Hobby que superou a predileção, o canelense Douglas Caberlon (32) trata o aquarismo com profissionalismo e o propósito de ensinar mais gente a gostar do assunto. Este técnico em segurança eletrônica foi encontrando, no seu dia a dia, cada vez mais tempo para adquirir know-how sobre a aquariofilia (criação de peixes, plantas e outros organismos aquáticos) e hoje não só compartilha conhecimento, incluindo visitas de escolas, como dispõe de um local muito original para comercializar peixes e aquários. Douglas e Jéssica Em sociedade com a esposa, Jéssica, na praça da Catedral de Pedra Douglas implantou o Aquarismo Store & Coffee. Local para, enquanto toma um café, você apreciar a variedade de espécies de dezenas de procedências. Essa (lá vai trocadilho) imersão pelo mundo dos pequenos habitantes da água doce e salgada proporcionada por Douglas já gerou uma imensa rede de clientes para os quais ele é também consultor. “O aquário é sempre uma obra inacabada”, explica ele, pois o dono pode não só ir agregando espécies de convívio compatível quanto outros organismos, daí o sucesso que fazem os corais. Multicoloridos, realçados pela iluminação do aquário, os corais podem ser adquiridos bem pequenos e vão crescendo na água.Ofertando peixes que vão de R$ 3,20 a R$ 16.000,00 (o Black Tang australiano), o estabelecimento de Douglas e Jéssica tem estrelas do mar, ouriços, anêmonas e acessórios difíceis para os adeptos encontrar. É o único no Rio Grande do Sul que exibe atestado de veterinária responsável. Para os peixes marinhos, dispõe de um aquário hospital com requintes como planilha de medicação. O controle de bactérias é constante. “É preciso entender o cliente, dar a ele as melhores coordenadas para que ele possa controlar temperatura e PH, criando um sistema biológico eficiente.Há quem goste de ter uma fonte em casa, pets, um cantinho em especial. Se depender de Douglas, que haja mais adeptos do aquarismo. Segundo estudos, o aquário pode reduzir os níveis de estresse, pressão alta, ansiedade e tensão muscular dos moradores.Fale com Douglas e inclua essa valiosa contribuição para momentos de paz. O lugar… … os corais… … e um dos protagonistas. JULIA DANTAS DÁ BIS NO CLUBE DO LIVRO Instagram Julia Dantas Nesse janeiro, o Clube do Livro de Canela volta a se reunir. Através de votação para escolha das leituras de janeiro e fevereiro, o vencedor para inaugurar o ano foi Ela se chama Rodolfo, da porto-alegrense Júlia Dantas (editora DBA).A obra recém havia sido duplamente premiada: melhor romance pela AGES (Associação Gaúcha de Escritores) e pela Academia Riograndense de Letras. Julia (foto à esqueda) já participou do Clube em 2016 por seu primeiro livro, Ruina y leveza, e, em 2022, foi convidada do FiliGram, Festival Literário Internacional de Gramado, do qual agora será uma das curadoras da 2ª edição em 2024.O encontro será na quinta-feira, dia 25/01, na Estalagem Villaggio Alpino (Alpes Verdes). A inscrição é de $30, revertidos como cachê à escritora.Opiniões sobre “Ela se chama Rodolfo?” Peguem esse comentário postado (por Thais Rochefort) no Instagram da autora: Sensacional!! Não tem como parar de ler… mas à medida que o final se aproxima… a gente vai fingindo que se deixa de lado… um pouquinho… para não acabar! SUCESSO QUE COMEÇOU NO VERÃO Divulgação Maré Brava é o nome de um dueto que começa a despontar com um trabalho pulsante. Itálio Silva Fagundes, o Ítalo SV, de Canela (à esquerda, na foto acima) mais seu parceiro porto-alegrense Wiliam Leal, ex-colega na Escola Estadual Danton Corrêa da Silva, lançaram na semana passada em todas as plataformas digitais um single – Só quero você (Marambeach) – que pega pelo ouvido, como provam as mais de 4000 visualizações em 24 horas após a primeira postagem do vídeo no Instagram, dias antesA aceitação de Só quero você surpreendeu o baterista e vocalista Ítalo e o tatuador e músico Wiliam. Está servindo de estímulo para a dupla gravar outras composições guardadas, o que vai acontecer neste fevereiro.
