Canela há muitos anos se candidatou para entrar no circuito de lugares no Brasil onde a qualidade da gastronomia permite afirmar que a sua cozinha tem alma. E conquistou vaga. Donos de restaurantes, hotéis, bistrôs e chefs daqui, ou que se estabeleceram aqui, investiram recursos e talento na diversificação de cardápios e o resultado foi o reconhecimento da cidade como destino gastronômico com algo mais que a comida italiana, o churrasco e o fondue – estes, fique claro, também têm tradição aqui. Uma das maneiras de celebrar essa variedade de cardápios é compartilhá-los com o público local, além de com os turistas. Para tal, há mais de 20 anos existe o evento Sabores de Canela, cuja edição 2025 foi lançada oficialmente na quintafeira (7). Desde 2011, com algumas interrupções, muitos representantes da nossa gastronomia convidam a provar, por alguns dias, ao menos um prato, doce ou salgado, criado especialmente e a bom preço. No início, a tônica era fazer com que aquela pessoa que não frequenta nossos restaurantes experimentasse os seus produtos de excelência em plena praça. Um sucesso. Ao longo destas mais de duas décadas, no entanto, o Sabores de Canela alterou o formato e, hoje, o convite é para que as pessoas aproveitem o prato nos próprios restaurantes. Evento que evoluiu agregando atividades correlatas ao prazer de comer bem, o Sabores de Canela de 2025 vai oferecer, de 4 a 23 de setembro, um leque de atividades como: Concurso de melhor prato; Visita a agroindústrias de Canela e Encontro de chefs; Oficina de culinária na UCS; Encontro “Memórias, Histórias e Sabores” e atrações culturais como Flash mobs (apresentações de impacto repentinas) e intervenções artísticas. Mais próximo do início do Sabores de Canela 2025 o Nova Época irá detalhar essas atividades. Alguns dos participantes do Sabores de Canela 2025 falaram ao jornal sobre a satisfação de participar novamente no evento que estampa nossa identidade gastronômica, promove a imersão nos sabores da culinária e cultura serranas, valoriza ingredientes locais e a expertise dos chefs. Tango restaurante & parrilla Perguntado sobre qual é sua grande clientela, Rafael Vinicius da Silva (na foto), do Tango, localizado em prédio histórico ao lado do Largo Benito Urbani, afirma que seu grande público é de Canela e Gramado. “Santo da casa também faz milagres”, ele brinca. O que surpreende ao leigo porque, pela sua gastronomia e temática portenha, pode parece que o Tango seria uma casa mais voltada aos turistas. Também é uma bela prova de que, com qualidade e preços justos, em apenas quatro anos de atividade eles conquistaram canelenses e os fazem sair de casa. “A gente busca desmistificar essa coisa de que o restaurante fino é caro, com muita gestão e ações de marketing colhemos esse resultado”.Participando no Sabores de Canela com o Canelone de costela La Cumparsita, Rafael espera fidelizar mais comensais daqui, da região e de fora. Galangal O Galangal, de Magda Corrêa (à direita), abriu as portas de Canela e da região para a boa comida tailandesa e asiática em 2009. Dois anos antes do primeiro Sabores de Canela, evento que ela se orgulha de ter participado em todas as edições com pratos especiais onde seus chefs sempre usaram dea criatividade para conjugar ingredientes do seu cardápio “distante” com outros aqui da terra. Quando, nos primeiros Sabores, havia a obrigatoriedade de servirem pratos com a canela, em um deles o Galangal apresentou o Salmão ao toque de canela com tanto sucesso que até hoje ele figura no cardápio. Neste ano, surpreendam-se com a Paçoca Thai, uma saborosa composição de pinhão, camarão, carne suína, tamarindo e outros segredinhos. Sempre colaborando na organização do evento, esta canelense acha que o evento, apesar das duas décadas, ainda carece de uma consolidação, mas elogia a adesão de outros segmentos, como a hotelaria e os parques, que concederão descontos. Pappardelle massas finas Paulo André da Rosa tem um amor por Canela que ele transportou da atividade nos palcos (era ator de teatro) para a culinária da cidade. Aproveitando essa veia, implantou a fabricação de pastéis com arte, por meio do seu consagrado O Pasteleiro, bistrô que voltou à ativa em 2024, para alegria dos que estavam com saudade daqueles pastéis. Também nas massas Paulo André (ao lado) inovou, com a Pappardelle, na Osvaldo