Poucas cidades sabem traduzir tão bem a palavra esperança quanto Canela. A cada fim de ano, quando o Sonho de Natal volta a tomar as ruas, é como se a cidade inteira respirasse o mesmo desejo: fazer do tempo uma pausa e da vida, uma celebração. Em sua 38ª edição, o evento reafirma o que há de mais essencial em sua origem – o poder de reunir pessoas, mesclar fé e arte, e provar que o Natal ainda pode ser uma história contada com verdade, emoção e luz. Com o tema “Um Doce Sonho de Natal”, a festividade deste ano promete ser o mais encantador da história, reunindo mais de 250 apresentações gratuitas entre 30 de outubro de 2025 e 18 de janeiro de 2026. O lançamento oficial, realizado na quarta-feira (22) no Espaço Sicredi, reuniu imprensa, autoridades, artistas e empresários em um mesmo sentimento, o de que o Sonho de Natal é mais do que uma festa – é um pacto entre gerações, um compromisso silencioso entre comunidade, cultura e emoção. O prefeito Gilberto Cezar resumiu o sentimento coletivo. “Mais uma vez, Canela se prepara para viver um tempo de encanto, união e fé. O Sonho de Natal é o reflexo da alma da nossa cidade – acolhedora, criativa e cheia de esperança. Cada luz acesa, cada música tocada e cada sorriso compartilhado durante esta temporada representam o trabalho e o amor de uma comunidade inteira. Convido todos a virem sonhar conosco, a celebrar o Natal em Canela e sentir de perto a magia que transforma nossa cidade em um verdadeiro conto de Natal”, mencionou o prefeito Gilberto Cezar. DECORAÇÃO urbana será mais um atrativo durante a festividade natalina, prometendo encantar comunidade e visitantes A MAGIA EM CADA DETALHE As novidades deste ano reforçam o talento de Canela em reinventar-se sem perder o afeto. A Aldeia do Sonho na Praça do Sonho será o coração do evento, com espetáculos musicais, teatro, orquestras, apresentações lúdicas e o Festival do Panetone, realizado em parceria inédita com o Grupo RBS. “O Sonho de Natal é um evento da nossa comunidade, mas para mantê-lo cada vez mais forte e pujante ele depende do atendimento e do trabalho de cada um de nós. A parte da Prefeitura de Canela está sendo feita. Teremos, também, o Festival do Panetone – uma atração nova que vai ajudar ainda mais na divulgação do Sonho de Natal -, e estamos trabalhando em conjunto para que os turistas saiam de Canela com brilho nos olhos, o coração aquecido e vontade de retornar”, ressalta o prefeito, Gilberto Cezar.Ao cair da noite, a praça se transforma: luzes, aromas e música envolvem o público em uma atmosfera que mistura o sagrado e o lúdico. Os tradicionais Fornos da Praça estarão funcionando até as 21horas, comercializando pães e cucas caseiros mantendo viva a tradição de que hospitalidade também se serve quente. PREFEITO Gilberto Cezar destacou o empenho da comunidade para o sucesso do evento A Casa do Papai Noel, ambientada na Central de Atendimento ao Turista, retoma seu papel de ponto de encontro entre gerações – onde o encantamento das crianças se mistura à nostalgia dos adultos, lembrando que o Natal, em essência, é um reencontro com o que somos. E para somar ao espetáculo, estreia a Paradinha Noturna de Natal, um desfile iluminado com carros temáticos dos parques e atrativos turísticos da cidade. O bom velhinho marcará presença em dias alternados, participando em um carro diferente a cada apresentação – uma surpresa que promete multiplicar sorrisos pelas ruas de Canela. MÚSICA, ARTE E CELEBRAÇÃO A programação da Praça do Sonho será o palco das emoções diárias, com espetáculos como “Celebration”, “Christmas in Concert”, Star Beatles, O Som do Vento, além da Orquestra de Metais, teatro de bonecos, stand-up comedy e apresentações de mágica.A proposta é simples