NOSSA MEDICINA
NOSSA MEDICINA FOLCLÓRICA (GAÚCHA E BRASILEIRA…) (colhendo jujos…) Nossa medicina empírica, popular ou caseira nos traz uma infinidade de ervas (jujos) que são usadas para os mais diversos fins. Vale lembrar que, antes do seu uso, devemos ter alguns cuidados: – identificar a erva;– colher apenas quando estiverem saudáveis;– secar, sempre à sombra;– guarda-las sempre em vidros ou sacos de papel, identificando-as;– jogar fora as plantas já mofadas. Entre as mais usadas, temos:Carqueja:Distúrbios digestivos e diarreias.Quebra-pedra (ou erva pombinha):Cálculos renais e na retenção urinária.Capim cidró:Para dores de cabeça, nervosismo, pressão alta.Agrião:Afecções do pulmão, pele, sangue e rins.Marcela:Indigestão, falta de menstruação, cólicas.Guaco:Tosses, resfriados, reumatismo, diarréia.Alecrim:Esgotamento cerebral, depressão ligeira, distúrbios intestinais e estomacais. ……………………………………… Ao amigo AirtonO que dizer desse taura, sobre o qual não se precisa dizer nada?Amigo há mais de 4 décadas e companheiro em Rodeios, Convenções e Congressos Tradicionalistas… e busquei na poesia do Marco Aurélio Campos um retrato dele.Por falta de espaço, cito apenas a última estrofe da poesia com um título apropriado: EIS O HOMEM… “……. Sou enfim, sabiá que canta,alegre, embora sozinho.Sou gemido de moinho,num tom triste que encanta.Sou pó que se levanta,sou raiz, sangue, sou verso.Sou maior que a história grega,eu sou gaúcho, e me chegaprá ser feliz no universo. A poesia “Eis o homem” fala, como poucas, da cultura, usos, costumes e da gente (como o Airton!) do Rio Grande do Sul… a nossa terra!
DESPREPARO – PARTE 2
No dia 24 de novembro do ano passado, escrevi aqui nesta coluna sobre a precariedade dos sistemas de alerta para eventos climáticos mais extremos. Também sobre a falta de planejamento de ações de atendimento para a população atingida. Não existem ações de prevenção, somente ações posteriores aos danos. Agora novamente as cidades são atingidas por um temporal intenso com muitos danos, fazendo com que após três dias, ainda existam pessoas sem energia elétrica e sem água. Este ano teremos eleições municipais. É no município onde tudo acontece. Os futuros candidatos a prefeito precisam ter em seus planos de governo ações preventivas para situações de emergência ou de calamidade pública, visando preservar vidas e minimizar os estragos. E para não dizer que somente faço a crítica, apresento algumas sugestões. A primeira sugestão é qualificar a Defesa Civil para melhorar os sistemas de alerta a população. Não basta ir nas redes sociais fazer “lives instagramáveis”. A segunda sugestão é fazer treinamentos nas escolas com as crianças. Uma criança orientada será um adulto treinado para agir corretamente em situações de emergência. A terceira sugestão é revisar toda a vegetação que oferece risco para as pessoas, construções e rede elétrica, fazendo o devido manejo do que oferecer risco. Vários moradores já solicitaram poda ou retirada de árvores ao Poder Público, sem serem atendidas. Alguns desses estragos poderiam ter sido evitados. A quarta sugestão é ter um local adequado para acolher eventuais desabrigados. Totalmente desumano as duas cidades terem mais de 20 mil quartos de hotéis à disposição e o Poder Público recolher as pessoas num ginásio de esportes. O município de Florianópolis, por exemplo, tem convênio com uma rede de hotéis. Caso ocorra uma calamidade as pessoas são alojadas em lugar adequado. Quanto a água, toda a água consumida em Canela e Gramado vem de um único manancial. Se cair um galho de árvore na rede elétrica por lá, as duas cidades ficam sem água. Enfim, soluções e ideias existem, basta verificar em outros municípios as ações adotadas. Políticos precisam ser cobrados pela população para que trabalhem pela comunidade. Temos turismo de primeiro mundo e atendimento do Poder Público de terceiro mundo. Isso precisa mudar. Quem mora aqui e atende muito bem o turista, pode ter melhor atendimento de serviços públicos.