes que damos para nos sentirmos aceitos, nos sentir parte, como também quando queremos aparentar algo para os outros, ou preencher algo em nós mesmos. Mas sinto dizer que na maioria das vezes estas estratégias acima falham, pois as “coisas” que o dinheiro pode comprar não podem preencher os meus vazios, pelo menos não por muito tempo, logo o vazio volta, mas a fatura do cartão de crédito não estorna as suas compras. A verdadeira aceitação deve ser da pessoa que você é, e não pelo que você aparente ser, pois uma hora a máscara cai ou você cansa de usá-la. Muitas vezes temos uma relação de amor e ódio com o dinheiro, mas o problema não é ele em si, mas o que ele representa, pois através das minhas escolhas, do que eu estou fazendo com minha vida financeira, demonstro as minhas fraquezas. Quando usamos as compras, seja de produtos ou serviços como válvulas de escassez para nossas emoções, acabamos caindo em armadilhas financeiras, entramos em um campo minado, extrapolando o nosso orçamento e da nossa família. Criamos parcelas e dívidas desnecessárias, que são nocivas a nossa saúde financeira, emocional e física. Se você se identificou e sente que em algum momento se perdeu nesta relação com o dinheiro, o primeiro passo é reconhecer que precisas ressignificar os seus valores, quem é você, e aonde você quer chegar, pois sabendo disso, você começa a enxergar o dinheiro com outros olhos, como um aliado para te ajudar a chegar nos teus objetivos, pois ele, o dinheiro, não é o fim, mas é o meio. O segundo passo é decidir querer uma mudança, este caminho de ressignificação das nossas crenças com o dinheiro, de quem eu sou, o que realmente eu quero, as vezes leva tempo e requer autoconhecimento e disciplina, o que sozinho pode ser pesado e mais demorado, mas se buscares ajuda de profissionais, e uma rede de apoio da família, ficará mais leve e eficaz. Quando buscamos o equilíbrio nas nossas finanças, e usamos com sabedoria o nosso dinheiro, colocamos ele a trabalhar a nosso favor: seja em negócios, investimentos, reservas, enfim, tudo começa a ter um novo sentido. E acabo não vendo mais porque desperdiçar meu dinheiro, mesmo que eu o fizesse inconscientemente. E aí que a chave vira, quando dou sentido ao “ter”, o porquê de ter dinheiro muda de significado. Pois quando damos um verdadeiro sentido para as coisas em nossa vida, e um destino pensado e planejado para o dinheiro, ele não foge mais das nossas mãos, pelo contrário ele se propõe a cumprir os nossos propósitos.
O que estou aprendendo sobre o mercado da beleza
Estou em um treinamento em uma loja de produtos de beleza. São cosméticos para pele, cabelo, make, unhas, cílios, sobrancelhas, perfumaria e antiaging. Já são três semanas mergulhada nesse universo, conhecendo as necessidades de outras mulheres – até então, eu só conhecia as minhas. Por exemplo: gosto, para o meu cabelo, de volume e textura, e para conseguir esse resultado procuro por produtos que deem esse efeito. Já algumas mulheres gostam do cabelo com aspecto mais alinhado – para elas, os produtos são diferentes. Estou adorando conhecer outras perspectivas de beleza e as soluções para todas elas! Sobre maquiagem, fiquei surpreendida com as novas marcas que surgiram a partir do impacto das criadoras de conteúdo (as do Instagram e TikTok), como a marca da Fran (Franciny Ehlke), da Mari Maria (Mari Maria Make) e da Bianca Andrade (Boca Rosa). Essas influenciadoras influenciam mesmo: as mulheres (as mais novas) chegam procurando pelos produtos delas. Observei que mulheres acima dos quarenta não conhecem essas marcas; a referência para essa faixa etária, entre as maquiagens apresentadas no treinamento, era a Payot – marca considerada chique e muito desejada nos anos 80 e 90. Isso revela o quanto marcas e produtos conversam com diferentes gerações. Agora, o boom do mercado da beleza – pelo menos o que pude observar nessas três semanas – é o aumento da procura por extensão de cílios. Existem os cílios postiços, aqueles que a mulher usa apenas para um evento, e existe a técnica de aplicar fio de cílio sintético rente aos cílios naturais, esta com durabilidade de algumas semanas. O objetivo é realçar o olhar com mais alongamento, volume e curvatura. Quem realiza esse trabalho é uma nova categoria de profissional da beleza que surgiu com a tendência dos cílios personalizados: a Lash Designer. E o que estou fazendo neste setor? A nutricionista pertence a dois mercados: ao da beleza e ao da saúde. A aproximação com os cosméticos está no fato de os nutrientes e extratos de plantas estarem presentes nos produtos de embelezamento e rejuvenescimento. São os mesmos nutrientes! Desejo educar você para reconhecê-los. Tenho certeza de que, ao descobrir de onde vêm os extratos dos seus cremes de beleza, você vai se inspirar e colocar mais alimentos nutritivos – fontes desses nutrientes – no seu prato.