e poderosa: devolver à cidade o espírito comunitário do Natal, onde moradores e visitantes dividem o mesmo espaço, a mesma música e o mesmo encantamento. Parte dessa celebração será o show de aniversário de Canela, que neste ano completa 81 anos. No dia 28 de dezembro, o tradicional Grupo Rodeio sobe ao Multipalco com sucessos que fazem parte da memória gaúcha – um presente da cidade para a sua própria história. ALDEIA DO SONHO Atrás da Casa de Pedra, a Aldeia do Sonho surge como um tributo à criatividade local. Artesãos e empreendedores se unem num espaço acolhedor, com coreto, decoração afetiva e shows diários às 17h.Entre guirlandas, bordados, cerâmicas e lembranças únicas, o visitante encontra um pedaço da Canela verdadeira – aquela feita de trabalho, talento e calor humano. A gastronomia também tem seu lugar, com food trucks e cervejarias artesanais que completam o sabor dessa experiência plural. LIVROS E DESCIDA DO PAPAI NOEL A CHEGADA DO BOM VELHINHO O momento mais aguardado está confirmado, a Descida do Papai Noel do alto da torre da Catedral de Pedra. O espetáculo “Contos da Catedral: O Segredo do Velho Noel” unirá música, luz e emoção em uma das cenas mais emblemáticas do Natal brasileiro. “Este é um dos momentos mais emocionantes do nosso Natal e, como todos os anos, queremos proporcionar uma experiência inesquecível a moradores, turistas e visitantes. Estamos trabalhando com muita dedicação e transparência para garantir que o show aconteça dentro da legalidade e encante a todos mais uma vez ”, destaca o prefeito, Gilberto Cezar. PROJEÇÃO E IMPACTO Com apoio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) e da Lei Rouanet/Pronac, o evento deste ano alcançou recorde de patrocinadores e deve atrair cerca de dois milhões de visitantes ao longo da temporada. Além do impacto simbólico, o Sonho de Natal consolida seu papel como motor econômico do município, movimentando setores como hotelaria, gastronomia, comércio e entretenimento. Nas palavras da secretária Kenia Jaeger, “essas parcerias mostram que acreditar na cultura é também acreditar no futuro”. E é esse futuro que se acende agora – nas luzes, nas mãos e nos corações que constroem o Natal todos os dias. Cada canção, cada sorriso e cada
Um Saboroso Sonho Oriental em Canela
A história do Yume é também a da família Santos, que há 10 anos trocou Porto Alegre por Canela em busca de qualidade de vida. Eduardo dos Santos, bacharel em Ciências Econômicas, após 25 anos de carreira, decidiu empreender na gastronomia. Inspirado pela paixão da esposa Égide pela culinária japonesa, criou o acolhedor Inspirado e influenciado pela paixão de sua esposa Égide por culinária japonesa, ele abriu o descontraído e aconchegante Yume Japa-Sushi. Chamou colaboradores eficientes e cada membro da família assumiu um setor da gestão do restaurante: Eduardo comanda a cozinha como chef, Égide Cortina Santos se encarrega dos detalhes decorativos e da administração, a filha Maria Eduarda Cortina Köhler e o genro Viktor Köhler, cuidam do marketing, para divulgar o negócio. “Yume” significa sonho, e esse sonho se concretizou em um espaço que une sabores orientais, tradição e acolhimento familiar. O ambiente é encantador, com origamis que divertem adultos e crianças, enquanto na cozinha Eduardo e sua equipe dão um toque autoral aos pratos, sempre muito bem apresentados. O cardápio reflete variedade e cuidado: das irresistíveis entradas como Bolinhas de Peixe, Ceviche, Tartar de Salmão e Usuzukuri às opções quentes como o Hot Philadelphia, o Hot Alho-Porró e os clássicos Yakisobas de carne ou frango. Há ainda os combinados, do Little (20 peças) ao Nagasaki (85 peças), com sushis, sashimis, uramakis, niguiris, gunkans, hot