Aranha, com os molhos autorais do P.A. (que é como os mais chegados o chamam). É um lugar para comer bem investindo pouco, é um lugar para voltar. Entusiasta do Sabores de Canela e participante há muito tempo, Paulo gostaria que o evento voltasse a acontece na praça João Corrêa, como alternativa, nem que fosse pelo menos em um fim de semana, “por uma questão afetiva e festiva”, ele diz. “O Sabores de Canela é uma celebração da nossa identidade cultural e da força do nosso turismo.Unimos a criatividade dos nossos chefs e a excelência dos nossos serviços para oferecer uma experiência única, que vai além do paladar e cria memórias afetivas em quem nos visita”. Maurício Boniatti, presidente da Associação Comercial e Industrial de Canela, realizadora do evento, com apoio da Abrasel Hortênsias e UCS (Campus Universitário da Região das Hortênsias). Co-patrocínio: Sicredi e Sulgás
Três anos do Capullo e a estreia do Churras no Pátio
Três velas acesas, uma casa de mais de 70 anos cheia de histórias e um cardápio que abraça. Assim o Capullo Restaurante e Bar celebra, em agosto, seu terceiro aniversário. Desde a inauguração, em 2022, o endereço localizado no centro de Canela tornou-se ponto de encontro para quem busca boa gastronomia, coquetelaria de alto nível e um ambiente democrático, capaz de receber casais, famílias, grupos de amigos — e até pets — com a mesma dose de carinho. No saboroso e variadíssimo menu dois sucessos saltam aos olhos e ao paladar: o Arroz de Costela, “Lindo e reconfortante”, como descreve sua autora, a chef Roberta Rech que há 20 anos defende a cozinha de afeto e o Sorrentino com camarões – Massa delicada, recheio macio, molho que envolve; um clássico da casa desde o dia da abertura, perfeito para quem busca aquele sabor “quentinho” que conforta. A coquetelaria é outro ponto alto. A carta traz criações originais e releituras de clássicos, sempre com insumos de excelência. Para os apreciadores de destilados puros, a prateleira impressiona: são mais de 300 rótulos entre whiskies, bourbons, gins, cachaças e vodkas. No domingo, 17 de agosto, o restaurante celebra seus três anos de história com uma festa para chamar de sua — e para lançar oficialmente seu novo espaço de fogo, pensado para eventos que pedem mais do que mesas: pedem memória. Batizado de Churras no Pátio, o evento vai ocupar a área externa da casa com um almoço ao ar livre, das 12h às 16h, reunindo boa comida, música ao vivo e o calor de quem acredita que gastronomia é, antes de tudo, encontro. A proposta é all inclusive no que diz respeito ao menu, com bebidas vendidas à parte. E o cardápio promete: ilhas gastronômicas servindo do começo ao fim — de hambúrgueres e choripán, aos cortes nobres de carne na parrilla, acompanhamentos e um balcão de doces para fechar com afeto. Tudo com a chancela De Los Galtchos, referência em carnes premium, do mestre churrasqueiro Fernando Schimanoski, sócio do Capullo, que assina as proteínas da festa ao lado da chef e sócia, Roberta Rech. Um churrasco com alma gaúcha, técnica de chef e brasa no ponto certo. A celebração também marca a estreia oficial do novo espaço de fogo do restaurante — um investimento de R$ 1 milhão em equipamentos de ponta e estrutura para receber até 100 pessoas, entre sentadas e em circulação. São 200m² dedicados a experiências em torno do fogo, com parrilla, 3 pitsmokers, varais de legumes, espetos de cordeiro e termômetros importados dos Estados Unidos, capazes de monitorar até quatro proteínas ao mesmo tempo com precisão milimétrica. É a cozinha de raiz com o olhar no futuro — como sempre foi no Capullo. Um lugar que respeita a tradição, mas não tem medo de ousar. E que segue escrevendo sua história com lenha, memória e brasas acesas. Seja um jantar romântico à luz de velas, um happy hour extrovertido no balcão ou um almoço de domingo em família, o Capullo oferece ambientes versáteis, mesas para grupos maiores e pet-friendly. O restaurante fica na R. Pref. João Alfredo, 80, no Centro de Canela e funciona de terça a sábado, das 19h às 23h, e de sábado a domingo, também no almoço, das 12h às 15h. Capullo Restaurante e Bar Rua Prefeito João Alfredo, 80 — Centro de Canela Para a festa dia 17 de agosto R$ 189 por pessoa (bebidas à parte) Horário: das 12h às 16h Ingressos: (54) 99663-9416 Em caso de chuva, o evento será transferido para 24/08.
