Um hotel não recoloca uma cidade no mapa sozinho, mas uma operação de alto padrão, sim. O Kempinski Laje de Pedra, empreendimento hoteleiro que está em fase de construção, tem abertura prevista para o primeiro trimestre de 2027. Ele nasce com ambição de “pequena cidade” dedicada ao hóspede de alto luxo: 360 acomodações (entre hotel e residências do empreendimento), teatro, centro de eventos, spa e rooftop com vista integral do Vale do Quilombo. É a estreia da centenária Rede Kempinski no Brasil – e em toda a América do Sul. Em entrevista ao Nova Época, José Ernesto Marino Neto, fundador da BSH International e um dos diretores do projeto, resume o conceito que guia o empreendimento. “O verdadeiro luxo é antecipar o desejo do hóspede. É entender o que ele vai querer antes mesmo de ele pedir.” A filosofia que ele repete em suas falas públicas – o capitalismo responsável – atravessa cada decisão. “Ajudamos a melhorar a vida das pessoas que estão ao nosso redor”, explica Neto. Essa ideia conecta a estratégia do grupo a algo maior que a hotelaria: o desenvolvimento de uma Canela que prospere com qualidade de vida, e não apenas com movimento turístico. Na conversa, Marino Neto foi direto: “uma cidade turística só é sustentável se for boa para morar. Isso significa infraestrutura urbana, serviços que funcionem e dignidade para quem vive e trabalha.”Ele também defende que mobilidade é essencial, e que o poder público precisa ter visão de gerar valor por meio de concessões, habitação urbana e planejamento urbano inteligente – pilares de uma cidade que cresce com equilíbrio. José Ernesto Marino Neto – pioneiro em investimentos hoteleiros no Brasil, conduz o Kempinski LDP com a visão de que o verdadeiro luxo é aquele que melhora o entorno GENTE, MÉTODO E MOBILIDADE O Kempinski LDP irá trabalhar com escala de cerca de mil colaboradores, a grande maioria bilíngue, todos formados sob o padrão internacional da rede e com possibilidade de mobilidade global entre as unidades da Rede Kempinski. Desde junho de 2024, funciona em Canela um núcleo de hospitalidade instalado no Edifício Bosque, reunindo cerca de 200 colaboradores que atuam nos negócios já existentes – Restaurante 1835, enoteca, auditório, galeria de arte, lojas e administração – enquanto mantêm treinamento contínuo voltado à elevação dos padrões de serviço e atendimento. Essa frente de desenvolvimento humano ocorre em paralelo à integração da cadeia de suprimentos, na qual fornecedores locais são incentivados a se qualificar para atender às exigências do projeto, fortalecendo o ecossistema regional e gerando impacto econômico direto. OBRA E CIFRAS Atualmente, a construção mobiliza cerca de R$ 10 milhões por mês em obras, insumos, logística, mão de obra e acabamentos – ritmo que evidencia a dimensão e a seriedade da execução do empreendimento hoteleiro. FATURAMENTO E IMPACTO ECONÔMICO Na fase de operação, o Kempinski LDP projeta uma receita anual de aproximadamente R$ 80 milhões, valor classificado por José Ernesto Marino Neto como “receita de locação hoteleira”, modelo que traduz a lógica global da Rede Kempinski. José Ernesto informa que o valor da diária de hospedagem deverá girar entre US$ 500 e US$ 600, o que posiciona o empreendimento entre os destinos de hospitalidade mais valorizados do continente. Com o novo sistema tributário nacional, baseado na Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS) e no Imposto Sobre Bens e Serviços (ISB) cuja a implantação ocorrerá gradualmente entre 2026 e 2033, o empreendimento passará a operar sob carga aproximada de 16,8%. O modelo deve aumentar a arrecadação municipal e reforçar o papel do turismo de alto padrão na economia