rolls e criações especiais do chef. A cada estação, o Yume apresenta novas Sequências Sazonais, explorando ingredientes do mar e da terra. Na primavera, a Sequência Shunsetsu traz pratos com toques florais. Entre os temakis, destacam-se o Salmão, o Philadelphia e o queridinho Hot Empanado e Frito. A carta de bebidas complementa a experiência, com vinhos, espumantes, cervejas e opções orientais exclusivas, como o Soju Chum Churum, bebida sul-coreana feita de arroz, trigo e cevada. Os drinks autorais preparados pelo barman encantam do primeiro ao último gole. Da entrada à sobremesa, as estrelas são os pratos criados por Eduardo, que alia técnica e criatividade enquanto cursa Gastronomia e MBA em Gestão. Além do atendimento no local e delivery, o Yume realiza eventos e pode ser reservado para festas. Uma nova área no andar superior está sendo preparada: um espaço intimista com tatames e divisórias, para uma experiência ainda mais autêntica. Todos os molhos levam o toque especial do chef – como o Ponzu (cítrico), o Agridoce e a Geleia de Pimenta – que realçam os sabores dos pratos. No Yume, a mesa é mais que um lugar para comer: é onde o afeto encontra espaço, histórias se cruzam e cada encontro vira lembrança. Um sonho familiar que convida todos a participar desse delicioso e acolhedor universo de sabores. Yume Japa-Sushi Horário: Segunda a Sábado: 19h às 23h Endereço: Av. Visconde de Mauá, 793 – Canela Fone/WhatsApp: (54) 99634-6197 Instagram: @yume.canela O caderno especial Nova Gastrô pode ser encontrado gratuitamente em qualquer um dos restaurantes abaixo ou na sede do Nova Época:
Social da Samanta – 699
Paulo e Mari Puhl, Paula Puhl e Mateus Müchen em Noite de inauguração da loja Pegada em Gramado! Foto: Cleiton Thiele Gato Galáctico O fenômeno infantil chega ao Chocoland Hotel Gramado no dia 24 de outubro, às 18h, para uma oficina de pintura exclusiva com as crianças. A atividade estimula a criatividade e inclui foto, autógrafo, livro de colorir e brindes especiais. Ingressos limitados. Flávio Prestes recebeu esse grupo de influenciadores e formadores de opinião de Canela e Gramado para uma experiencia no Festival de Cultura e Gastronomia de Gramado Foto: Divulgação Marcelão Sartori, Leandro Pruch e Adroaldo Castilhos comandaram com maestria a parrilla no 1° Festival da Parrilla no Tango, que aconteceu no último dia 18 de outubro. O evento foi um sucesso e já estão pensando na segunda edição Foto: Divulgação Alexandre Souza da Destin Turismo e Eventos e Luis Cunha da Confraria de Viagens Foto: Divulgação Izabel Paxton e Edson Torres prestigiaram o 3º Jantar Italiano em prol do Oásis Santa Ângela. O evento, que ocorreu no dia 18 de outubro no Clube Serrano, reuniu cerca de 300 convidados, que contribuíram para as manutenções do tradicional lar de idosos de Canela Foto: Divulgação
Social da Bina – 699
Linda homenagem à Yvone Maria Nunes Raymundo, no 3º Jantar Italiano em prol do Oásis Santa Ângela. Gecelda Ramos, representando as Amigas do Oásis, e a Irmã Nair Benini, coordenadora do evento, entregaram lindas flores à Yvone, que por muitos anos foi voluntária do lar e, hoje, é uma das residentes Foto: Divulgação Paula Lovatto lança seu livro Jogos Teatrais no dia 31/10, no Cidica, em Canela. Bate papo sobre o processo criativos e sessão de autógrafos fazem parte da programação Foto: Júlio Dias A rainha Isadora Schilling Lauck e as princesas Isadora Celine Roth e Andressa Knobloch Boff são pura simpatia na Oktoberfest de Igrejinha. Este final de semana o evento encerra tendo na programação como shows principais Nenhum de Nós e Menos é Mais Foto: Divulgação Alex Almeida e Adriana Höppner celebram o prêmio de Seven Stars Luxury Hospitality and Lifestyle Awards conquistado pelo Hotel Ritta Höppner. A distinção coloca o empreendimento gramadense no hall internacional por seu alto padrão de sofisticação e experiência em hotelaria Foto: Bina Santos Keila Souza, gerente do Tango Restaurante & Parrilla, esteve à frente do 1° Festival da Parrilla do restaurante que fica no centro de Canela Foto: Divulgação