Social da Samanta – 688
A família Parmegiani, tradicional aqui de Canela, se reuniu em um encontro muito legal entre gerações no Magnólia, recentemente! Foto: Divulgação Will Weber lançou seu novo livro: A Onda da Experiência — com sessão de autógrafos e um momento de conexão com pessoas que acreditam que negócios podem emocionar Foto: Divulgação Carol Porsch, que está à frente do Tour de France Gastronomie, celebrou o sucesso do jantar harmonizado na última sexta-feira no local. O jantar harmonizado foi conduzido pelo sommelier Julio Kunz, vice-presidente da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS Brasil) e a experiência exclusiva contou com pratos inspirados na culinária clássica francesa harmonizados com rótulos da França Foto: Divulgação Nerli Becker, a Cigana, foi conferir a ação da Natura na Estação Campos de Canella e garantiu a foto no cenário instagramavel da marca! Foto: Divulgação A Assembleia Legislativa do RS prestou homenagem aos 50 anos da Prawer Chocolates. No registro Simone Batistela, o CEO José Augusto Freiberger e Grazi Gabriel Foto: Divulgação
Social da Bina – 688
Os sócios Mirada Label: Luciano Oliveira, Rodolfo Bertó, Marcos Slongo e Daniel Alencar reuniram seleto grupo de convidados para marcar o lançamento da Gramado Weekend. O evento foi no ponto mais nobre de Gramado, a Casa Lugano Foto: Bina Santos SOFISTIC HOTEL O mais novo empreendimento hoteleiro de Gramado é uma ode ao luxo e sofisticação. Os detalhes impressionam, desde o hall até os apartamentos com amenities Bvlgari. E para os amantes de gastronomia internacional, a dica é conhecer o Alma Gastro e Bar. Tanto o café da manhã quanto o jantar são abertos a não hóspedes. Não deixe de experimentar o filé com risoto de mascarpone e trufa. É um deleite. GRAMADO WEEKEND Entre os dias 21 e 24 de agosto, Gramado será palco do Gramado Weekend 2025, evento que une música eletrônica, experiências sensoriais e o clima sofisticado da serra. Em plena temporada do Festival de Cinema, nomes como Vintage Culture, Dubdogz, Doozie e Zac comandam as pistas nas festas Luminous, Mirada, Greenvalley e Blend — quatro noites que prometem transformar o inverno em pura vibração. SAÚDE E ESTÉTICA Aurora Care e Luara trouxeram para Canela uma proposta de um centro integrado que reúne saúde e estética avançada em um ambiente moderno e acolhedor. A proposta traz mais de 40 procedimentos realizados por uma equipe multidisciplinar que incluide desde médicos, até equipe de estética como manicure, cabeleireira e depiladora. Elis Gheno Zilli, diretora da Flui Gestão Estratégica, prestou consultoria para implantação do Sofistic Hotel em Gramado, com Ana Camargo, gerente geral do empreendimento Foto: Bina Santos A frente da gerência do Aurora Care Estética Avançada está Igor Magnus, que apresentou o espaço a convidados na última semana Foto: Bina Santos Doneide Perna, da Crédito Real Gramado, marcou presença no evento da PLANTA, uma noite de conexão entre profissionais do setor, repleta de conteúdo apresentando o panorama do mercado imobiliário de Gramado e Canela Foto: Ketlin Fotografias Paulo e Ademir, da A+P Design com Josué Spengler da Goods Br, ao centro, em um bate papo descontraído sobre mercado, no 2º Insight Imobiliário que aconteceu na última quarta-feira, em Gramado Foto: Divulgação Julio Cesar Kunz, Adriana Comuni Bordignon, Carolina Porsch e Carlos Porsch em noite de evento no Tour de France Gastronomie. Julio é vice-presidente da ABS Brasil e comandou experiência gastronômica no restaurante francês mais sofisticado de Gramado Foto: Luiz de França
Vai um vinho laranja aí?