local. O hotel e as residências do Kempinski LDP irão gerar centenas de empregos diretos e indiretos, movimentando serviços de alimentação, manutenção, cultura, transporte e entretenimento. O resultado será uma Canela dinâmica e sustentável, impulsionada por um turismo de alto valor e planejamento de longo prazo. ARQUITETURA, PROGRAMA E TÍQUETE INTERNACIONAL O retrofit do antigo Laje de Pedra – assinado pela Perkins & Will e com interiores de Patricia Anastassiadis – preserva a memória afetiva do ícone serrano e injeta novos espaços de convivência: teatro de 350 lugares, centro de convenções de 2.500 m², spa completo, quatro restaurantes e cinco bares.A proposta mira o tíquete médio alto e estadas mais longas, sustentando tarifas em padrão internacional e reposicionando Canela como destino de experiência completa, não apenas de pernoite. Para a Rede Kempinski, Canela é mais do que um novo endereço: é um flagship regional, a vitrine da marca na América do Sul. A rede, com mais de 70 hotéis cinco estrelas em diversos países, aposta no Kempinski LDP como sua entrada em um mercado com potencial de expansão – e numa região que reúne natureza, cultura e hospitalidade como poucos lugares no mundo. MAIS QUE GLAMOUR, ENGENHARIA DE ECOSSISTEMA O verdadeiro luxo, no fim das contas, não está no mármore nem no champagne, mas na orquestração invisível que faz tudo funcionar.Gente bem paga e treinada, cultura local valorizada, logística aérea eficiente, calendário de eventos ativo e políticas públicas que estimulem – não atrapalhem – o setor. Quando essas peças se encaixam, o turismo deixa de ser vitrine e se torna motor de desenvolvimento contínuo. É essa a engrenagem que o Kempinski LDP quer acionar – e que pode, de fato, levar Canela ao topo do turismo de luxo mundial.
Guia da Diversão
Clique AQUI para folhear o Guia da Diversão
Novo menu do Magnólia homenageia personalidades brasileiras
A partir desta semana, o Magnólia, em Canela, coloca em ação seu novo menu: Coleção Retratos. Em quatro capas ilustradas, ele celebra Elis Regina, Leila Diniz, Pagu e Zuzu Angel, quatro mulheres brasileiras que marcaram história e que, de alguma forma, habitam o espírito da anfitriã Magnólia. Além da ilustração, o material traz ainda informações sobre cada uma delas e porque foram escolhidas para o projeto. O lançamento também apresenta novos pratos assinados pelo premiado chef Laion Roos. Entre os principais, vale um destaque para o Pierre (boeuf bourguignon com cogumelos paris, cenouras e mini cebolinhas tostadas servido com gratin de batatas e finalizado com ervas frescas) e o Duque (risoto escuro de filé mignon com creme de moranga assada e tomatinhos confitados finalizado com picles de moranga agridoce). Os queridinhos da casa como o Filé Magnólia e o Stinco de Cordeiro seguem no cardápio, enquanto outros pratos já conhecidos foram rebatizados para reafirmar o conceito da casa. É o caso do salmão grelhado com molho de romã e frutas vermelhas servido com legumes assados e gergelim que agora passa a se chamar Amália. Já entre as sobremesas, novidades como a Carolla (arroz doce brulée com gemada de ovos caipira e leve toque de limão siciliano coberto por açúcar caramelizado e acompanhado de sorbet artesanal de maracujá) e a Miss Margot (sorbet de limão siciliano com manjericão coberto por compota artesanal de framboesa). “O novo menu traz mulheres que influenciaram a cultura brasileira e nos inspiram, mas também pratos que retratam nosso espírito cosmopolita com inspirações de clássicos que são referência de gastronomia no mundo”, explica Fernanda Chies, sócia do restaurante. Com direção artística do Estúdio Carolina Bertoglio, o projeto é uma