UMA GUARDIÃ DAS CRIANÇAS NO PLANETA
Foto: Tiago Lemos Pode uma psicóloga escolher a profissão aos doze anos, sentindo a necessidade de entender por que a sua curiosidade sobre o mundo já chegava ao universo? Podia uma menina observadora e com opinião própria se incomodar com o fato de que os adultos não olhavam as crianças profundamente nos olhos e desdenhavam da percepção delas sobre o que se passava? A resposta sim a estas questões apontou o rumo da caminhada de Ingrid Cañete em busca de auxiliar as pessoas. Uma trajetória consistente em que ela se utiliza da expertise que a formação lhe deu, do compartilhar conhecimento em sala de aula, da Psicologia Transpessoal, da expansão da consciência e das suas muitas obras publicadas. Porto-alegrense que viveu até os seis anos dentro do hotel da família, ex-veranista e hoje radicada em Canela, Ingrid (que sempre teve fascínio pelo nível paralelo à psicologia, a parapsicologia) depois de formada dividiu, por muitos anos, a sua atuação entre os pacientes e o ambiente organizacional. Dedicou-se ao trabalho para e dentro de empresas, a ponto de ter que abrir mão do consultório. Além de psicóloga, foi gerente de Recursos Humanos e consultora interna e externa. Aproveitando a especialização e o mestrado em Administração de RH, foi por seis anos professora na Unisinos. Gostou de ser docente também em outros cursos e mestrados, como na Universidade de Pelotas. Fez incursões em outras instituições de ensino, como a ESPM e a Feevale. Palestrou muito sobre um assunto que domina, a qualidade de vida no trabalho e que serviu de mote para seu primeiro livro, sobre o valor da ginástica laboral. Pelo ineditismo do tema, foi uma tarefa árdua, inclusive aproveitou o que vivenciou acompanhando funcionários na estressante e rigorosa área de manutenção da (ex) Varig. Relacionando-se sempre com excelentes profissionais, com alguns deles foi co-autora de livros e uma das fundadoras, junto com a Dra. Ana Maria Rossi, da Seção Brasil da ISMA (International Stress Management Association). Os anos de doação para a melhora de desempenho físico e espiritual não fez Ingrid Cañete, no entanto, deixar em segundo plano seu interesse pelo processo evolutivo humano na Terra, onde as crianças de hoje, de quem ela se diz uma guardiã, têm grande protagonismo. No ano da virada do século ela começou a mergulhar no assunto. Ingrid explica: “Estamos vivendo uma janela histórica em que estão surgindo seres humanos muito diferentes, em nível mental, espiritual, energético e psicológico, os chamados Índigos (NE: o termo faz uma alusão à suposta aura azul que os envolve). Estudiosos proeminentes falam que em diferentes momentos da história ocorreram intervenções superiores, quando a humanidade deu um salto evolutivo (por exemplo, na Renascença), e que isso não foi por acaso. Houve uma intervenção em nível de DNA para que nascessem prodígios em todas as áreas. Desde a década de 1970, estamos atravessando uma dessas fases, com um número cada vez mais expressivo de crianças cujo DNA privilegiado faz com que tenham talentos e dons ativados”. Essas habilidades se manifestam na arte, na cura, na psique, na capacidade de melhorar um ambiente só pela presença. Ingrid Cañete faz parte de um seleto grupo de autores e pesquisadores da comunidade dos Índigos e das crianças e adolescentes Cristal. Colabora, com seus estudos e