O mundo da vitivinicultura é cheio de mistérios e curiosidades. Quanto mais se estuda, menos se conhece. Recentemente tem sido resgatado um estilo de vinho conhecido há milênios (literalmente): o vinho laranja. Mas não se engane, o vinho laranja não tem nada a ver com a fruta laranja. Para explicar do que se trata é melhor começar do começo. Vamos lembrar da aula básica: vinho tinto é feito com uvas de casca tinta, onde se utiliza a polpa da fruta e as cascas, que dão a coloração tinta. Já os vinhos brancos são feitos apenas com a polpa das uvas, sem contato com as cascas, e por isso podem ser produzidos a partir de uvas brancas, tintas ou rosadas. E o vinho laranja? Ele é um vinho branco vinificado como tinto. Ou seja, as uvas brancas passam por maceração com as cascas, o que confere ao vinho cor, textura e estrutura diferenciadas. Essa técnica é ancestral, há registros de sua prática na Geórgia há cerca de 6.000 anos, onde o vinho era fermentado em grandes ânforas de barro chamadas qvevri — muitas vezes enterradas no solo para controle natural de temperatura. Essa tradição é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. O nome “laranja” se deu em função da cor da bebida, que costuma ter tom âmbar ou alaranjado. No Happy Wine já tomamos alguns exemplares, inclusive produzidos aqui no Rio Grande do Sul. No programa que vai ao ar na próxima semana, você poderá conhecer um vinho laranja argentino, de Mendoza, que fez brilhar os nossos olhos. Para quem ainda não experimentou, recomendamos degustar com a mente aberta, sem preconceitos e comparações. O vinho laranja costuma ter aromas incomuns, como casca de laranja, chá preto, frutas secas, especiarias, mel e nozes. Já quando falamos de paladar, encontramos um perfil gastronômico versátil, que vai bem com pratos difíceis de harmonizar, como comida asiática, pratos com curry, carnes brancas intensas e queijos fortes. E aí, vai um vinho laranja? O Happy Wine também está no Instagram (@happywinenaclube), YouTube, Spotify e toda quinta-feira, às 22h, na Clube 88.5 FM.
Por que não seguimos metas financeiras?
Quantas vezes você já traçou metas financeiras, para mudar a sua situação financeira e ou atingir objetivos, e não cumpriu? Algumas não saíram nem do pensamento e outras do papel. E quanto tempo durou as mudanças de atitudes para que o proposto acontecesse? Costumamos dar desculpas para nós mesmos como: é muito difícil, não vou conseguir, no próximo ano eu começo novamente. Mas em nosso subconsciente fica a frustação de tentar e não conseguir, como na alimentação. E volta aquele velho hábito de terceirizar a culpa para os outros e para as situações, e aí vem a vitimização como: “a grama do vizinho sempre é mais verde”, ele consegue e eu não. A revista Forbes publicou recentemente um artigo sobre as dificuldades dos brasileiros de seguirem um plano financeiro, aonde citou: aumento de custo de vida, acumulo de dívidas, gastos inesperados com saúde e a falta de educação financeira e acompanhamento. Dentre estes motivos gostaria de salientar o acúmulo de dívidas, que com a minha experiência como mentora e consultora financeira, vejo como um vilão desta história. Pois quando nos frustramos emocionalmente com alguma situação, queremos nos “compensar” comprando algo que irá nos dar uma sensação boa, só que momentânea e passageira. Uma verdadeira armadilha que costumamos cair facilmente, pois tentamos preencher buracos emocionais com coisas materiais. E na realidade só pioramos a situação, acumulando parcelas no cartão de crédito, que rapidamente viram uma bola de neve, ou seja um acúmulo de dívidas, na maioria das vezes desnecessárias. Outro motivo citado pela revista Forbes foi gastos inesperados com a saúde, e eu não diria somente com a saúde, mas com diversas outras coisas importantes, como a manutenção do carro por exemplo. E é nesta falta de consciência e responsabilidade que também caímos, pois na nossa vida sempre vamos ter imprevistos. Termos reservas para os imprevistos, é termos responsabilidade