homenagem ao feminino como força criadora e à arte de dar forma à emoção. Assim, o cardápio deixa de ser apenas funcional para se tornar objeto de poesia, um livro de retratos onde cada prato é um capítulo, cada sabor uma lembrança, cada nome um tributo. O menu Coleção Retratos do Magnólia já está em operação no restaurante que funciona de quinta a domingo no jantar e também no almoço aos finais de semana. Magnólia Restaurante e Eventos Quintas – 19h às 23h Sexta – 19h às 23h Sábados – 12h às 14h e 19h às 23h Domingo – 12h às 14h Endereço: Rua Dona Carlinda, 255 – Canela @magnoliacanela www.magnoliacanela.com.br (54) 3278 0102
Social da Samanta – 698
Gonzalo Cid, Patrícia Vargas, Daniel Bertolucci e Alessandro Muller no encerramento do Gramado Natural, no Parque Olivas Foto: Yas de Almeida Lançamento do livro “A Historia do Teatro em Canela”, escrito por Lisiane Berti terá distribuição é gratuita! No registro a escritora é a canelense Glenda Viezzer! Foto: Paula Vinhas Lísia Corrêa, Venivian Mazzardo e Erna Corrêa celebrando os 10 anos da Maria Flor Leather Foto: Sheila Krauspenhar Gabriela Samejima, Margareth Alvino, Roberta Weber, Venivian Mazzardo e Tati Noel no evento Maria Flor Leather Foto: Sheila Krauspenhar Mario e Suzana, pais da Chef Mariana Leal festejaram seu aniver no Karmel, café que tem sua assinatura em Canela! Foto: Divulgação
Social da Bina – 698
Venivian Mazzardo recebeu convidadas para celebrar os 10 anos da Maria Flor Leather. No registro, a anfitriã e Cristiane Cardoso Foto: Sheila Krauspenhar É TEMPO DE OKTOBER A Oktoberfest de Igrejinha começa hoje e promete mais uma temporada de alegria, música típica, gastronomia alemã e, claro, muito chope! Uma das maiores festas do Sul, que mistura tradição e diversão em grande estilo. Na programação shows nacionais com Nenhum de Nós, Reação em Cadeia, Lauana Prado e Zé Neto e Cristiano. OKTOBER TAMBÉM NO ALPEN PARK O clima da Alemanha invade o Alpen Park com uma programação especial de Oktoberfest Alpen. Diversão para todas as idades, cervejas artesanais, comidas típicas e atrações temáticas que transformam o parque em uma verdadeira vila bávara. Juliana Alano e Mariane Urbani na Premiação do TOP Mulher Brasil que ocorreu no Lake em Gramado Foto: Divulgação No lançamento do livro A História do Teatro em Canela, escrito por Lisiane Berti, estiveram Rita Reis e Charlie Oliveira Foto: Paula Vinhas Mari Puhl recebeu a amiga Lenise Folletto na inauguração da loja Pegada em Gramado Foto: Rafael Cavalli Paula Puhl e seu filho, o pequeno Bernardo Foto: Rafael Cavalli Evandro e Manu Moschen receberam convidados para celebrar os 3 anos da Vila da Mônica Foto: Bina Santos
BLACK É A COR DO ALTO ASTRAL
Super Black na Clube 88,5 Ele se chama Juliano Camilo de Oliveira mas, quando focamos nele nesta página há anos, já era o Super Black dos excelentes grafites que decoravam algumas superfícies em Canela. Era DJ e motorista de táxi, também. Quer dizer, o Black (47) confirmava que nasceu para ser uma pessoa de convívio. Já vivia em função de gente, fosse para transportar pessoas com dilemas de saúde (seu ponto de taxi era defronte o nosso hospital) ou animando e conscientizando a gurizada em festas e bate papos nos intervalos nas escolas. Super Black sempre foi super inquieto, o que o levaria para longe. Começou mochilando na Europa com a banda Rostoff – composta por ele, Cibele Selbach, Leonardo Manéa e Augusto Krauspenhar – em 1998. Lá ficou sabendo que seria pai em Canela. Em 2011, quando o nascimento da Mia veio formar o casal de filhos, o paizão Super Black bombava seu blog, onde explorava temas como o mundo do skate. Chegou a cursar Publicidade e Propaganda na Feevale, em