livros, para o propagação da discussão do assunto, que ela deseja ardentemente que aconteça em grau muito maior. Há que se romper resistências, que vão do preconceito à religião, para que se lance cada vez mais um olhar atencioso para esses seres humanos que emanam grande carga energética e promovem mudança para um mundo melhor. (Entre eles estão os autistas.) Muitos leitores de seus livros, ao lê-los, se reconheceram, se sentiram representados, e de certa forma, se aliviaram. Muitos passaram a compreender melhor o comportamento de seus filhos. Quer recompensa maior, para a autora? Se, antes da entusiasta do processo da evolução humana que atende online pessoas e profissionais, quiserem ser apresentados à também poetisa, pensadora, pianista e aquarelista Ingrid Cañete, uma sugestão é ler uma de suas primeiras obras, O Brilho nos olhos, que está na Amazon e no site: www.ingridcanete.com.br AS OBRAS INDIVIDUAIS DE INGRID CAÑETE CURIOSIDADE O kaingang Valdecir Fatã ensina a trançar um cesto com cipó, no Salão Paroquial em Canela CANTO AFINADO NO ALTAR Durante e depois da missa das 18h do domingo (19/10), excelentes corais cantaram e encantaram na Cateral de Pedra, depois de se apresentarem no Festival de Corais do Brasil, etapa Gramado. De graça e no cenário magestoso de boa acústica, ouvimos Corais do Uruguai, Argentina, Paraná, S-anta Catarina e Rio Grande do Sul. Com pequenas e grandes formações, com diferentes faixas etárias. Ouvindo aquilo tudo, lembrei de um evento que acontecia há cerca de 20 anos, naquele lugar, com o mesmo efeito nas pessoas: os Concertos na Catedral, nas manhãs de domingo. Ficou na saudade, mas caberia pensar na sua volta.
Planejar também é um ato de amor
Aproveitando meu momento de maternidade, gostaria de compartilhar alguns pensamentos sobre essa fase tão especial. Quando nasce um filho, o tempo muda de velocidade.Os dias parecem longos, mas os anos passam num piscar de olhos. De repente, aquele bebê que cabia no colo já tem opiniões próprias, sonhos, vontades — e é nesse instante que a gente percebe: amar também é se preparar para o futuro. A maternidade nos ensina o que nenhum manual de finanças conseguiria: que o crescimento é um processo, que as coisas boas levam tempo e que não existe atalho para quem deseja construir algo sólido. O mesmo vale para os investimentos. Planejar é como educar: começa com pequenas atitudes, exige constância e floresce com o tempo. Assim como ensinamos nossos filhos a guardar, dividir e escolher, também podemos ensinar — e praticar — o valor de pensar no amanhã. No Escritório Black XP, acreditamos que cuidar do patrimônio é, antes de tudo, cuidar de histórias. Cada cliente tem um ritmo, uma fase, um sonho diferente. E é por isso que acreditamos em planejamentos feitos sob medida — como quem costura um enxoval emocional e financeiro para o futuro. Diversificar, por exemplo, é o equivalente financeiro de oferecer uma boa educação: não apostamos tudo em uma única experiência, mas abrimos caminhos para que nossos filhos — e nossos investimentos — cresçam de forma segura, curiosa e confiante. E há algo ainda mais importante: o diálogo.Falar sobre dinheiro em casa é um gesto de amor.