conosco e com a nossa família. Você pode estar pensando, mas Grace não me sobra para nada, e eu te devolvo com duas perguntas: quantos gastos desnecessários você tem feito? Sobra tempo para uma renda extra? Outro motivo importante é a nossa “fidelidade” com velhos hábitos sejam familiares ou do meio, que consideramos certos, mas que podem não ser mais, dentro da nossa realidade e contexto. Um dos principais motivos pelos quais não seguimos e consequentemente não atingimos metas financeiras, é a falta de conhecimento e propósito em nossa vida. Quais são os seus valores? Você está vivendo ou sobrevivendo? Que legado você quer deixar? Quais são os seus sonhos? Eu mesma já vivi nesta situação, e não tinha todas as respostas para essas perguntas. Foi quando tive a consciência que eu queria e precisava de mudanças, e eu tinha que ser a protagonista da minha vida financeira. Para isso me faltava conhecimento, auto conhecimento, planejamento, determinação, e mudança de mentalidade com um acompanhamento, ou seja eu precisava de uma educação financeira. Confesso que relutei antes de buscar ajuda, pois logo eu uma bancária, não conseguia sozinha. Aprendi que é quando reconhecemos que precisamos de ajuda é que somos fortes.
Morango: uma das frutas mais seguras para quem tem diabetes
Após duas semanas de viralização do “morango do amor” nas redes sociais, decidi abordar a diferença entre morango in natura e o novo doce, especialmente quanto ao impacto na glicemia. O “morango do amor”, tendência do momento, é uma adaptação da maçã do amor típica de parques e circos: trata-se de uma fruta envolvida por uma casquinha formada pela caramelização do açúcar, com cor vermelha dada pela adição de corante comestível. Tanto a maçã quanto o morango deixam de ser opções saudáveis quando cobertos por açúcar. Assim, tornam-se doces e, por isso, merecem atenção quanto ao impacto glicêmico. Comparemos a carga glicêmica do morango in natura versus o morango do amor. Antes, vale entender o conceito: Carga glicêmica (CG): quantidade de carboidratos (glicose) em um alimento e a rapidez com que essa glicose é absorvida pelo sangue. Alimento Porção Ingredientes CG Morango in natura 6 unid. 6 morangos frescos 2,4 Morango do amor 2 unid. 2 morangos frescos + 2 colheres de sopa de açúcar 14,3 Fonte: International Table of Glycemic Index and Glycemic Load Values: 2002 Para a comparação, considerei 6 unidades de morango in natura (porção habitual) e 2 unidades do morango do amor (consumo eventual em festas e parques). Conclusão: Adição de açúcar sempre eleva o impacto glicêmico. O morango do amor é uma guloseima para ser consumida ocasionalmente, enquanto o morango in natura é uma das frutas mais seguras para quem controla o açúcar. Sua quantidade de glicose está entre as mais baixas entre as frutas, perdendo apenas para o abacate — fruta com maior teor de gordura — e para amora e framboesa, frutas mais ácidas e pouco doces. Carga glicêmica em 100g de fruta:
NOVA REALIDADE COM VELHOS PROBLEMAS
Os turistas voltaram a frequentar a Serra Gaúcha. Mas são outros tempos. Temos um visitante mais cauteloso em termos de gastos. Sempre tivemos preços mais altos pelo padrão mais elevado de serviços oferecidos. Mas a situação econômica exige mais prudência. Dezenas de estabelecimentos fecharam na avenida por falta de clientes. Muitas vezes o turista opta por outros destinos mais vantajosos, pagando pacotes fechados para resorts ou viagens em grupo. O setor turístico agora precisa compreender e entender o que esse novo visitante pretende encontrar por aqui. Os eventos continuam sendo essenciais para atrair público. Mas não é somente isso. Ainda temos os velhos problemas estruturais que precisam ser enfrentados com urgência. Mobilidade urbana, instabilidade no fornecimento de água e energia, falta de coordenação na execução de obras públicas, pronto atendimento na saúde, são alguns pontos que precisam atenção. Canela e Gramado poderiam buscar soluções em conjunto, pois as cidades estão praticamente