cuja faculdade de Comunicação conheceu o rádio e criou seu programa independente Boombox. Em 2015 passou um período em Porto Alegre, morando com o músico Tonho Crocco. Foi uma ponte para ir para o Rio de Janeiro. Na Cidade Maravilhosa, mais portas foram abertas pelo cara que chegava lá com muitos talentos. Conseguiu se estabelecer em Copacabana, atuando como um RP de luxo para uma barbearia que precisava de alguém que recepcionasse os clientes que falavam inglês. Pertinho dali estava a produtora e gravadora RCA, que Black passou a frequentar e onde criou relações. Mas a profissão que deu boa notoriedade para Juliano, no Rio, foi a de animador de festas. Black foi por muito tempo o DJ residente do Vizinho, uma grife em gastrobar na Barra da Tijuca. Foi contratado para festas de gente Vip e conheceu muitos da classe artística. Até para eventos em favelas que eram visitadas pelos “gringos” ele levava seu equipamento. Também trabalhou na Bla FM e veio a morar em um bairro legitimamente carioca, o Flamengo. Incidiu a pandemia sobre nós e Juliano trabalhou em uma clínica. Desde 2024, Juliano está de volta. Seu programa Boombox, de músicas e histórias, ocupa o horário das 19h às 21h, de segunda a sexta na Clube FM 88,5. “Rádio é emoção e pertencimento”, diz ele, referindo-se à profissão. Serve também para a cidade onde cresceu correndo pela mesma Santa Terezinha em que levou seus filhos para brincar. Nas fotos acima DJ no Rio, com Xande de Pilares e a cantora nigeriana / inglesa Folakemi. Por fim, o pai (e avô) de família. OKTOBER E ALPEN COMBINAM BEM Em outubro, no Alpen Park a diversão tem sotaque alemão. Foi criada uma programação especial com atividades culturais e gastronômicas para celebrar as origens da região, com a sua Oktoberfest. O parque já está decorado em vermelho, preto e dourado. Além do trenó, da montanha russa e aquilo tudo, tem competição de tomar chope em metro nos jogos germânicos. No sábado (18), das 16h30 às 20h, a bandinha típica Exemplo anima uma happy hour especial, transformado em Kerb. Quem estiver no parque pode participar da “roleta humana” para concorrer a brindes. Adultos com traje típico completo ou adereços ganham um chope. No dia 25 é a vez do grupo Os Schmitões comandar a festa. Todas as atividades são gratuitas, entrada também. O visitante paga apenas as atrações, estacionamento e os produtos que consumir. CANELA SE PINTA DESDE CEDO Canela já é colorida por natureza, mas no papel nunca é demais. Território cultural e de boa comida, o Empório Canela também o é da criatividade, sempre lançando coisas legais. Agora é o livro de desenhos Canela, uma aventura para colorir. É em preto em branco só na hora de adquirir, porque a criançada vai pintar com as cores da sua percepção. No livro, a história começa no Empório e ganha o mundo. Dois personagens guiam a viagem: Docinha, uma xícara de chocolate quente que aquece corações, e Canelito, um quati travesso que ama explorar cada cantinho da cidade. Vai passar pelo Empório? Compre pra presentear. Ou pinte você mesmo! POVOS ORIGINÁRIOS, FILMES ORIGINAIS O Canella Cineclube apresenta nos dias 17 e 18 de outubro, em sessões gratuitas, a Mostra Consciencine 2025, com temática indígena. No Espaço Nydia Guimarães, serão exibidos cinco curtas e um longa metragem por noite. O destaque na sexta (17) é Fuá, o Sonho, filme produzido pelas mulheres kaingang de Canela, ganhador de Melhor Direção na Mostra de Curtas Metragens, no Festival de Gramado de 2025), e A queda do céu, filme yanomami premiado em Nova Yorque. No sábado (18), o destaque será para o curta Itsuni Uguno: A febre da mata e o longa Yõg Âtak: Meu pai, Kaiowá.
Quer a confiança do seu cliente?