VERGONHA
Para o ano de 2026 os municípios de Canela e de Gramado já tem seus orçamentos definidos. Canela estima orçamento de R$ 354 milhões e Gramado R$ 570 milhões. Na área da saúde, Canela prevê despesas de R$ 89 milhões e Gramado R$ 109 milhões. Nesta semana foram divulgadas notas oficiais dos Hospitais de Canela e de Gramado informado da superlotação nos sistemas de atendimento. Mal está começando a alta temporada e os serviços de saúde já estão saturados. Os prejudicados são os moradores, que ficam à espera de atendimento ou precisam buscar isso em outras cidades. Também os profissionais da saúde são levados a exaustão, precisando se desdobrarem em mais horas de trabalho para atender a demanda. E se um turista passar mal, o que vão fazer? Os gestores públicos precisam sentar e elaborar um projeto de um hospital regional com união de esforços de ambas as cidades. Estão toda hora em Brasília em busca de recursos federais e emendas parlamentares. Por que não elaborar um projeto de um hospital regional? Poderiam até estudar um convênio com alguma universidade, incentivando a vinda de profissionais para atendimento. Enquanto isso nossa saúde está entrando na UTI. Pacientes que fazem hemodiálise, quimioterapia ou qualquer outro tratamento mais especializado, precisam se sujeitar à “ambulanciaterapia”. Perdem horas em deslocamentos para outras cidades em busca de saúde. Até mesmo alguns exames de diagnóstico não estão disponíveis por aqui. As cidades que se orgulham de ter turismo de primeiro mundo estão deixando a desejar no atendimento de saúde. Para bem receber nossos visitantes com excelência precisamos ter saúde. As cidades precisam buscar esse equilíbrio para o bem-estar de todos, turistas e moradores.
Tempo de Finados… e ventos!
(Em memória…) Uma das datas mais lembradas e respeitadas pelos cristãos, o 2 de novembro – Dia de Finados – era conhecido por dia de todas as almas, logo após o “dia de todos os santos”, no 1º de novembro. Um ritual até os dias de hoje, dedicado ao culto aos mortos – ou “fiéis defuntos” – rezando pela alma de muitos que, segundo a doutrina católica, vão para o purgatório (em purificação), necessitando de orações para uma intercessão junto a Deus. A cruz A cruz é um dos mais conhecidos símbolos do cristianismo e, em todo cemitério, há aquela cruz grande e solitária – a Cruz Mestre. Enquanto cada um vai ao túmulo dos seus, há aqueles que, não podendo ir ao cemitério onde se encontram os familiares, recorrem ao cemitério mais perto e, junto a essa cruz, rezam, depositam flores e acendem velas. A literatura Na literatura gaúcha encontramos farta documentação sobre o assunto, em prosa e verso, mostrando sua regionalidade, como na poesia de Jayme Caetanos Braun (parte dela): “Cemitério de campanha, / rebanho negro de cruzes, Onde à noite estranhas luzes / fogoneiam tristemente; Até o próprio gado sente / no teu mistério profundo Que é um pedaço de mundo / noutro mundo diferente. (………………….) Por isso quando me apeio / num cemitério campeiro Eu sempre rezo primeiro / junto à cruz sem inscrição, (……………………….)”. Há, também, conforme encontramos em citações do folclore gaúcho e brasileiro, um grande respeito pela data, conforme descreve Apparício da Silva Rillo, na poesia “Bolicho”… “Paredes de pau-a-pique, sete braças de comprido, Chão de barro bem batido, cobertura de capim. Garrafas nas prateleiras / se entreveram com chaleiras, Peças de chita e de brim. Bolicho de portas largas / que não respeita feriados, Que só fecha nos Finados / e no Dia da Paixão. Bolicho que dá-se ao gosto / de nunca pagar imposto Pro Tesouro da Nação. (………)”. Érico Veríssimo na obra “O Tempo e o Vento”, sentenciou: “… Noites de ventos, noites de mortos!” Os cemitérios, vale lembrar, são fontes inesgotáveis de informações e pesquisa. Pois, justamente nesse “local de mortos”, encontramos em cada sepultura uma história de vida, com rastros de usos e costumes, tal qual vemos nas histórias de vida e morte da gente do Rio Grande do Sul… a nossa terra!