unidas num mesmo núcleo urbano, que se aproxima dos 100 mil habitantes fixos. Quem visita uma cidade, certamente vai visitar a outra, não importando onde seja o evento. Chego a ser chato e repetitivo ao falar de mobilidade urbana. Não vejo nada de bonito num trânsito trancado. O tempo que o turista perde ali é o tempo que ele poderia consumir em nosso comércio. Isso também atrapalha quem precisa se deslocar para trabalhar e atender os visitantes. Pior ainda fica o atendimento das emergências, como bombeiros, ambulâncias e polícias, que enfrentam dificuldades no atendimento das ocorrências. As concessionarias de serviços públicos e as administrações municipais precisam conversar mais, para organizar uma agenda de obras essenciais. Houve momentos em que conseguiram trancar quase todos os acessos, com três ou quatro obras simultaneamente. Há relatos de vários bairros em ambas as cidades, que enfrentam problemas de abastecimento de água e também de energia elétrica. O setor de saúde precisa encontrar alternativas para desafogar os hospitais, já lotados pelos vários casos de doenças respiratórias, comuns nessa época do ano. É hora das administrações pensarem em soluções conjuntas, chamando a iniciativa privada para contribuir. Não há mais lugar para amadorismo ou ficar na “tentativa e erro”. Os problemas são antigos e conhecidos, então que se busquem as soluções. É preciso com urgência encontrar o equilíbrio do bem-estar, tanto para os turistas como para os moradores.
Ancient Lights
(Mas oigalê! Um Folcloreando com título chique!…) Uma lei antiga (brasileira): Decreto-Lei Nº 25, de 30 de novembro de 1937, visa a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional. Assim, também, os estados e municípios têm (ou deveriam ter) suas leis de proteção ao patrimônio, visando a preservação do bem comum. Canela, 2013. A Lei 3415, de 17 de outubro “Dispõe sobre a proteção do Patrimônio Histórico, Cultural, Natural e Paisagístico do município de Canela…..”. E, no Capítulo I. reza em seu Art. 1º: “Constitui Patrimônio Histórico, Cultural, Natural e Paisagístico do Município o conjunto de bens móveis e imóveis e os espaços existentes em seu território, os quais por sua vinculação a fatos pretéritos memoráveis, a fatos atuais significativos por seu valor cultural e natural, ou por sua expressão paisagística, sejam de interesse público, merecendo preservação e proteção contra ações destruidoras”. Inglaterra, 1832. O conceito de “Ancient Lights” – Lei britânica das “luzes antigas” ou “direito à luz” (conforme Candice Soldatelli – Pioneiro de 23.10.24), garante que uma janela que tenha recebido luz natural por pelo menos 20 anos tenha proteção legal contra obstruções. Isso impede que construções futuras bloqueiem a entrada de luz solar, garantindo iluminação contínua aos proprietários de imóveis. Há, na Internet, fotos de casas e sobrados com plaquinhas sob o parapeito das janelas onde se lê “Ancient Lights”, herança do direito adquirido a partir de 1832. Japão. Também o mesmo jornal e crônica dá notícia que no Oriente – mais precisamente no Japão, há uma regulamentação parecida chamada “nisshöken”, literalmente “direito à luz do sol”. E segue a crônica: “… natureza – a fauna, a flora, as águas, o solo, a vegetação, o relevo, a luz solar – são os maiores patrimônios que temos e que devem ser preservados a todo custo…”. O Inventário Patrimônio do Histórico de Canela (recebido em 21.02.2019), foi elaborado pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Cultural, Natural e Paisagístico de Canela (COMPHA) em sua lista (preliminar) de bens inventariados e considerados como relevante patrimônio do Município destacam-se: Catedral de Pedra, Casa de Pedra, Casa Auxiliadora, Palácio e Solar das Hortênsias, Ruínas do Cassino, Cascata do Caracol. Quem sabe um dia, veremos em Canela, plaquinhas sob as janelas e, no lugar de “ancient lights” (luzes antigas), pelo menos “com direito à luz”! Leis que viriam promover e preservar a arquitetura histórica e afetiva da nossa terra!