É ensinar que o futuro não é assunto apenas de adultos, mas uma construção coletiva. Que sonhos ganham força quando são partilhados. Para ilustrar, pense em um exemplo simples: investindo R$ 300 por mês desde o nascimento de uma criança, com uma rentabilidade média de 10% ao ano, é possível acumular cerca de R$ 150 mil em 18 anos — o suficiente para ajudar nos estudos, abrir um negócio ou realizar um grande sonho. Mais do que números, isso representa tempo transformado em cuidado.Porque investir é, no fundo, uma forma de dizer: “quero te ver crescer e estarei ao seu lado em cada etapa”. E esse mesmo olhar de planejamento pode — e deve — começar conosco.Cuidar do futuro de quem amamos passa também por cuidar das nossas próprias metas, sonhos e limites.Organizar as finanças familiares, revisar gastos e definir prioridades é um exercício de presença.Quando entendemos que o planejamento não tira a espontaneidade da vida, mas garante tranquilidade para vivê-la com mais liberdade, o dinheiro passa a ser um aliado — e não um peso. Também é importante lembrar que planejar não é sobre controlar tudo, mas sobre dar espaço ao imprevisto.Assim como na maternidade, nem sempre as coisas acontecem conforme o roteiro — e tudo bem. Ter um plano financeiro é justamente o que nos permite acolher o inesperado com serenidade, seja uma mudança de carreira, uma nova fase da vida ou um sonho que surge no meio do caminho.O planejamento não engessa, ele ampara. É o que transforma incerteza em confiança. Planejar o futuro de quem amamos é transformar afeto em ação.É compreender que o amor mais profundo não vive apenas no presente — ele também se organiza, se protege e se multiplica.E é nesse gesto silencioso de preparar o amanhã que o verdadeiro sentido do cuidado se revela.
O Sabor da Criação: a gastronomia nas origens da terra
“E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que deem semente, e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra… E viu Deus que isso era bom.”(Gênesis 1:11-12) Muito antes das panelas, dos temperos e das receitas, já havia uma mesa posta pela própria criação. O primeiro alimento não foi preparado pelo homem, mas brotou da terra a pedido de Deus. O livro de Gênesis nos apresenta o alimento como bênção e responsabilidade: a natureza como fonte do sabor e da vida. Esses versículos revelam algo essencial — o alimento é o primeiro vínculo entre o divino e o humano. Antes da cultura e da técnica, já existia o dom da terra, a abundância das sementes e o convite à partilha. Comer, desde o princípio, é participar da criação. Ao observar o mundo culinário de hoje, marcado pela pressa e pelo consumo, é inevitável pensar no contraste com esse gesto inicial. A gastronomia moderna, em busca de autenticidade, tem redescoberto o valor do natural: o respeito ao tempo das colheitas, o uso integral dos alimentos, o cultivo consciente. Tudo isso é, de certo modo, uma tentativa de reencontrar o Éden perdido — o lugar onde comer era um ato de comunhão e gratidão. Quando Deus ordena que a terra produza “segundo a sua espécie”, Ele ensina sobre equilíbrio e diversidade. Cada planta carrega a semente de sua continuidade, o que hoje podemos traduzir como o princípio da sustentabilidade. O chef, o agricultor e o consumidor participam do mesmo ciclo criador: semear, cuidar, colher e transformar. A mesa, em qualquer cultura, é o espaço do encontro. É ali que o alimento cumpre seu papel mais nobre: unir. O pão, o vinho, o fruto — tudo o que vem da terra traz em si uma mensagem silenciosa de vida compartilhada. A gastronomia, nesse sentido, é uma celebração cotidiana do “isso era bom” que ecoa desde a criação. Talvez o grande desafio contemporâneo seja recuperar o sentido sagrado do alimento. Lembrar que cada ingrediente é herança da terra e que, ao cozinhar, o homem continua a obra divina. Transformar o que nasce do solo em sabor é mais do que arte — é uma forma de louvor. No início de tudo, Deus criou a vida com gosto, cor e aroma. Reconhecer essa harmonia é o primeiro passo para uma gastronomia mais consciente, ética e espiritual. Comer é, ainda hoje, um ato de fé: a cada refeição, a terra cumpre a promessa de Gênesis — e nos lembra que o alimento, antes de tudo, é expressão do amor do Criador.