Comece pela padronização da sua receita. Em uma loja de alimentos de Canela, há um produto que gosto muito, mas toda vez que compro o gosto está um pouco diferente. É sempre delicioso – não é uma reclamação, e sim uma observação sobre a inconstância: ora o sabor é mais intenso, ora mais suave. A textura também varia – ás vezes mais fluída, em outras mais pastosa. Sobre este lugar, eu sei: as pessoas desta cozinha não trabalham com Ficha Técnica, e é por isso que, a cada compra, o alimento está um pouco diferente. O que é Ficha Técnica e como a falta desta ferramenta (de gestão) impacta o seu negócio de alimentos? A Ficha Técnica é um documento que registra e ensina, de forma muito minuciosa, como se prepara um alimento. Vai além da receita caseira que conhecemos, aquela das “duas xícaras de farinha”, do “sal a gosto”. Ela detalha com precisão quanto vai de cada ingrediente e prevê a produtividade na produção. É um controle que garante a padronização do resultado da receita, – e muito importante: revela e padroniza o custo. Quando a cozinha opera sem este instrumento, cada pessoa acaba fazendo “do seu jeito”, e, ainda que o que se perceba sejam pequenas variações, com o tempo, o cliente perde a confiança no que você entrega. Em tempos em que tudo muda tão rápido – preços, insumos, equipe – a Ficha Técnica é uma das bases que impede que o seu negócio de alimentos se perca no caminho. Para implantar a FT você pode contar com o apoio da consultoria de uma nutricionista. Além de organizar a receita, o custo de preparo e a linha de produção, a nutri também desenvolve o valor nutricional e a validade do seu produto. O resultado é uma produção mais segura e um padrão que consolida a confiança do seu cliente.
O que não podemos medir não podemos administrar
Você já percebeu que hoje vivemos correndo, e muitas vezes nos sentimos impotentes porquê não conseguimos chegar a lugar algum, ou seja alcançar nossos objetivos e dar sentido para a nossa vida. Não paramos para afiar o machado, para planejar, e administrar, nem mesmo o nosso tão precioso tempo. Quando vamos fazer uma viajem, sair de férias, fizemos a revisão do carro, verificamos qual o melhor caminho até o nosso destino, precisamos abastecer o nosso carro, medimos o quanto de combustível vamos precisar por determinado tempo, para logo reabastecer. Isto requer um planejamento, e mesmo assim pode acontecer algum imprevisto. E você quanto as suas finanças, você tem traçado aonde você quer chegar? Você tem o controlado as suas despesas e receitas, para com base nelas poder planejar? Tem feito uma gestão para verificar quais atitudes tomar, qual o melhor caminho seguir, e qual caminho evitar? Ou você está no ciclo vicioso de trabalhar no automático, sem “medir”, sem planejar, a até mesmo não tem uma visão clara, objetivos traçados com bases sólidas, de aonde você quer chegar. E como vai fazer para chegar lá? Esta famosa frase de Alice no País das Maravilha, de Lewis Carrol, retrata bem isso: “Para quem não sabe aonde quer chegar, qualquer caminho serve.” Tenho visto nestes anos de experiência no mercado financeiro, muitos profissionais, empresários, empreendedores, das mais diversas áreas, se perderem no meio do caminho, e ficarem anos e anos patinando no mesmo lugar. As vezes com a desculpa de não terem tempo para cuidarem do financeiro, outras porque não é a sua especialidade, e por falta de conhecimento e visão, que podem procurarem ajuda com especialistas, deixam em segundo plano o financeiro, o controle e a gestão deste. Uma consultoria e uma gestão financeira é a chave mestra, que levará o seu negócio para um crescimento saudável. Como especialista financeira, com mais de 30 anos na área, já vi muitos sonhos, negócios, empresas, irem por água abaixo, por falta de controle, de planejamento, de gestão e ação. Precisamos valorizar o nosso tempo, não desperdiçar com o que não é relevante, precisamos ter foco, e humildade para reconhecer quando precisamos de ajuda para poder crescer e prosperar. Só conseguimos administrar com eficiência, o que conseguimos medir. Tenha o controle das suas finanças nas suas mãos, pois somente assim irá conseguir planejar, traçar planos com dados analisados e começar a coloca-los em prática, e isso te levará a começar percorrer um caminho rumo a um crescimento financeiro sólido.
O QUE FAZEMOS COM O QUE FOMOS?