Alsácia: o charme entre vinhos e fronteiras
Vinho, o produto final. Seu encanto e magia começam pelas várias histórias, estórias e lendas do seu surgimento – muitas delas me encantam e fascinam. Entre guerras, pragas e migrações, ele sobreviveu a tudo. Sobrevive, renasce, se recria. Tudo começa nas regiões onde crescem os parreirais, cada um com suas particularidades, seus terroirs, que farão nascer diferentes cores, aromas e sabores que surpreendem em nossas taças. Seu processo, de tão simples, chega a ser complexo – e quanto mais se estuda o tema, mais se tem a aprender. Não há comida que não se harmonize com um bom vinho, e essa combinação é simplesmente fascinante. Me encanta aprender, me encanta degustar, me encanta pensar nos meus pratos combinando com as cores, aromas e sabores que farão um casamento perfeito. Mas vem cá, por que estou falando nisso mesmo? Claro, começamos na última coluna a falar sobre o que motivou meu menu Roteiros do Mundo. Comecei pela Borgonha, realmente icônica e mais difundida aqui no Velho Mundo por sua fama e notoriedade. Mas hoje vou trazer uma das rotas da França que mais me encanta – Alsácia. Percorrer a Alsácia, sua rota de vinícolas e sua gastronomia, é um susto: francesa, alemã… afinal, qual sua identidade?A animosidade enfrentada por séculos entre França e Alemanha foi uma das grandes disputas por território na história e, somente com o fim da Segunda Guerra, em 1945, a Alsácia se tornou definitivamente território francês. Mas hoje a convivência é harmoniosa – eu disse harmoniosa. Bom, mas vamos falar da Alsácia em si. Uma rota simples, romântica, colorida e com muita qualidade. Não importa quais vinícolas você visite ou a quais restaurantes vá – tudo é muito aconchegante e entremeia tradição e modernidade. O resultado é prazer: prazer aos olhos, ao nariz, ao paladar, enfim… A elegante região tem muita história a contar. Ali nasceu o foie gras, um ícone da cozinha francesa, adotado pelo mundo, mesmo frente às atuais controvérsias ambientais. Ainda assim, a culinária alsaciana é predominantemente de origem alemã e mantém fortemente essa influência – e isso não é uma contradição. Sua gastronomia é encantadora, com sabores potentes alemães, mas com uma certa sutileza da elegância francesa. Que combinação!Uma das grandes e clássicas regiões do Velho Mundo do vinho é também a maior região produtora de cervejas da França, graças às inúmeras cervejarias que podemos encontrar em Estrasburgo, a capital da região, que conta com sua conhecida água mineral, agregando inestimável qualidade à sua produção. A rota dos vinhos alsacianos é encantadora e florida. Por ser uma região bem fria, seus brancos são muito aromáticos, onde o Riesling tem predominância – mas sem esquecer da Gewurztraminer, seu “bracinho” alemão.Os principais produtores da Alsácia são Domaine Zind-Humbrecht, Domaine Weinbach, E. F. Trimbach, Marcel Deiss, Albert Mann, Dopff au Moulin, Hugel & Fils, Kuentz-Bas, Bruno Sorg e Paul Blanck. Dá para fazer toda a região de carro, se você tiver um tempinho pra isso e sem se estressar arrumando mala e trocando toda hora de hotel. Colmar é minha dica para desfazer as malas. Na minha opinião, se você quer dormir bem, comer bem, degustar excelentes vinhos e, de quebra, aquecer sua relação – vá pra Alsace! Antes disso, informe-se para poder desfrutar na totalidade tudo o que a região tem a oferecer. Você pode se hospedar em históricos châteaux, que vão do século XV aos mais modernos hotéis com spa e toda a infraestrutura. No entanto, sem glamour – apenas charme, muito charme.Uma coisa é obrigatória por lá: harmonizar. Cada prato com seu vinho, cada vinho com seu prato e… Bon appétit!