Há cidades que nasceram de serras, outras de rios. Canela nasceu do palco. Durante décadas, as cortinas do teatro se abriram para revelar mais do que cenas, mostravam o coração latente de uma comunidade que se reconhecia em cada aplauso, em cada improviso, em cada história contada sob a luz simples de refletores antigos, os “sapões” do Teatrão. Na última sexta, dia dez, com o lançamento do livro A História do Teatro de Canela, esse coração voltou a bater, mesmo que em outro ritmo. As páginas reuniram artistas, produtores, técnicos, professores, alunos, nomes e vozes que fizeram e fazem da arte uma forma de existência. Ler essas lembranças foi como abrir um velho camarim: o cheiro de maquiagens, das madeiras velhas do lugar, os figurinos guardados com afeto, o som distante das risadas e bastidores, as cadeiras com acessórios, os espelhos com luzes ligadas. Há algo profundamente humano em revisitar o passado, não por saudosismo, mas porque recordar é afirmar quem fomos, e portanto, ainda somos. O passado, quando registrado, não é apenas uma relíquia; é um espelho. E é nesse reflexo que nasce a autoestima de um povo, como aconteceu nos anos noventa em Canela com a chegada dos grandes festivais de teatro e teatro de bonecos. Mas o que fazemos com esse legado imaterial hoje? A nostalgia é um perfume bonito, mas não pode ser casa permanente. O desafio é transformar lembrança em impulso, que o registro do que fomos não seja só monumento, mas combustível. Que inspire novos projetos, novos festivais, novas vozes que também queiram dizer “eu estive aqui, e fiz parte dessa história”, como ouvimos nos depoimentos emocionados no lançamento do livro. Canela nasceu dos palcos, e deles herdou o dom de transformar o cotidiano em cena. Mas não basta admirar o passado como quem olha uma fotografia amarelada: é preciso soprar o pó da lembrança e deixá-la pulsar no presente. O teatro não é apenas memória, é movimento. Porque lembrar, sem agir, é deixar a história adormecer. Viver o legado é permitir que o passado nos inspire a continuar criando, para que Canela não apenas recorde o que foi, mas encene, a cada dia, o que ainda pode ser. Eu acredito que Canela pode ser muito, pela sua força e envolvimento comunitário. E você?
O poeta e a poesia
(Para o 20 de outubro: dia do poeta…) Quase um mito! Trovador e soldado em algumas revoluções, inclusive na Revolução Farroupilha, Pedro Muniz Fagundes – o Pedro Canga – apesar do anonimato, deixou um legado na historiografia gaúcha. Apesar dos raros documentos sobre ele, sabe-se, porém, que foi um grande poeta, portador de uma inteligência incomum. E figura de destaque no início do século XIX. E uma poesia, no mínimo, “inteligente”. “Pode do mundo a grandeza / reduzir-se tudo a nada e ver-se em tudo mudada / a ordem da natureza, esta vasta redondeza, / matizada de mil cores. Pode o autor dos autores / tornar-se em céu de repente, e desse modo, igualmente / pode o céu produzir flores. Pode esse sol que alumia / parar-se lá nessa altura, deixar de haver noite escura / e ser sempre claro dia! Pode também a água fria / ferver sem fogo e queimar, podem as brenhas falar / tornar-se a planície em serra, o peixe viver em terra, / a terra, estrelas criar! Podem as águas correr / às avessas do costume, subir ao mais alto cume / e não poderem descer. Podem os montes gemer, / amar e sentir paixão: quando trago à coleção / tudo pode acontecer, mas deixar de te querer / não pode meu coração! Inda mais se pode ver: / secar as águas do mar, o pau no ferro cortar, / a neve ao fogo arder! Também pode acontecer / o vento nunca reinar, enquanto o mundo durar / em silêncio se acomode, mas meu coração não pode / ser vivente sem te amar”! Morador da região de fronteira (Erval, Arroio Grande, Jaguarão, Bagé, Alegrete), perdeu dois filhos em 35, sendo anos mais tarde preso por assassinato e condenado ao desterro na Ilha de Fernando de Noronha, de onde fugiu, terminando seus dias no anonimato na casa de um filho aqui no Rio Grande do Sul. Segundo Guilhermino Cesar (em “O Embuçado do Erval”), o “trovador esquecido”, o “poeta rústico”, o “violeiro andarengo”, o “payador”, alternava a viola com a espada… homem inculto que não tirava o palheiro da boca, incapaz de sentar-se à mesa e usar talheres e, além de tudo, não sabia escrever… Pedro Muniz Fagundes – o Pedro Canga – morreu entre 1860 e 1865 em Arroio Grande, na fronteira do Rio Grande do Sul… na nossa terra!