FIQUE ATENTO AOS SINAIS
Meu falecido pai, Enor Alves, sempre que se deparava com uma situação que exigia atenção, costumava dizer: “parar, olhar e escutar.” Assim como as placas de sinalização nas estradas de ferro que ele mencionava, precisamos estar atentos aos sinais do que vem acontecendo no atendimento em nossa região. O prefeito Thiago Teixeira, de São Francisco de Paula, iniciou um trabalho profundo e especializado de humanização no atendimento, com o objetivo de oferecer qualidade no serviço ao público — especialmente aos idosos, à população vulnerável, às pessoas com deficiência e aos visitantes. Thiago compreende que não adianta começar grandes obras se não houver cuidado com as pessoas. Sempre que entramos em um estabelecimento, comercial ou público, o fazemos nutridos pela esperança de que, além de um produto de qualidade e preço justo, sejamos recebidos com cordialidade, gentileza e educação.Atualmente, o maior desafio é suportar o mau humor e a má vontade de alguns atendentes — por vezes, até dos próprios proprietários — que permanecem hipnotizados pela tela do celular. Nada parece mais interessante para essas pessoas do que o mundo distante, enquanto negligenciam o imed
Pequeno dicionário de temperos
(Ainda em tempo de Sabores de Canela…) O saudoso folclorista Glaucus Saraiva (ele, muito bom cozinheiro e, a esposa – Neuzinha Saraiva, ótima assadora de churrasco) costumava dizer “que o ‘sinuelo’ dos temperos é o vinha d’alho: vinagre, alho, sal”. Mas, como bom cozinheiro, nunca desprezou os demais, nem tampouco as ervas e jujos que tão bem conhecia. Aqui, hoje, alguns dos temperos mais usados no nosso dia a dia: Cominho: oriundo do Egito, é cultivado em muitos países. Inteira ou moída sua semente é apreciadíssima na culinária de vários países como a Índia e toda a América Latina. Limão: um dos melhores temperos ácidos. É um concentrado de vitamina C. Costuma-se temperar carnes de porco, mas especialmente ostras e mariscos com seu suco. Orégano: da família da hortelã, também conhecido com “alegria das montanhas”. Muito difundido na Segunda Guerra Mundial, em pizzas. Aparece para dar sabor em carnes, peixe, saladas, queijos, legumes e ovos. Noz-moscada: apareceu na Europa, provavelmente no século XVI. Vendida inteira ou moída, destaca o sabor em assados de forno, pudins, bolos, molhos, verduras e bebidas. Tomilho: oriundo de Atenas, e tido pelos gregos como símbolo da elegância. Muito utilizado em ensopados de mariscos, frutos do mar e recheios de aves. Também dá sabor ao queijo, carne de galinha e a de gado. Mel com sabor de tomilho é muito apreciado. Pimenta-do-reino: antigamente, era tão preciosa que era pesada como ouro e utilizada como peça monetária. Originária do extremo Oriente, é servida em pratos de peixe e carne, além de ser usada em bolos, tortas de abóbora e assados. Cebola: planta bulbosa, é um antisséptico aceitável até pelos estômagos mais frágeis. Cozida, é excelente para os intestinos, pelas suas propriedades laxativas. É, talvez, o tempero mais utilizado na culinária do mundo inteiro. Muitos são os segredos de uma boa mesa, onde junta-se os ingredientes e os costumes de cada região. Além da vontade de comer, é claro! Com todos os seus temperos de sabor único, podemos dizer que a culinária típica é um dos mais belos e difundidos costumes do Rio Grande do Sul… a nossa terra!